quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Decap Attack

Por: Vic Tokai
Ano: 1991
Gênero: Plataforma
Também para: Coletâneas Sonic Ultimate Collection para X360, PS3 e Sega Genesis Collection para PS2 e PSP.
1 Jogador

Decap Attack é um simples jogo de plataformas onde controlamos um personagem que não é nada simples: uma múmia chamada Chuck, mas sem cabeça. Mas esperem, ela tem cabeça ! E está no seu peito ! Com esse design diferente, temos um personagem bacana e diferente de todo o resto já feito.

Chuck tem a missão de derrotar o vilão Max D. Cap, que retornou sabe-se lá de onde e pretende dominar o mundo com seus seres das profundezas. Cada fase é em uma ilha, que forma o corpo humano e tem nomes similares como Armington ou Abdomainland. Quem envia Chuck para deter Max D. Cap é seu próprio criador, o Dr. Frank N. Stein, que aparece na abertura. Ao passar as fases, as partes do corpo (que são as ilhas) vão se juntando novamente.

Bom, com um personagem diferente desses, vamos aos comandos básicos. Chuck ataca de duas formas: usando a cabeça no seu peitoral ou quando ele acha um crânio arremessável, que funciona como um bumerangue. Ou ele pode simplesmente PISAR sobre os inimigos e enterrá-los no chão.

Além disso, os mais variados poderes estão à disposição de Chuck escondidos em estátuas pelas inúmeras fases do jogo.

Vão desde poções de invencibilidade, de congelamento de inimigos até ataques mais poderosos e mais velocidade para Chuck. O pulo de Chuck é longo e pode inclusive ser esticado para alcançar plataformas mais longínquas, bastando ficar apertando o botão de salto pra ele dar uma planada. Acho que já deu pra notar que o personagem principal é bem versátil.

O objetivo do jogo é sempre chegar ao GOAL, final de fase vivo. Mas em algumas etapas é preciso encontrar algum item específico, portanto, fuçar as fases é imprescindível aqui (agora tá certo, Azrael ^^). Como os itens são massivamente randômicos, os produtores colocaram uma música diferente que toca assim que encontramos tais itens.


As fases possuem um design bastante amplo, com muitas plataformas, níveis e inimigos espalhados por todos os cantos, bem como estátuas que guardam os itens sagrados pra sobrevivência de Chuck. Por seu design meio bagunçado, o GOAL pode estar muitas vezes escondido em qualquer lugar, não necessariamente sendo encontrado somente do lado direito das fases, como a maioria dos jogos de plataforma.

Seu personagem tem 3 pontos de energia simbolizados por corações (de verdade, não o desenho), que podem ser expandidos ou recarregados por meio de itens encontrados nas estátuas. Ao receber dano, Chuck perde o crânio-bumerangue (se estiver de posse dele), ficando mais vunerável no próximo ataque.
A maioria das fases tem várias molas espalhadas, que levam à lugares secretos com mais itens para Chuck fuçar.

Além disso, algumas paredes podem ser quebradas, o que aumenta o fator de exploração das fases. Outro ponto a se destacar são os postes de arremesso: saltando no topo de um deles, Chuck pode ser arremessado em longas distâncias, o que pode acabar ajudando na hora de alcançar alguma plataforma mais alta.


Chuck pode selecionar os itens que possui em qualquer momento do jogo, bastando apertar o botão A para isso. Como eu já disse, as poções tem os mais variados efeitos que podem ser checados com a opção ASK de cada uma delas, uma ótima idéia pra não torrar nenhum item importante à toa.

Os gráficos do jogo são agradáveis, Chuck tem uma boa animação e é um personagem grande na tela, os inimigos são bacanas e variados, bem como as fases. Mesmo que se pareçam no visual, o design de cada uma delas é único.

O jogo ainda conta com um bônus após cada chefe: durante as fases, é possível encontrar moedas com um B desenhado, elas servem para apostar no bônus. Nele, temos alguns caminhos onde devemos colocar o número de moedas correspondentes. Vários Chucks vão aparecer e percorrer os caminhos, algo como aquela brincadeira da bolinha de gude descendo e passando por vários pregos até chegar no final, lembram ? Pois é, aquilo era viciante nas épocas longínquoas onde ainda se comemorava festas juninas nas ruas....

Enfim, no final do percurso, há uma etapa onde se aperta o botão C pra definir os caminhos que eles seguirão. Os prêmios, geralmente, são uma ou duas poções, vários buracos que não dão em nada e uma máquina que gera vidas, até 5, se não me engano. Já adianto que é complicado acertar a máquina, pois os caminhos se cruzam muito.

Em se tratando da parte sonora, o jogo é competente, com muitas músicas bacanas e efeito sonoros condizentes com o jogo. Não notei vozes, mas nem precisava, pois já sabemos que o Mega Drive é uma "excelência" com vozes digitalizadas...


Enfim, se você procura um bom game de plataforma, com uma boa dose de exploração de cenários, fases com design inteligente, cheios de passagens secretas, itens e inimigos, Decap Attack pode lhe satisfazer facilmente.

A única coisa que pode compremeter um pouco a jogatina são os itens necessários que Dr. Frank N. Stein pode lhe pedir.

Às vezes, voltar na fase fica complicado, pois aquela ponte despencou e é preciso procurar outros meios de driblar o rio de lava...

Prós: gráficos bacanudos / boa dose de exploração de cenários / fases bem longas, cheias de segredos e com ótimo design /
Contras: voltar na fase pra procurar um mísero item /

Nota Final: 8.0



NEXT - Rolling Thunder II


5 comentários:

  1. Decap Attack é maneirão mesmo, eu curtia.

    Existe também a versão japonesa chamada Magical Hat No Buttobi Adventure, baseada em uma fracassado anime japônes, o jogo também foi um fracasso, aliás, por isso acabaram mudando o jogo nos EUA pra Decap Attack.Mas o jogo é o mesmo, só muda os cenários.

    O Magical Hat é melhor pq é mais difícil, não tem energia, se levar um dano morreu e os gráficos também estão melhores.

    Mas de qualquer forma o Decap é muito bom.

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  2. Pois é Guilherme, existem jogos bastante similares (eu diria até cópias) do Decap Attack. Seja lá quem copiou quem, além desse Magical Hat, existe um outro pra NES e o famoso Psycho Fox para Master System que seguem a mesma mecânica de itens, ataques e etc.
    A diferença do Psycho Fox é que é possível trocar de personagem usando um item.

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  3. Não é copia não

    O jogo do NES que tu fala é o Kid Kool, e tanto o Kid Kool como o Decap Attack, Magical Hat e Psycho Fox são da mesma empresa, a Vic Tokai.É dos mesmos criadores, só que mudaram os personagens em cada console, mas é o mesmo jogo.

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  5. parabens, e obrigado por nos lember desses maravilhosos jogos que fazem parte de nossas vidas!
    Adorei todo esse trabalho que vc esta fazendo, continue e espero que sejas muito feliz sempre.

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