segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Os 20 Melhores Jogos do Master System


Tive a idéia de fazer um especial dos jogos do Master System faz muito tempo, pois este é um console que realmente marcou minha vida. Por conta de outros imprevistos, sempre fui adiando, adiando, mas finalmente chegou o momento. Como toda lista que se preze, elas variam conforme o gosto de quem as faz, portanto, enumerei os jogos de acordo com o meu gosto pessoal, podendo até mesmo estar faltando um ou outro jogo mais desconhecido aí.
Bom, chega de enrolação, com vocês, os 20 Melhores Jogos de Master System !
Espero que gostem !


sábado, 28 de novembro de 2009

Tinhead

Produtora: Microprose
Lançamento: 1993
Gênero: Plataforma
1 Jogador

O que acontece quando um tirano chamado Grim Squidge rouba todas as estrelas do universo ? Tinhead, o personagem fofo da história, entra em ação para resgatá-las e colocar um pouco de ordem na casa !

Falando sobre personagens fofos, Tinhead é mais um que tentou seu lugar ao sol ao lado de Bubsy, Sonic, Mario, Ristar e tantos outros personagens.

Mas este aqui parece ser um pouco diferente dos demais...

Com uma história tão "profunda" como essa, o jogo começa te colocando na pele de.......Tinhead, uma espécie de robozinho carismático que solta tiro pela cabeça....mas calma lá, ele não usa canhões ou algo do tipo. Seus tiros são pequenas bolinhas que podem ser atiradas em 3 direções, escolhidas com o botão A. E é justamente aí que mora um dos maiores problemas do jogo...

O jogo tem como objetivo resgatar as estrelas perdidas, geralmente uma por fase, mas existem muitas outras coisas para serem feitas. Existe um sem número de itens que dão pontos, mais alguns que dão energia e vidas, além de alguns power-ups que permitem pular mais alto ou flutuar por um determinado tempo. Tinhead começa com a possibilidade de atirar poucas bolinhas, mas isso pode ser aumentado conforme o jogador coleta itens.


A dificuldade do jogo é progressiva conforme avança nas fases, sendo que as primeiras, como a maioria dos jogos, serve mais pra se acostumar com os controles. Nas últimas vai querer arrancar os cabelos e clamar por piedade, podem apostar nisso.

Falando nos controles, outro problema irritante do jogo é o botão de pulo que, ao se manter pressionado, Tinhead sai pulando feito louco, o que geralmente ocasiona em mortes e acidentes.


Sobre os gráficos não tem muito o que dizer, as fotos dizem tudo. Ou não. Tinhead tem uma tara pela cor ROSA, principalmente nas primeiras fases. Mas, apesar disso, o jogo conta com gráficos bacanas e as fases tem um belo design, com muitas passagens secretas e itens escondidos. Não se acanhe de fuçar cada cantinho do jogo, aqui é realmente preciso juntar pontos pra formar vidas, ou não vai sair do segundo mundo, um mundo horrendo cheio de espinhos afiados e ansiosos pela bunda metálica de Tinhead.

No som, nada tão sobrenatural, músicas normais de elevador e efeitos sonoros comuns fazem um jogo morno no aspecto sonoro.

Tinhead é um jogo bastante carismático, com um personagem diferente, fases diferentes e estilão cata-tudo, coisa rara hoje em dia. Se decidir se aventurar, reserve aí algumas horas, pois as fases costumam ser enormes e o fator de exploração das mesmas pode lhe tomar um bom tempo.

O melhor: design de fases.
O pior: controles.
Tinhead: mais um personagem fofinho esquecido no tempo...

NOTA FINAL: 7.5

NEXT - Thunder Force II

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Retronado Golden Axe Warrior [5]


Capítulo 5 - A Escalada e a Canoa


A magia Earth, além de servir pra atacar inimigos, é capaz de quebrar pequenas pedras no cenário. Não que isso ajude muito, pois o jogo não te dá referência NENHUMA de onde ir após matar algum chefe ou conseguir algum item.

É tudo na base da exploração total de cenário. Espero que esse retronado não demore muito....

Bom, de posse de uma nova espada, novo acessório e uma nova magia, fui explorar a região norte, pois ela ainda era bastante inacessível anteriormente.


Encontrei um novo caminho na coordenada D-4 (sem piadinhas com o D4, por favor ¬¬): quebrei a pedra ali e fui achando caminho pro norte com a ajuda da corda. Do lado direito não existe nada de interessante, mas do lado esquerdo, nas partes alagadas, achei a quarta dungeon, um enorme palácio no meio do oceano.

A dungeon é longa, cheia de inimigos novos e complicados e com alguns puzzles malditos. O essencial aqui são duas coisas: alguns blocos diferentes podem (e devem) ser quebrados com a earth magic; em uma sala ao norte, encontrei uma CANOA, que serve pra atravessar os riachos da dungeon (e, possivelmente, no world map também).


Chefe: Mago Macabro
Um mago que se teleporta pra todo lado e usa magia pra se defender. Quando ele aparece, surge um escudo de magia em volta do sacana que impede qualquer aproximação.

O lance então é torrar a magia Earth nele e depois tentar acertá-lo assim que ele aparecer. Não é nada difícil, só que cada vez que tocar o escudo, vai embora quase metade da energia....

Vencendo, mais um cristal e mais um ponto de energia ^_^ !

sábado, 21 de novembro de 2009

Castle of Illusion

Produtora: SEGA
Lançamento: 1990
Gênero: Plataforma / Aventura
1 Jogador

Por Cosmão

Castle of Illusion, por si só, poderia representar pra muita gente o que realmente significou a época dos 16 bits. Um joguinho agradável visualmente, com músicas bacanas, historinha singela, controles perfeitos e fases que esbanjavam criatividade. Tanto a versão Mega como a versão Master System, são inesquecíveis pra quem jogou na época...


Em Castle of Illusion controlamos Mickey, o rato símbolo da Disney, em uma aventura pra resgatar a Minnie, que foi raptada pela bruxa Mizrabel. Aliás, esse nome é bem peculiar, na época acredito que muito moleque não sabia pronunciá-lo corretamente.

Pois bem, Mizrabel fugiu com Minnie para seu castelo e espalhou as 7 (ou 6, não me recordo) gemas coloridas, as únicas capazes de ajudar Mickey à alcançar tal castelo. A missão do rato é coletar essas pedras preciosas e salvar sua pobre namorada das garras da bruxa.

Sendo um jogo de plataforma, Mickey é capaz de saltar e atacar, mas de forma bem diferente: além dos itens encontrados nas fases, Mickey pode dar BUNDADAS nos inimigos, um tipo de ataque, digamos, um pouco doloroso. Mario, pelo menos, pisava nos inimigos, ao invés de sentar...Hum....

As fases são todas temáticas, mas aqui há também novidades, como uma fase inteira dentro de uma biblioteca e outras em um castelo de brinquedos, fases essas que se tornaram inesquecíveis, mesmo com o passar dos anos. Minha única reclamação é não ter a deliciosa fase dos doces aqui, presente apenas na versão Master System.


Em cada fase há um chefe diferente, que deve ser vencido para conseguir cada uma das gemas coloridas. Além disso, itens de ataque (que variam de maçãs à bolinhas), vidas e energia estão presentes em todas fases, bem como as famosas passagens secretas.


No campo sonoro, músicas lindas, nostálgicas e inesquecíveis. A Sega, em conjunto com a Disney, criou melodias maravilhosas pro jogo, canções essas que fazem muita falta hoje em dia. Não nem um pouco difícil sair assobiando as mesmas após uma partida do jogo.

Apesar do jogo parecer meio meigo e até fácil, as fases adiantadas apresentam algumas dificuldades e até alguns puzzles que levam à caminhos fechados.

É sempre importante manter Mickey com um bom estoque de energia, pois os inimigos, muitas vezes, são bem traiçoeiros.

Castle of Illusion, juntamente com Quackshot, formaram a dupla imbatível de jogos de plataforma, sendo lembrados como os melhores jogos com os personagens da Disney até os dias de hoje.

NOTA: 10

O melhor: fases, músicas, controles...
O pior: não ter a "fase do chocolate"...
Mas ainda assim: não existe jogo melhor com o Mickey do que esse !

NEXT - Tinhead

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Shining Force

Produtora: SEGA / Climax
Lançamento: 1993
Gênero: RPG tático
1 Jogador

Por Cosmão

Shining Force é mais uma série de RPGs bem sucedida da Sega. Só que, no caso aqui, o jogo é pura estratégia, diferente de um Phantasy Star, por exemplo. Mesmo com uma mecânica mais lenta e diferenciada, Shining Force conquistou uma legião de fãs por todo o mundo devido principalmente ao carisma dos personagens do jogo...

Em Shining Force, controlamos Max, o herói mudo do jogo, como em 90% dos RPGs. Max tem uma missão: salvar seu mundo das forças maléficas de Darksol, o vilão propriamente dito. Pra isso, Max vai escalando um pelotão de combate com os mais variados guerreiros da região, indo desde centauros armados até robôs e animais, passando por soldados e até mulheres armadas até os dentes.

Acredito que 90% do carisma do jogo vem dos personagens que vão aparecendo pelo caminho, pois todos eles possuem um forte apelo, seja pela sua história ou pelos motivos que os encorajam a entrar pro time de Max na luta contra as horas de Darksol.

Bom, sendo um RPG tático, não espere sair por aí distribuindo bordoadas nos inimigos como Kratos faria com uma eficiência exemplar. Aqui o lance é programar seus ataques como se estivesse num enorme tabuleiro, com seus peões e os peões inimigos dispostos no mesmo. As batalhas são por turnos, sendo que cada personagem no campo de batalha tem o seu, diferente de outros RPGs onde o jogador tem seu turno para fazer o que quiser, passando a rodada pra CPU em seguida.

Cada personagem tem um determinado alcance de ataque, limite de passos pelo terreno, vantagens e desvantagens (por exemplo, Amon pode voar, o que lhe dá uma enorme vantagem em terrenos montanhosos), força de ataque, de defesa, etc.


Os combates ocorrem quando se encontra um inimigo em sua linha de ataque e, por meio de comandos num menu, ataca-se fisicamente ou com alguma magia, no caso de magos. A tela muda pra uma perspectiva em terceira pessoa, mostrando sua ação e reação do alvo, com detalhes bem bacanas de cada personagem/inimigo.

Todos os personagens são passíveis de aumentar de nível e, consequentemente, receber promoções. As promoções mudam conforme o número de levels alcançado por determinado personagem, podendo variar entre eles. Geralmente, as promoções concedem novos poderes, aumento de ataque/defesa e mudam o visual do personagem.

O jogo, basicamente, se divide em duas etapas: exploração de cidades e combates. Nas cidades, controlamos Max e podemos conversar com pessoas, procurar por itens em baús, comprar novas armas, itens, etc. A tropa fica sempre localizada em uma das casas e/ou geralmente nos castelos, com os membros podendo ser consultados à qualquer momento para checar as armas, levels, promoções, etc.

É muito importante vasculhar bem as cidades, pois a contratação de novos membros pra equipe depende unicamente disso: CONVERSAR com o povo !


Em se tratando da parte técnica, o jogo não deixa a desejar: gráficos ótimos (principalmente nas batalhas), músicas memoráveis e os costumeiros efeitos sonoros quando falamos com alguém no game, que acabaram se tornando marca registrada da série.

O jogo possui muitas fases, muitos mapas e os inimigos vão ficando cada vez mais casca grossa. Em algumas vezes, é preciso focar o avanço de níveis em algum personagem específico para conseguir vencer determinadas batalhas. Em outras, o cenário é tão apertado que os combates rolam o tempo todo.

Em uma específica, canhões inimigos estão dispostos pelo cenário e podem atingir sua tropa à uma distância razoável. São tantos elementos nas batalhas que fica complicado de descrevê-los aqui. Só tenho certeza de uma coisa: nenhuma batalha é igual à outra, cada uma pede uma estratégia diferente.


Com tantos prós assim, fica complicado achar defeitos no jogo, mas eles existem. Uma das coisas é o próprio avanço dos personagens. O jogo tem batalhas únicas, ou seja, acabando com determinado grupo de inimigos (recebendo a vitória), essa batalha nunca mais ocorrerá. Resumindo: não existem lutas aleatórias como em quase todo RPG.

Isso pode obrigar alguns à usar o recurso da magia EFESS para sair da batalha e voltar denovo, com o objetivo de acumular mais pontos de experiência se quiser avançar todos os personagens.

Alguns podem dizer que, apesar do repeteco, as batalhas são divertidas, mas repetir mais de duas vezes a mesma batalha pode se tornar sacal com o tempo...

Shining Force veio pra provar que a Sega poderia fazer um bom jogo de estratégia para competir com Fire Emblem da Nintendo, e conseguiu fazer isso com maestria. Uma pena a própria Sega matar a série no PS2, transformando toda a estratégia em um hack'n slash sem sentido....

NOTA: 9

O melhor: muitos personagens estilosos !
O pior: sistema de evolução obriga a repetir batalhas...
Shining Force: uma série que nasceu no Mega Drive e morreu no Saturn !

NEXT - Castle of Illusion

Retronado Golden Axe Warrior [4]


Capítulo 4 - O Crystal, a Long Sword e a Earth Magic

Após uma breve revirada na parte norte do mapa, encontrei a terceira dungeon, fica exatamente na posição C-6 no mapinha que fizemos.

A dungeon pede, logo de cara, o uso da tocha, pois algumas salas são completamente escuras. Nessa dungeon encontrei uma corda com um gancho, deve ser útil pra escalar montanhas, sei lá.





Chefe: Cavaleiro Gordão Amarelo
É o mesmo cavaleiro que já enfrentamos, só que dessa vez ele está amarelo e vira uma bola que rebate nas paredes da sala. Basta tomar cuidado e usar e abusar da magia thunder até matá-lo. Destruído, mais um cristal é meu e mais um ponto de energia também ^^ !

Bom, agora de posse da corda, vamos ver do que essa belezinha é capaz. A corda não é um item selecionável no inventário, logo, dá pra se perceber que ela é usada automaticamente e, provavelmente, nos locais certos do mapa. Com isso em mente, concluí que estou f@#$%# ! Onde vou achar utilidade pro item em um mapa tão gigantesco como esse ?

Pensei primeiro na montanha, ao norte e fui mapeando a área até que, na posição A-6, achei um lugar onde a corda é usada. Subi, entre na caverna e consegui uma nova espada, a Long Sword. Já é alguma coisa, mas eu preciso achar o caminho pro quarto cristal....

Desci e fui revirando as paredes rochosas do mapa. Percebi que a corda é sempre usada em uma parte com a textura diferente das rochas, geralmente num caminho mais plano. É difícil de perceber no começo, mas depois de usar umas duas vezes, fica fácil notar a diferença no desenho na parede.

Na posição C-11 achei outra utilidade pra corda. Subindo, mais uma magia pras mãos de Cosmão: a Earth Magic. E adivinhem quem me deu a magia ???

Ele mesmo, Ax Battler, perdido em um buraco no meio da montanha !!!! Aliás, ele não DEU a magia assim, tão simplesmente. Ele a vendeu por 50 chifres....a vida anda dura nessa época, as pessoas não dão as coisas de graça não...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Retronado Golden Axe Warrior [3]



Capítulo 3 - O Dragão e o Segundo Crystal

Conversando com algumas pessoas na cidade, tive a idéia de explorar melhor a floresta, afinal, esse é o primeiro mapa disponível, com os inimigos mais fáceis. Resolvi ir mapeando todos os quadradinhos ali disponíveis, cortando arbustos e RETALHANDO todo inimigo que aparecesse. E surgiu uma nova dungeon. Sua posição, G-13, no mapa. Essa deve ser a segunda dungeon mesmo, pois no chão, ao entrar, dá pra ver claramente o número 2 em romanos (II).
A dungeon é fácil: depois de passar pela primeira, acredito que não exista dificuldade nas outras. Na dúvida, mate todo mundo das salas e saia empurrando os castiçais até abrir alguma porta ou aparecer alguma chave. Nessa dungeon achei também a TOCHA, que deve ter a mesma serventia das tochas no Zelda, iluminar salas escuras. O chefe daqui é outra história...

Chefe: Dragão Pentelho

Esse boss lembra muito o chefe dragão de Zelda, mas na vertical. Ele fica cercado de caixotes verdes, o que pode dificultar o ataque com o machado. Mas não com a magia Thuder ! Existe um local específico que achei onde não se leva dano e pode-se descarregar a magia no bucho do monstro até matá-lo. Na foto dá pra ver bem a posição neutra de Cosmão perante os tiros infindáveis do inimigo !
Vencido o dragão, mais um cristal vem pro meu bolso !

Quackshot

Produtora: SEGA
Lançamento: 1991
Gênero: Plataforma / Aventura
1 Jogador
Por Cosmão

Temos aqui um belo exemplar de CLÁSSICO dos 16 bits. Quackshot foi lançando em 1991, com Donald estrelando uma brilhante aventura no melhor estilo Indiana Jones.

O jogo foi totalmente produzido pela Sega, podemos ver isso claramente no capricho do jogo, tanto na história como nos gráficos, músicas e jogabilidade.

A história gira em torno de uma caça ao tesouro iniciada por Donald, que achou um mapa quando folheava alguns livros na biblioteca do Tio Patinhas.

Nisso, partiu com seus sobrinhos à bordo de um avião para viajar pelo mundo atrás de pistas pra alcançar seu objetivo. Só que o terrível Bafo de Onça também está de olho nesse tesouro e fará de tudo pra impedir o pato de conseguí-lo.

A jogabilidade é simples e viciante: Donald pula, rasteja e usa uma pistola de desentupidor de pia como arma. Apesar de ser uma arma bem diferente, ela se prova bastante útil, principalmente quando se consegue desentupidores especiais como os que grudam nas paredes e servem de plataforma para alcançar lugares mais altos.

Além disso, a arma pode disparar bolhas que destroem paredes, isso claro depois que o jogador encontrar tal munição nas fases. Donald ainda esconde alguns truques como a arma de pipocas e a correria desenfreada quando coleta um número determinado de pimentas nas fases.

Os inimigos vão desde o bando do Bafo de Onça até inimigos mais naturais, como morcegos na Transilvânia, cactos no deserto do México e focas na Antártida. O jogo quase não tem chefes, o que não facilita nem um pouco a jogatina.


Por ter um teor de exploração em busca de itens, o jogador se vê várias vezes indo e voltando nas fases até decifrar os enigmas e descobrir novos locais a serem explorados. Um exemplo é logo no começo, são 3 locais disponíveis, mas é preciso ir passando pelos 3 coletando informações e itens até conseguir abrir mais fases.

Com gráficos caprichados, músicas inesquecíveis e uma boa dose de exploração nas fases, Quackshot se tornou rapidamente um dos maiores clássicos do Mega Drive.

Pra mim, ele tem mais um diferencial ainda: foi o primeiro cartucho que aluguei pro meu Mega Drive :D !

NOTA: 10

O melhor: músicas, fases, gráficos, etc...
O pior: poderia ter rendido pelo menos uma continuação.
Castle of Illusion e Quackshot: a Disney muito bem representada no Mega Drive !

NEXT - Shining Force

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Retronado Golden Axe Warrior [2]


Capítulo 2 - O Machado e o Anão

ACHEI O ESCUDO !!!! ACHEI O ESCUDO !!! ACHEEEIIII !!!!
Aliás, achei ele pra comprar.....por 250 CHIFRES !!!! Acho que esqueci de mencionar: este é um jogo pra machos, ou seja, nada de coletar moedinhas, saquinhos de dinheiro nem nada meigo, aqui a troca por itens ou favores é na base do CHIFRE, a unidade monetária do jogo !!!

Continuando....mas porra, 250 chifres por um mísero escudo ? Não achas muito caro, meu nobre ser acizentado dono da loja ? Não há muito que se fazer à não ser se transformar num assassino impiedoso e sair matando tudo e todos em busca de grana. Faltou dizer que a localização da loja do mercen...digo, vendedor, fica na posição J-15.

Digo-lhes com certeza: demorei mais de uma hora matando os pobres inimigos pra conseguir juntar uma graninha. Ainda bem que, em algumas passagens, bondosos velhinhos me doaram grana sem pedir nada em troca, mas em outras, os mesmos velhinhos me arrancaram dinheiro sem motivo prévio e como se não houvesse amanhã.

Enfim, juntei os 250 chifres (tentando imaginar aqui onde nosso herói guardou tantos chifres...) e comprei a p#@%* do escudo ! Não notei muita diferença na defesa, enfim...

Nas minhas andanças pelo mapa, achei um carinha que, pra mim, deve ser o Gillius Thunderhead. Ele fica na posição G14, num buraco no meio do banco de areia, o qual é preciso se cortar alguns arbustos pra alcançar. Ele está muito ferido e me pede uma golden apple, que, por sorte, tenho comigo. Lhe dou e ele me da a Thunder Magic de presente. É, deve ser ele mesmo, mas com outro nome: Gillian. Ou um parente, sei lá. Essa magia me permite atacar de longe os inimigos, o que é uma boa em alguns momentos.

Amanhã vamos caçar o próximo cristal, algo me diz que ele ou está perdido na floresta ou no deserto, mais ao norte...

Beavis and Butt-Head

Produtora: Viacom
Lançamento: 1994
Gênero: Ação / Adventure
1-2 Jogadores

Por Cosmão

Acredito que praticamente 90% das pessoas que frequentam blogs de games conhecem essa dupla que fez um enorme sucesso como desenho animado nos anos 90, na MTV. Beavis and Butt-Head são dois adolescentes cheios de manias, vícios, são retardados, imbecis e, por esses mesmos motivos, são adoráveis.

Os caras fizeram tanto sucesso na época que até um filme sobre eles foi feito. E quando até mesmo Hollywood entra na parada, é porque dinheiro pelo menos deve render. Mas vamos falar do jogo em si...

Beavis and Butt-Head (BaBH daqui pra frente) pro Mega é bem diferente da versão SNES, que é mais diferente ainda da versão PC. Não conheço outra plataforma que tenha o game, só joguei esses 3 e acredito que não existam outros.

No Mega, a coisa é meio adventure misturado com ação: temos que percorrer diversos locais conhecidos do desenho animado, procurando pistas sobre onde encontrar os diversos pedaços de dois ingressos pro show do Gwar, banda favorita dos moleques.

A coisa progride conforme o jogador junta itens específicos e os usa em locais certos. Até aí tudo bem, mas a dificuldade em algumas etapas podem afastar até os mais fãs do desenho...

São 6 locais diferentes, todos selecionados pelo controle remoto da TV dos caras, além da casa deles, lógico. O quarto da casa serve basicamente como depósito dos itens encontrados. Uma coisa a ser dita sobre os itens: todos eles tem papel fundamental no game, sendo usados somente nos locais certos e nos momentos certos.

Os únicos itens que podem ser achados mais de uma vez são as armas (explicados mais adiante) e as comidas, que servem pra repor energia. Mas BaBH não se resume à sair coletando itens por aí, o jogo envolve combate, aliás, MUITOS combates...

escolhendo as fases e Butt-Head "atacando" um guarda

Estão disponíveis 3 tipos de ataques, sendo dois deles usando armas como o canudo pra cuspir porrolho e a metranca de flechinhas, a melhor arma do jogo. Caso esteja PELADO, dá pra quebrar o galho com os arrotos do Beavis ou com os peidos do Butt-Head, mas, apesar de nocivos à camada de ozônio, não são tão eficazes assim com os inimigos.

Falando neles, os inimigos vão desde os desafetos do próprio desenho até mesmo guardas, carrinhos de compra, ratos, urubus, biscates que transitam shopping centers, etc... Os inimigos são bem variados mesmo, inclusive se for analisar pela proposta do jogo, ele é bem variado como um todo.

na loja de animais e na correria no shopping

A dificuldade mora nos trajetos, alguns deles requerem muita habilidade com saltos e ataques. Exemplo: o trajeto pra conseguir itens pelo esgoto, onde ratos e a água podre podem matar os dois bestas. Apesar de tudo, os controles costumam responder bem, pelo menos.


BaBH pode ser jogado à dois, o que o torna mais bacana e mais difícil ao mesmo tempo, pois, jogando sozinho, dá pra trocar entre os dois e evitar morrer de bobeira.

Gráficos bacanas, sons direto dos desenhos (inclusive as famosas risadas), personagens clássicos e uma boa longevidade. Só não curte quem não gostava do desenho realmente.

NOTA: 8

O melhor: é praticamente o desenho jogável !
O pior: morrer, morrer, morrer...
Beavis and Butt-Head: infelizmente não passa mais...

NEXT - Quackshot

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Retronado Golden Axe Warrior [1]

E lá vamos nós com um novo retronado no Shugames, dessa vez um game bastante parecido com Zelda, que por sua vez lembra Golvellius, que por sua vez também lembra Crystalis, já retronado aqui em vinte e tantas partes. O jogo é mais conhecido como o Zelda do Master System, tamanha a semelhança.

Dessa vez controlaremos um herói de nome COSMÃO, que tem a missão de resgatar os 9 cristais perdidos e devolver a paz a seu reino.

Mas por que o nome GOLDEN AXE WARRIOR, perguntam os mais inquietos ? Simples, trata-se de um jogo paralelo à saga "arcadiana" criada pela Sega. Não controlamos nenhum herói do jogo de porrada, mas, andei lendo que eles aparecem no game, portanto, só resta jogar pra comprovar isso.
Espero que gostem da aventura, que, pelo jeito, parece ser bem bacana !



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Rocket Knight Adventures

Produtora: Konami
Lançamento: 1993
Gênero: Plataforma / Aventura
1 Jogador

Por Cosmão

Rocket Knight Adventures vem de uma época em que, qualquer animal da natureza podia virar, da noite pro dia, um herói de videogame e fazer muito sucesso.

Ora pois, o protagonista do game é um GAMBÁ (ou algo próximo disso), um dos bichos mais nojentos ever. Como um simples gambá virou a cabeça de muita gente na época com 2 games bastante caprichados ? Bom, perguntem isso pra Konami, criadora do gambazinho mais amado dos 16 bits !

Antes de qualquer coisa, vamos falar do personagem principal: seu nome é na verdade Sparkster e ele tem uma missão, resgatar uma princesa que foi raptada de seu castelo pelo malfeitor quase idêntico à ele, mas com outra cor e outros objetivos. Seus inimigos mais comuns são porcos, mas não são simples porcos, são porcos com ARMADURAS, ESPADAS e, quase sempre, montados em ENORMES ROBÔS.

Sparkster usa uma armadura bacana, com uma espada para atacar e um propulsor nas costas que o permite voar pelas fases, bem como atacar e até se defender.


A jogabilidade, ponto às vezes criticado no game, se deve pelas diversas formas de uso do tal propulsor: carrega-se com o botão de ataque, mediante uma barrinha no alto. Ao soltar o botão sem nenhum direcional apertado, Sparkster gira no chão, parado, um ótimo meio de defesa quando estiver encurralado pelos inimigos. Caso pressione pra alguma direção, ele sai em disparada, arrebentando tudo ou ricocheteando em paredes pelo caminho. É uma ótima forma de se alcançar lugares altos ou mudar de lado na tela, durante uma batalha, por exemplo.

O que muitos talvez reclamam é da forma de ataque de Sparkster: sua espada solta um projétil que acerta os inimigos de longe, mãããs, como já dito pelo Orakio no Gagá Games, se apertar várias vezes o botão de ataque, nem sempre esse projétil vai sair, o que AÍ pode permitir levar dano quando o inimigo se aproximar. Tudo isso que eu disse foi só pra explicar o seguinte: Rocket Knight Adventures não é um smash-button, é preciso certa técnica pra comandar os ataques de Sparkster nos inimigos malandrões. E eles são muitos...

Durante as fases, maçãs recuperam sua energia e bananas são melhores ainda, pois quase completam a mesma. Além disso, somente vidas e uma cápsula que o permite voar pela fase toda fazem parte dos itens do jogo.

Mesmo com essa escassez de itens, podemos dizer que RKA é um senhor jogo de plataformas. O principal motivo: CHEFES !O jogo é recheado deles. Alguns são apenas sub-chefes, mas dão certo trabalho, com certeza. Outros são colossais criaturas robóticas de meter medo realmente, todos com padrões diferentes de ataque, bem como situações diferentes também.

Enfrentamos chefes dentro da água, em carrinhos de minérios, no espaço sideral, em um dirigível em movimento, etc, etc, etc. Posso afirmar com a maior certeza: os chefes do jogo são surpreendentes, até mesmo nos dias de hoje.

Não há muito o que se falar de gráficos, pelas imagens dá pra se perceber que as cores são bem bacanas, os inimigos tem vários frames de animação e as fases são variadíssimas. A música não fica atrás, são belas canções que, com certeza, estão na memória de cada um que se aventurou por aí com o game.

A dificuldade aqui é, até certo ponto, alta. Mesmo no normal e tendo uma vasta barra de energia, é fácil ser atingido, pois, além dos inimigos e dos chefes, muitas fases são recheadas de espinhos por todos os cantos. E nada de usar o propulsor na direção deles !


Pra finalizar, já foi amplamente divulgado um remake desse game pro futuro, mas, pra alcançar a qualidade desse jogo original, acho que somente voltando na época em que a Konami nos presenteava com clássico atrás de clássico, principalmente do gênero plataforma.

Infelizmente, é uma época que não volta mais e eu temo pelo futuro do nosso gambazinho nos games que ainda virão...

NOTA: 9

O melhor: chefes supremos !
O pior: estar atacando e levar dano sem perceber !
Konami: dava aulas de como fazer jogos de plataforma na época...

NEXT - Beavis and Butt-Head