quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Os 7 Mistérios do Mundo dos Games

Já faz um tempinho que queria reunir alguns mistérios gamísticos em um único post, como um especial. Mas o que seriam esses mistérios? Muitos deles se misturam com os mais variados clichês, coisas que todo game tem. O André Breder andou postando uma lista bacana dos clichês de RPGs no Retro Fantasy, mas existem muitos outros também em outros estilos de games. Todo mundo que joga acaba conhecendo alguns deles geralmente da pior forma: MORRENDO! Abaixo, vou listar alguns que deixaram (e ainda deixam) muita gente estressada e intrigada por aí...


Legendary Axe (PC-Engine)

Antes de qualquer coisa, um pequeno lembrete: não deixem de visitar o novo blog em que eu e Carreirão nos embrenhamos (sim, mais um ¬¬): o FTW1 NEWS !! Tentaremos atualizar sempre com as últimas notícias dos games atuais, portanto, NÃO PERCAMMMMMMMMM!!!

Agora sim, vamos ao jogo de hoje ^_^ !

PC-Engine / Atlus / 1989

Legendary Axe é um jogo exclusivo do PC-Engine, mas poderia ter saído tranquilamente pro Mega Drive e SNES. Na verdade, eu nunca entendi o porque dele ter ficado exclusivo no PC-Engine, tendo inclusive uma continuação para o mesmo.


O jogo conta a história de Gogan que precisa salvar sua amiga raptada (amiga, sei...) por um ser diabólico que pretende testar seu novo livro de kamasutra com a pobre coitada. Gogan não é nenhum típico herói fortão, portanto, ele tem a ajuda de um machado poderoso.

Não, não se trata do Golden Axe, mas doooo......LEGENDARY AXE, uma versão turbinada do Axé de Ouro!!

Os reais poderes do tal machado só são mostrados caso o jogador colete os itens certos nas fases. Falando em fases, quase esqueci de dizer que o jogo é um side-scrolling bem bacana, com gráficos bem coloridos e chamativos.

Gogan se movimenta meio duro, tem uns 3 quadros de movimentos, mas acaba convencendo. E ainda acho que esse jogo deveria ter saído nos consoles mais mainstream, teria tido o valor merecido, maldita Atlus...

A jogabilidade é simples como passar manteiga no pão: saltos e ataques somente. Só muda uma coisinha ou outra nos cenários, como cipós e escadas que surgem às vezes. Mesmo com essa simplicidade, os controles duros do jogo podem matar o jogador facilmente.

Junte isso mais inimigos traiçoeiros que adoram pular mais que pipoca e vemos Gogan parecendo um saco de pancadas na tela...Sério, o jogo é bom, mas os controles são terríveis!! Ou eu sou ruim demais.....ou as duas coisas.


As músicas são simples e, óbviamente, com temática de florestas. Na verdade, eu acho que o game se sairia melhor apenas com os sons da natureza ao invés de músicas alegres com temas florestis. Sim, florestis eu acabei de inventar agora.

Em suma, jogue se tiver paciência, ou terá dor de cabeça. Não se esqueça de vasculhar bem os cenários em busca de itens e evite ser atingido à todo custo. Apesar do tamanho enorme da barra de energia de Gogan, ela se esvai tão rápido quanto Sonic atravessa a Green Hill Zone com os super sapatos.

Prós:
- gráficos jóinha;

- herói bacana;
- design de fases legal;

Contras:
- controles fedidos;
- altamente descabelante;

- não ter saído pro Mega/SNES (isso é um pecado, não um contra);

Comentário final: vale uma jogadinha de vez em quando, apesar dos pesares...

Nota do Cosmão: 7.5

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Retronado Golden Axe Warrior [10]


Capítulo 10 - A Flame Sword e a Thief's Key
Já mencionei uma vez, mas não custa falar denovo: como é FÁCIL ficar perdido nesse game. Não existe rota nenhuma, objetivo específico nenhum, tudo é muito intuitivo, você precisa percorrer o mapa e achar no chute os calabouços, o que toma muito tempo.

Nas minhas novas andanças pelos mares, vi regiões cobertas de neve, cobertas de florestas novas, cobertas de filhas da mãe apelões e algumas áreas ainda não acessíveis. Só obtive êxito ao entrar numa pequena ilhota e ter achado uma espada nova, a FLAME SWORD.




Fora isso, foi um tal de andar perdido pelo mapa que me tomou horas até achar o caminho pra dungeon 8. E sim, ela fica numa ilhota no meio da água, abaixo do templo do fogo.

O calabouço é simples, mas muito dessa simplicidade vem da força da flame sword, capaz de matar a maioria dos monstros com 2 ataques somente.

Isso facilita demais o serviço, pois a dungeon é repleta de puzzles de ida e volta, com muitos castiçais para serem ativados até abrir a porta do chefe.

Detalhe pra um item importante encontrado aqui: a Thief's Key, um item que acredito ser o último dos itens-chave do jogo. Na sala antes do chefe, é preciso matar todos os inimigos pra porta se abrir, inclusive os 2 que ficam escondidos nas pedras do centro da sala.


Chefe: Mago Vermelho



Agora um mago diferente e bem fácil: ele se teleporta e, quando aparece, solta magias em várias direções. Existe um ponto específico para não ser atingido: basta ficar de lado com o chefe, nunca abaixo ou acima, e mandar a magia inicial nas fuças do desgraçado até matá-lo.

Mais um cristal pro bolso do Cosmão e vamos seguir viagem :D !

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Magic Sword (arcade)

Arcade / Capcom / 1990

Quando eu era moleque, joguei poucos arcades na vida. Na minha cidade isso era raro mas eu conheci esse game num arcade no shopping. Lembro muito bem que não cheguei a jogar, mas observei a demo correndo na tela de olhos arregalados com aqueles personagens incríveis. Apesar de que na época, qualquer coisa com mais de 3 centímetros na tela logo se tornava INCRÍVEL no mundo dos games...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Super Mario World (SNES)

SNES / Nintendo / 1991

Quando pensei em escrever uma análise desse jogo, logo me veio à cabeça: "o que vou falar de um jogo considerado um ícone dos 16 bits e responsável por boa parte das vendas do console da Nintendo ?" Mas eu precisava falar de Super Mario World, ou esse não seria um blog de games.

Aliás, games......essa é uma palavra que se une de forma perfeita à tudo que Mario e sua turma representou e ainda representa pra indústria dos jogos. Tendo sua principal essência na diversão, o foco aqui não é restritamente divertir o jogador. É encantar enquanto diverte !

Super Mario World foi criado pra ser lançado junto com o SNES e convenhamos: depois dele, não existiu nenhum bundle (conjunto de console+jogo no mesmo pacote) melhor que esse até hoje. Desde o Mega Drive com seu Sonic 2 incluso, o mercado não via um "combo" tão poderoso quanto SNES com SMW de brinde.

Os dois principais mascotes representando de forma ímpar toda uma geração....acho que nunca mais veremos algo desse naipe. Enfim, não vamos chorar as pintangas como velhos rabugentos, vamos falar de Super Mario World!

O jogo tem uma história: Peach foi sequestrada mais uma vez e temos que guiar Mario por diversos locais num enorme mapa para resgatá-la. Fim. Ok, a história é simples, mas Mario nunca precisou de linhas de texto pra mostrar à que veio. Talvez em Super Mario RPG. Mas aí é outra história.....

Tudo no jogo é de fenomenal pra cima. É até complicado falar sobre ele, visto que a cada 10 pessoas, 9 já jogaram e pelo menos 8 dessas já terminaram o jogo. Então, não há muito o que dizer e vou encerrar por aqui hoje. É sério. Ok, só pro review não ficar murcho e eu ser caçado por aí como anti-nintendo que só sabe falar de jogos da Sega, vou continuar falando do bigodudo no seu melhor game até hoje.


Em Super Mario World foi incluso um novo parceiro para Mario, além do Luigi: Yoshi, um simpático dinossauro que serve de montaria e que pode engolir quase tudo do cenário, inclusive inimigos. E detalhe: se for algo indigesto, pode também expelir o meliante em diversos formatos. Isso adicionou muita variedade ao jogo, visto que, com a ajuda de Yoshi, podemos chegar em lugares mais altos saltando dele durante um pulo.

Eu sei que é cruel, mas faz parte da vida....e nem vou mencionar a Star Road com suas fases truculentas onde o maior segredo do jogo se esconde....


Os gráficos podem não ter efeitos especiais o tempo todo, nem ter o charme de um Axelay, mas são bonitos, simples e funcionais.

O jogo todo é muito bem desenhado e, vamos dizer uma verdade: as fases tem um design invejável, coisa raríssima na época, onde jogos de plataformas com bichos fofinhos pulavam aos montes das prateleiras empoeiradas das locadoras.

O mapa, como eu já disse, é enorme e lotado de segredos, como fases secretas que só são vistas após muito tempo de exploração.

A dificuldade do jogo é perfeita. Não é nem descabelante nem fácil demais, eu diria que ela é auto-ajustável. Qualquer um que pegar um controle de SNES nas mãos vai saber o que fazer com Mario em questão de segundos. Agora, aprender as técnicas de pulos com a precisão dos saltos e pisadas nos inimigos, só com um bom tempo de jogo.

Além disso, as passagens mais secretas pedem mais habilidade ainda do jogador, fazendo uso de itens e macetes que só a experiência com o jogo pode trazer.

As músicas são verdadeiros clássicos de uma época de ouro dos videogames. A Nintendo caprichou em cada pixel e não foi diferente com as canções, uma mais marcante que a outra. E mais: os efeitos sonoros seguem o mesmo padrão, se tornando inesquecíveis.

Todo mundo lembra do jogo assim que ouve o barulhinho de moeda logo no início. Todos sabem de cor o som do Yoshi quando é montado. Ganhar vidas ou morrer tem sons que ficaram colados no cérebro de todos que jogaram esse game.

Enfim, Super Mario World pode ser considerado até hoje uma experiência completa de jogo, mesmo sendo um game 16 bits. Com muita coisa na época, ele mostrou os caminhos certos de como se dar bem, mesmo após anos e anos do lançamento e não há mais nada a se dizer.

O melhor: ganhar um Super NES no começo da década de 90 com esse jogo incluso e jogar por horas sem nenhuma preocupação;
O pior: N/A
Yoshi: quase duas décadas de serviços prestados ao encanador;

Nota do Cosmão: 10

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Retronado Golden Axe Warrior [9]


Capítulo 9 - O labirinto de fogo

E vamo lá encarar o labirinto de FOGO!!!!! Só que, antes, na subida, achei uma cidade totalmente aos pedaços. Em uma das casas, um senhor, reconhecendo meu esforço heróico brado retumbante, me deu o DRAGON SHIELD de presente de Natal :D :D :D! Agora sim, é horar de enfrentar o INFERNO!

O labirinto tem inimigos bem xaropes, mas dá pra levar na boa se souber usar bem o cenário. Os carinhas que correm são facilmente mortos estando abaixo ou acima de algum obstáculo, pois sua espada alcança-os facilmente. As caveiras podem dar mais trabalho, visto que a caveira vermelha é bem chata de matar. Aqui também encontrei o segundo boss, o dragão, agora como um inimigo normal, facilmente abatido com a primeira magia usando a mesma técnica.

Em uma das salas, ao sul do labirinto, achei mais um item: o NAVIO!!! Agora acho que posso sair velejando por aí sem medo de ser feliz....


Anyway, após pelejar em algumas salas repletas de monstros safados, cheguei no chefe, mais um monstro estranho e VERDE...

Chefe: Fogo Verde
Na falta de um nome melhor, vai esse mesmo. O chefe começa espalhando um monte de fogo verde pelo cenário. O objetivo é acertar cada um até achar o safado e meter-lhe a espada em sua fuça. Mas não é fácil ! Aliás, é fácil sim.

O chefe sempre está escondido no primeiro fogo que atirar em você, logo, basta esperar um pouco e ir acertá-lo em cheio em seguida.

O boss arranca uma boa quantia de HP com seus tiros ou encostando nele, portanto, ficar meio longe e atacar na hora certa é necessário. Após derrotá-lo, temos em mãos o SÉTIMO cristal do jogo!!!! HURRAY!!!

Descobri uma coisa ao sair do labirinto que poderia ter me ajudado um bocado: o tal Ice Bell serve pra congelar as partes cobertas de lava ¬¬....Enfim, cagadas à parte, vou testar meu barquinho pelos mares do jogo e depois eu volto contando como foi!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Prisoners of War [NES]

Sistema: NES
Produtora: SNK
Lançamento: 1989
Gênero: Ação
1 Jogador

Na época do NES, era comum ligar a TV e ver filmes com o Stallone ou Schwarzenegger distribuindo balaços em montes e montes de soldados random que vinham inutilmente tentar derrubar os heróis.

Tempos bons, onde não haviam efeitos especiais aos montes, o sangue era mais real, tudo era mais bacana de se assistir.

Muitos jogos seguiram essa tendência na época, as produtoras se empenhavam em entregar jogos cada vez mais parecidos com os filmes, por isso as temáticas briga de rua e guerra eram bem comum nos games. Quase tanto como hoje....enfim, são outros tempos.

Prisoner of War te coloca na pele de Bart, um enviado das forças armadas pra servir de cobaia e ser aprisionado pelos inimigos. Não, os responsáveis por tal ato não são loucos à ponto de ver o sofrimento de um companheiro apenas por prazer, Bart está ali numa missão quase suicida: ser aprisionado, fugir e destruir os inimigos ! Uau ! Morra de inveja, Arnold !


Tudo começa com o intrépido herói EXPLODINDO a grade e escapando de seu confinamento. O jogo é basicamente um beat'n up, no qual saímos no tapa com um monte de inimigos iguais que vem quase sempre da direita da tela. Geralmente, eles vem desarmados prontos pra levar umas bicas e socos no meio das fuças, mas alguns podem vir armados com facas, granadas e até metralhadoras.

Lógico que nessas horas vale a intenção de roubar a arma do inimigo e usá-la contra ele próprio, fazendo-o provar do seu próprio castigo.


Os gráficos do jogo são bem caprichados, bastante coloridos e com cenários bem variados. Seu personagem possui apenas um chute, um soco e uma voadora estranha que é aplicada com os dois botões.

Mas pode conseguir armamento durante as fases. Algumas vezes, ao entrar em tendas, jipes ou cabanas é possível achar socos ingleses, energia e outras coisinhas meigas, tudo pra ajudar Bart a escapar desse inferno.

As fases são bem diversificadas, indo desde a prisão no começo até o quartel general dos inimigos, passando por selvas e outros perigos que todo cenário de guerra apresenta.

A dificuldade é alta, visto que alguns inimigos armados são difíceis de derrubar, principalmente quando vem em bando.

Em certos momentos, bandos de caras armados com facas cercam o pobre Bart que vira amolador de faca no meio da peleja. Como os socos são curtos, a melhor opção, mesmo que mais fraca, são os chutes.


A voadora de Bart é bem precária também, quase nunca acertando o alvo e pior, resultando em danos nele mesmo. Os motoqueiros que surgem também arrancam metade da energia de Bart numa porrada só, e acertá-los é tão difícil quanto jogar na megasena e ganhar sozinho...

Apesar dos pesares, o jogo é bem atraente e divertido, mesmo com uma dificuldade mais acentuada. Gráficos bacanas, muita porrada e um jogo no melhor estilo Rambo pra passar uma agradável tarde chutando bundas de soldados.

O melhor: soco inglês, ninguém imaginaria isso num game desses...
O pior: quando vem dois motoqueiros de uma vez...
O engraçado: socar mergulhadores é muito bacana :D

Nota do Cosmão: 8

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Bonanza Bros

O fim da Era Mega Drive
Antes de qualquer coisa, um pequeno aviso: o Shugames vai mudar. Não, vão vai mudar de endereço, nem de dono, nem de layout DENOVO, e sim, de formato. Decidi avisar aqui mesmo, pois não é necessário criar um post só pra isso. Bom, A Era Mega Drive acabou cansando, tanto alguns leitores como eu mesmo, todo dia escolher um jogo de Mega e escrever sobre ele me cansou de forma extrema à ponto de quase largar tudo, mas.....por que largar tudo ? Não é mais fácil cancelar essa tal Era Mega Drive e mudar o formato do blog ? E foi isso que fiz !

Agora o blog vai abordar TODOS os sistemas ! Claro, os Retronados, Especiais e todo o resto continua como antes, o que vai mudar de fato são as análises (ou resenhas), que não ficarão mais presas ao console 16 bits da Sega. Viva a liberdade !

Bom, após a breve explicação, vamos partir pro joguinho de hoje !

Produtora: SEGA
Lançamento: 1991
Gênero: Ação
1-2 Jogadores

Quando conheci essa dupla de ladrões robóticos eu devia ter uns 11 ou 12 anos. Foi mais menos na época da febre do Master System no Brasil e foi pra esse sistema que joguei esse jogo pela primeira vez.

Lembro que um primo meu veio em casa e ficou de boca aberta com as possibilidades furtivas do game. Por esse motivo, algumas vezes penso que esse foi um dos primeiros jogos a explorar o lado de furtividade num jogo, mesmo que em tons cartunizados.

Claro, o jogo do Master era bastante limitado, mas ainda assim, me divertiu pra caramba. No Mega ? Bom, vamos ver como se saiu no Mega Drive...

A missão é simples: como contratados por um carinha ae, os dois malandros precisam roubar diversos objetos nos mais diferentes locais do mundo, como museus, cassinos, relojoarias, etc. Cada fase tem um certo número de itens que precisam ser coletados antes de dar no pé pro telhado da fase esperar o BALÃO aparecer para resgatá-los.


A primeira diferença crucial no jogo do Mega é que encurtaram a tela de jogo: como são dois irmãos, os produtores malucos tiveram a incrível idéia de dividir a tela e assim alegrar quem quisesse jogar com seu primo, vizinho, namorada ou com a mamãe.

Mas alguém esqueceu de mexer no código e a tela dividida permaceu INCLUSIVE no modo de 1 jogador......Claro, alguns podem dizer que sou um fresco desgraçado por reclamar disso, mas no Master System o jogo funcionava nas plenas 20 polegadas do meu televisor Sharp....

Embora não afete TANTO a jogatina, essa "perda" de metade da tela pode afastar alguns, dando o ar de "joguinho de festa" ou "passatempo de criança" ao game. Mesmo que este esteja longe disso. Na verdade, está MUITO longe de ser um passatempo infantil...

A dificuldade de Bonanza Bros começa quando o jogador passa de umas 2 fases e começa a enfrentar problemas na hora de atirar nos inimigo ou fugir dos mesmos.

No início, tudo são flores e coca-cola, mas depois, os implacáveis "guardinhas" te perseguem pela tela atirando e abrindo portas como loucos. E eu mencionei a dificuldade dos controles ?

Deus do céu, controlar os robozinhos fica deveras complicado quando é preciso se mexer rápido, subir escadas ou saltar, pois o jogo possui dois planos de profundidade.

Algumas vezes dá pra usar isso pra escapar, indo pro fundo da tela e dando o "balão" no inimigo, mas muitas vezes isso mais atrapalha do que ajuda.

Eu lembro que no Master eu terminava isso num final de semana, fazendo valer a locação do jogo. No Mega, apesar de nunca ter alugado, eu mal passo da quarta ou quinta fase. A pirâmide no Master era a fase mais complicada, tão complicada que não desejo nem vê-la em sua versão 16 bits.


Bonanza Brothers é um jogo bem bacana, tem gráficos estilosos e diferentes, tem muito desafio, mas é muito difícil. Requer tempo e treino. E tempo eu não tenho, infelizmente. Talvez com alguns dias de treino consiga obter alguns resultados positivos. Caso não consiga, chame um amigo, pois jogando à dois a coisa sempre melhora.

NOTA: 6

sábado, 19 de dezembro de 2009

Addams Family Values

Produtora: Ocean
Lançamento: 1994
Gênero: Adventure
1 Jogador

Confesso que nunca vi muita graça na Família Addams, seja em desenho animado, filme ou seriado. Assisti alguns episódios do desenho quando era criança, vi algumas cenas de filme, cheguei a rir das trapalhadas da mãozinha, mas nunca passou disso. Sempre foi algo meio sem sal, forçado e sem graça. Nem o Raul Julia no papel do Gomez mudou minha cabeça....

Mas confesso que a série tem lá seu charme, os personagens são bacanas e a música tema se tornou um clássico inquestionável. Mas, e os games baseados nela?

É sobre um deles que vamos falar hoje...

Values tem seu foco em um adventure/rpg, mais voltado pra exploração de cenários. De cara, ele lembra muito Zelda, Alundra e outros similares, por sua visão ser de cima e os cenários serem cheios de passagens secretas e até alguns puzzles. Mas o jogo entrega mais que isso.

Algumas vezes é preciso procurar por chaves ou itens e entregá-los aos personagens corretos, para que esses abram passagens ou liberem algum caminho no qual devemos seguir. Esqueci de mencionar que aqui, ao contrário dos outros jogos da família, jogamos com tio Chico (Fester), ao invés de Gomez.

Tio Chico tem apenas um tipo de ataque, um raio azul que perde a força quando ele é atingido por inimigos. Com um humor ácido e sarcástico, tio Chico dá um bom tempero à história com alguns diálogos hilariantes.


Falando em história, o jogo segue quase à risca a história do segundo filme...........bom, se alguém não assistiu ou não se lembra, segundo a Wikipédia (sempre ela), o enredo gira em torno do novo filho de Gomez e Mortiça, o tal Pubert.

No game, o moleque some e cabe a tio Chico ir atrás dele, desvendando os mistérios de locais sombrios.

Não assisti ao filme e tão pouco joguei até o fim o game, mas em inúmeras partes tio Chico parece bastante preocupado com seu sobrinho, portanto, é tudo em nome do resgate de Pubert.......o que daria um sobrenome mais interessante ao game do que simplesmente VALUES.....


Enfim, histórias confusas de lado, o game tem bons gráficos e controles firmes. Em alguns momentos é perfeitamente normal ficar perdido pelo cenário, visto que algumas passagens não dão o menor indício de existir, cabendo ao jogador explorar ao máximo todos os cantinhos de florestas e dungeons.

Os cenários são bastante vivos, com vegetação se movendo, tumbas cheias de detalhes, pântanos etc. Os gráficos do jogo são bem interessantes mesmo. O que não se pode dizer o mesmo do som e das músicas, bem precários. Na verdade, eles mal aparecem no game, pelo menos...


Values tem realmente seu valor (dã), é um bom game de exploração, tem vários segredos e muitos itens pra se colecionar, só não espere muito acabamento nos combates e puzzles. É um jogo pra se jogar num fim de domingo, apenas pra relaxar, sem nada tão complicado pra resolver ou destruir...

NOTA: 7

O melhor: o jogo tem gráficos bonitos, o que pode compensar os poucos desafios;
O pior: os combates são raros, a maior parte do tempo é passada explorando os cenários;
A planta viva-falante: salve-a do congelamento e depois destrua a safada;

NEXT - Bonanza Brothers

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Retronado Golden Axe Warrior [8]



Capítulo 8 - O Sino de Gelo e o Dragão de Fogo

Saindo da última dungeon, uma ponte surgiu à minha direita. Na árvore, achei uma passagem e um velhote me disse que Death Adder se apossou de mais uma região, ou seja, tá colecionando continentes esse maldito. Bom, seguindo pela direita, cheguei numa região cheia de árvores secas e resolvi subir por uma escada. Mais pro alto e à esquerda, há uma nova região, CHEIA DE LAVA ! Tava faltando isso ! E se andar na lava, o que acontece ????? Dãããã !

Bom, revirando o mapa achei um local perdido numa árvore no meio de um lago de fogo, lá tem uma passagem que leva pra região das árvores frondosas, dos campos floridos, no começo do game. Saindo ali, só existe um caminho, que me levou à um buraco com um velhote dizendo pra eu procurar na região vulcânica pela Tyris....

Bom, não me resta muita opção.....tenho que enfrentar o INFERNO DE LAVA e encontrar a Tyris or something......então eu encontrei o something....uma vila perdida do lado direito do mapa de lava. E que sorte: há um INN aqui e uma loja que vende Golden Apples :D :D :D ! Recuperei meu HP, comprei uma maçã dourada e um vidro com magia e parti pra explorar a região vulcânica.

Em 2 minutos tive a conclusão de que não presto pra andar por aqui ainda, os inimigos me ownam com tanta vontade que faria inveja à Kratos.

Decidi descer em busca de novos locais e realmente, LÁÁÁÁÁ embaixo, achei um novo labirinto, o SEXTO ! Ele fica num local todo assentado com pedras brancas, cheio de pilares, lembrando bastante as antigas construções da Grécia.


O labirinto é ENORME ! Acredito que seja o maior até agora ! Existem uns 4 teleportes dentro dele, fora as diversas passagens e corredores ! Um conselho: consiga pelo menos 2 chaves, pois há uma porta na sala à extrema esquerda, ao norte, que contém um novo item: Ice Bell.

Só que pra entrar ali, só com uma chave. Outra dica é ter muita magia estocada, algumas salas só abrem quando se destrói a pedra certa do local. De resto, inimigos simples, muitos magos atirando e aqueles carniças que dão rabada. Há um novo inimigo aqui também, uma espécie de aranha que envenena nosso intrépido herói Cosmão. Para se livrar do envenenamento, nem faço idéia. Talvez com o tempo cure.

Chefe: Dragão de Fogo
Não é um dragão bêbado, e sim, um dragão laranja que cospe fogo sem parar ! A técnica para matá-lo é a mesma do nosso querido dragão verde: atire todas as suas magias azuis que puder e só então, comece a partir pra cima dele de verdade.

Algumas vezes fica difícil, pois o bicho parece que se zanga e parte pra cima de ti, imbécil, como se o mundo fosse acabar naquele momento.

Após destruí-lo, ganhamos nosso sexto cristal :D !

domingo, 13 de dezembro de 2009

Pit Fighter

Produtora: Tengen
Lançamento: 1991
Gênero: Luta Versus
1-2 Jogadores

Junte 3 lutadores com técnicas diferentes pra bater num bando de caras esteriotipados em arenas de rua, onde a própria torcida cerca os dois briguentos e pronto: temos Pit Fighter.

Controlando Ty, manjador de kickboxing, Kato, o faixa preta com socos na velocidade da luz ou Buzz,o wrestler suado que adora agarrar todo mundo e jogar pra cima, temos a sublime missão de.................de..............aham, temos o objetivo de ganhar uma grana, comprar um carango importado e sair pra curtir a vida.

Eu sei, o enredo não é digno de oscar, mas qual filme de luta da época tinha um enredo elaborado ? Não existia motivos pra sair espancando todo mundo, ou era por grana ou era por status. E, convenhamos: talvez fosse por isso que os games da época são tão bons de se jogar.......ou não.

Pit Fighter é basicamente um jogo de luta, onde se bate em um ou mais inimigos na arena, enquanto tenta se manter vivo e LONGE da platéia àvida por SANGUE. Pois é, experimente

chegar perto da platéia e vai voltar mais espancado do que se tivesse chamado o inimigo de viado com um megafone.

Além de bater gratuitamente nos lutadores, a platéia também é responsável por jogar objetos que podem ser usados como armas letais na arena, como facas, por exemplo.

Como cada lutador tem uma técnica diferente, o ideal é usar os 3 e ver qual melhor se encaixa no seu estilo. Na minha opinião, Ty é o melhor, seu chute especial (com os 3 botões juntos) é capaz, além de mandar longe o inimigo, arrancar bons pontos de vida do mesmo.

Kato é rápido, mas sua defesa é bem fraca. Agora, o Buzz....bom, o Buzz serve bem como saco de pancadas do jogo.

O jogo conta com gráficos bacanas, os personagens são pessoas de verdade digitalizadas, como em Mortal Kombat. Isso, além de gerar risadas infinitas hoje em dia, dá um charme realista ao game. O sons também são bacanas, com vários berros, barulhos de socos, chutes e voadoras pra todo lado, além da torcida que insiste em bater nos lutadores caso algum se aproxime dela.


Os inimigos são bem variados, indo desde metaleiros até mulheres, passando por um negão de tênis, um doido motoqueiro e os inesquecíveis BEBEZÕES, uns marmanjos de 2 metros de altura vestindo apenas shorts com correntes no corpo.

Vale lembrar que estes são uma espécie de chefe do game, apelando de formas criativas com suas correntes e golpes. E nem preciso mencionar a batalha contra 2 deles, juntos. Sim, dois gigantes de 2 metros juntos pra te espancar até morte. Ainda bem que Buzz é gordinho e aguenta bem as pancadas....


Pit Fighter recebeu inúmeras conversões. Nascido nos arcades, a versão portada pro Mega Drive é uma das melhores, conservando bons gráficos, efeitos sonoros e uma jogabilidade bem firme. Devo dizer também que o modo 2 jogadores coloca os dois pra bater nos inimigos juntos e, em intervalos de 2 lutas, os dois disputam entre si omelhor de 3 quedas, tudo em nome do santo dinheirinho.

O melhor: juntar um amigo e bater pra valer nos bebezões;
O pior: estar sozinho enquanto os dois bebezões sodomizam seu pobre lutador;
Buzz: o saco de pancadas oficial do jogo !

NOTA: 8

NEXT - Addams Family Values

sábado, 12 de dezembro de 2009

Relíquia Retrô - Golden Axe the Revenge of Death Adder (arcades)

Algumas vezes, na nossa vida de gamer, nos deparamos com coisas que nos fazem perguntar: "como eu nunca fiquei sabendo disso antes ?" Eu nunca tive muitas oportunidades de jogar fliperama na minha vida, mas conheci os Simpsons Arcade, joguei muito os King of Fighters da vida, os Street Fighters e Puzzle Bobble, mas nunca achei sequer um arcade de Golden Axe. Quiçá um arcade de Golden Axe the Revenge of Death Adder....

Esse game, por muito tempo, ficou no conhecimento de apenas alguns sortudos que tiveram a rara oportunidade de jogá-lo direto nas cabines esfumaçadas de algum boteco da vida. Agora, com o advento dos emuladores, muitos jogos que apenas alguns conheciam, tiveram a oportunidade de alcançar muito mais gente apreciadora dessa arte.

E foi assim que conheci esse Golden Axe tão diferente e tão único ao mesmo tempo....

As Fases de um Clássico - Alex Kidd in Shinobi World (SMS)

Um post, um game !

Assim é a nova seção do Shugames, As Fases de um Clássico, onde um jogo é mostrado inteiramente, com muitas imagens e algumas dicas. Escolhi um grande clássico do Master System pra estrear a seção, espero que gostem e, que relembrem as grandes fases desse jogão !




- na intro, Alex tem sua esposa raptada por um cara misterioso de capa;
- triste, Alex chora inconsolavelmente no meio do jardim infinito de flores;
- surge um ninja luminoso que cede seus poderes ao pequeno garoto orelhudo;

- Alex agora vira um ninja clone de Shinobi, enxuga as lágrimas e vai atrás de sua amada;






- de começo, treine saltos, escaladas e o giro nos postes;
- o inimigo com foice é bem chato e requer paciência;

- nos andaimes, pule devagar entre as plataformas, sempre surge um inimigo pra te derrubar;
- escale a parede de dentro do prédio e fature 2 corações no alto;
- o chefe é uma paródia do Mario, da Nintendo;







- estamos agora em um cais, cuidado com os ninjas que saltam da água;
- no primeiro contato com o poder do tornado é normal ficar meio descontrolado;
- só no primeiro ¬¬;
- observe a passagem secreta perto da planta que cospe tiros, dentro da água;
- no chefe, destrua todos os helicópteros pro chefe se cansar e ir embora (é sério);







- no começo, caia pelo buraco, pegue a VIDA na parede e só então pegue o furacão no baú;
- se fizer o contrário, vai ter que morrer pra sair daí;

- é sério!
- use a corda pra girar e entrar numa passagem pra pegar a lança;

- com o furacão, atravesse o mar de espinhos, seja ligeiro;
- observe na foto a passagem, aquilo é um enorme atalho da fase;

- o chefe é uma lagosta que cospe salgadinhos cheetos;







- o Hanzo, last boss, fica numa fortaleza no alto de uma montanha;
- onde está a novidade nisso ?

- caminhe no ar ali e colete um coração e um tornado;

- dentro da fortaleza, cuidado com espinhos;
- eu sei, a dica acima é tão útil quanto "salte pra subir na plataforma da saída";

- todos os chefes vão voltar, numa homenagem singela ao Megaman;
- Hanzo tem 3 formas de atacar, somente a primeira pode lhe dar trabalho;
- isso claro, se você for tão bom quanto eu no controle;







- eis o final do game;
- ..........o que vocês estavam esperando, CGs ??



E desta forma tão emocionante, terminamos Alex Kidd in Shinobi World !

O próximo ainda é uma surpresa...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Retronado Golden Axe Warrior [7]



Capítulo 7 - O Quinto Crystal





Ok, essa dungeon é BASTANTE cabeluda ! Não no sentido de puzzles, mas nos inimigos aqui. Nenhum deles dá uma brecha sequer, todos são rápidos e a maioria atira sem dó nem piedade. Juntando isso aos indispensáveis candelabros nas paredes que abrem portas ao serem empurrados, pronto, temos uma bela dungeon que me fez enroscar por dias até conseguir passar.

Sua energia se esvai como água em um ralo: como seu ataque é curto, é MUITO fácil encostar no inimigo enquanto dispara as espadadas. A magia é escassa e é bom poupar pro chefe. Em uma das salas, encontrei uma bota que permite Cosmão andar mais rápido, excelente pra dar aquelas escapulidas dos inimigos.

Só consegui passar porque um felizardo inimigo me presenteou com um suculento pedaço de carne, que quase completou minha energia, pois eu já estava aos pedaços...


Chefe: Demônio de Fogo


O chefe é outro inferno: uma bola de fogo rodeada de outras pequenas bolinhas de fogo....É preciso destruir TODAS as boletas de fogo ao redor do chefe, para só então conseguir atacá-lo !!! E dá-lhe magia earth nas fuças do DEMONHO !

Demorei pra matar, mas, no fim, consegui achar um local da arena em que o chefe não me acertava....ou talvez ele tenha ficado com pena de um simples cavaleiro de armadura vermelha que tentava, inutilmente, atacá-lo com o que tinha em mãos...

Vencendo essa verdadeira odisséia, ganhei o quinto crystal e estou livre pra explorar o mundão denovo !