Magic Sword (arcade)
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Arcade / Capcom / 1990
Quando eu era moleque, joguei poucos arcades na vida. Na minha cidade isso era raro mas eu conheci esse game num arcade no shopping. Lembro muito bem que não cheguei a jogar, mas observei a demo correndo na tela de olhos arregalados com aqueles personagens incríveis. Apesar de que na época, qualquer coisa com mais de 3 centímetros na tela logo se tornava INCRÍVEL no mundo dos games...
Magic Sword conta a história de um bravo guerreiro que precisa escalar uma enorme torre destruindo todo tipo de de inimigo e demônios pra salvar o mundo. Não dá pra esperar um enredo mais elaborado que isso de um jogo de arcade, então, devemos agradecer por este pelo menos ter um enredo, mesmo que simplório.
Controlamos um herói genérico, cujo nome não descobri qual é, mas que pode usar diversas armas diferentes e ainda chamar alguns amigos pra ajudá-lo na luta. O jogo é um side-scroller, com direito à coleta exaustiva de itens que muitas vezes não fará nem idéia pra que serve. Por ser um game da Capcom, espere uma dificuldade acentuada, principalmente por se tratar de um jogo de arcade. Admiro quem, na época, conseguia passar do terceiro andar sem gastar uma fortuna em fichas.....isso em QUALQUER arcade da Capcom.....empresa mercenária do c#@$@#$!
Arram....como a tela fica cheia de inimigos facilmente, é muito fácil ser atingido e morrer. Mas nosso guerreiro tem aliados dos mais diversos tipos. Usando as chaves encontradas geralmente em baús, pode-se abrir portas e escalar um entre vários guerreiros disponíveis, desde magos à orcs, dark mages, ninjas, um cara que joga bombas e até amazonas com suas espadas
afiadíssimas. Todos eles dependem de nível de mágica para usar seus poderes mais fortes, e isso tem relação direta com uma infinidade de itens encontrados nas fases. Esses itens geralmente estão em baús que são abertos na porrada, mas alguns os próprios inimigos dão ao morrer. Vão desde maçãs pra repor energia, corações, armas novas, magias, itens estranhos, etc, etc....Até hoje não sei pra que serve tanto item diferente, mas ainda assim, ficou bem bacana o jogo com essa variedade.
Os gráficos são bonitos, bem coloridos e diversificados. Apesar do jogo ocorrer numa torre enorme, os ambientes vão desde as clássicas masmorras até jardins e partes subterrâneas. Cada área é transposta quando um chefe é morto, e este costuma dar muito trabalho. Além disso, em várias áreas, a única forma de avançar é encontrando uma porta que leva à uma escada, que por consequência te leva ao próximo nível.
À cada andar vencido, nosso guerreiro ganha uma espada nova e mais potente, chegando ao máximo no último andar, onde enfrentará o mal de uma vez por todas.
É um jogo longo, bacana e bem difícil, ótimo pra treinar os reflexos jogando com um parceiro/a.
O melhor: o jogo é viciante, mesmo sendo muito difícil;
O pior: morrer no último andar e não ter mais fichas (Deus abençoe o MAME);
Ninja: a melhor companhia nesse jogo;
Nota do Cosmão: 7












