sábado, 27 de julho de 2019

Especial 10 Anos Shugames: 10 Jogos de Game Boy e Game Boy Color



Pois é, o Shugames está completando, no dia 27 deste mês, 10 aninhos de vida. Em Julho de 2009, eu decidi iniciar o blog, como uma idéia simples, de textos simples, a maioria mal escrito e, praticamente, tentando ser engraçado o tempo todo (e falhando miseravelmente). Bom, de fato, foi um começo meio conturbado, de ajustes de idéias, uma espécie de laboratório. Enfim, o blog cresceu, eu acabei me ajustando para tornar o conteúdo o mais sério possível, adotei uma nova postura de reviews, especiais e detonados e tudo começou a caminhar.

Nestes dez anos de blog, muitas vezes pensei em desistir sim. Não é fácil você manter um site, um blog abastecido sempre com novas idéias, novas postagens, sempre tentando fugir do trivial, do comum, do normal. A idéia do Shugames sempre foi abordar coisas que os outros blogs não abordavam, fazer listas de coisas que ninguém queria ou imaginava, buscar aquele jogo esquecido e, principalmente, falar sobre jogos excelentes que infelizmente poucos falavam. Essa idéia principal nunca foi abandonada, eu sempre busquei analisar e listar jogos pouco conhecidos e que eram de excelentes a razoáveis, mas que mereciam ser comentados também.

Talvez por este motivo um tanto, digamos, diferente do tradicional, o blog acabou crescendo e hoje eu leio muitas pessoas dizendo que o Shugames foi referência ou inspiração para começarem desde canais à outros sites e blogs. Isso me dá um certo orgulho, ao mesmo tempo que me joga nos ombros uma responsabilidade com tudo que é postado aqui, bem como com a escolha dos jogos a serem postados ou analisados. Nesses 10 anos de blog, aprendi muito, conheci muito e percebi que, quanto mais se aprofunda, quanto mais se busca conhecer desse universo dos videogames clássicos, mais coisa nova surge, mais jogos interessantes aparecem.


Com base nisso, eu resolvi que, na comemoração de mais um ano de Shugames, mesmo com poucas postagens (muitas vezes por desânimo deste que vos escreve), vou trazer pra vocês minhas novas descobertas no universo do Game Boy clássico e do Game Boy Color. Serão 20 jogos descritos aqui, 10 para cada sistema. São jogos que, em sua maioria, são pouco comentados, pouco falados e, principalmente, pouco conhecidos. Mesmo alguns clássicos do sistema, eu vejo pouca gente jogando ou comentando.

Então, eu espero que essa lista lhe ajude a conhecer novos jogos, a conhecer melhor a gigantesca biblioteca do portátil mais famoso da Nintendo e que, de quebra, lhe permita jogar jogos memoráveis, muitas vezes negligenciados apenas por não terem cores vivas, ou por serem simplistas demais. Numa geração onde a resolução alcança os 4K, pessoas que se divertem com um simples jogo numa tela verde (ou preto e branco) podem ser consideradas raras. Ou dementes. Você escolhe.

Com vocês, os 20 jogos desconhecidos do Game Boy e Game Boy Color! Como toda lista de aniversário postada aqui, os jogos não tem ordem de preferência, muito menos de relevância. Só estão organizados para que a leitura seja melhor apreciada. Então, vamos à lista!

GAME BOY

10 - Zen - Intergalactic Ninja
Produtora: Konami
Ano: 1993

Baseado em história em quadrinhos, Zen, o ninja intergalático, segue a cartilha de jogos de ação da Konami da época. Sendo um game de plataforma, o conceito aqui é como uma mistura de Contra com Ninja Gaiden, mas numa velocidade bem menor, com grande ênfase nas plataformas e na maneira como interage com os inimigos.



O gameplay de Zen é bem amigável no início, mas espere por plataformas com saltos difíceis logo na primeira fase, onde é preciso calcular bem pra não perder vidas. Apesar da barra de energia do personagem ser grande, existem muitos inimigos bem posicionados nas fases, o que pode lhe dar alguma dor de cabeça. Entre os ataques, podemos desferir espadadas ou segurar o botão para carregar um poderoso tiro.



9 - Rolan's Curse
Produtora: NMK
Ano: 1991

Com o nome de Velious Roland no Majuu, ou simplesmente Velious no Japão, a "Maldição de Rolan" é um jogo bastante similar à série Zelda, mas, na minha opinião, ele puxa mais para Golvellius no que diz respeito à ação no cenário. Claro, temos cidades pra visitar e conversar com as pessoas, mas o jogo tem um sistema de itens muito mais simplificado do que em Zelda: você encontra as ferramentas no próprio mapa, sem acessar calabouços para tal.



O jogo é bem interessante e envolvente, com uma boa trilha sonora e visual agradável. A jogabilidade poderia ser um pouco melhor, pois muitas vezes estamos em labirintos apertados e o personagem não "rotaciona" em si mesmo, ou seja: se você virá-lo para cima, por exemplo, ele vai dar um passo pra cima, o que pode te complicar se tiver inimigos por ali. Tirando isso, é um jogo que me pareceu ser enorme, um prato cheio para fãs do gênero.



8 - Asterix
Produtora: Bit Managers
Ano: 1993

Eu sempre tive comigo que, em se tratando de Asterix, os melhores jogos do personagem estão no Master System. E não que minha preferência tenha mudado, mas eu acrescentaria mais três jogos relativamente bons também: o Asterix do Super NES, o Asterix do NES e este Asterix do Game Boy. Os três são bem similares, todos, óbviamente, com suas características em suas plataformas de origens, mas dividindo vários fatores em comum.



As versões do NES e GB são mais parecidas entre si, sendo que a versão do SNES parece um remake delas. Ambas tem músicas iguais, cenários praticamente iguais, mudando uma ou outra coisa no design dos mesmos. Até mesmo o sistema de bônus com chaves está presente nesta versão do GB. Um ponto a ser criticado nesta versão, entretanto, é o controle: Asterix escorrega FÁCIL para buracos no chão, o que pode te frustrar ou atrapalhar bastante. Aprendendo a controlar o personagem, você fará grandes progressos e verá que o jogo é bem divertido sim.




7 - Nemesis
Produtora: Konami
Ano: 1990

Fazendo parte da série Gradius, ainda em seus primórdios, Nemesis carrega tudo da série de sucesso da Konami, desde inimigos, até tiros, sistema de power-ups e tudo mais. Aqui temos um sólido jogo de navinha, com um bom visual, músicas agradáveis e tiros pra todo lado.



Que o sistema de Gradius é um clássico do gênero, todos sabem disso. É viciante pegar os power-ups e traçar sua própria estratégia de combate, evoluindo desde os canhões, até o escudo e recrutando os "options", que são os auxiliares para sua nave. O jogo não chega a ser um bullet hell, mas é frenético o suficiente para manter os fãs vidrados na telinha. Recomendadíssimo!



6 - Kid Icarus: Of Myths and Monsters
Produtora: Nintendo
Ano: 1991

Seguindo a fórmula do jogo do Nintendinho, aqui temos uma evolução do mesmo, com mapas maiores, corredores extensos, inimigos clássicos e salas, muitas salas pra visitar. Mas, diferente do original, a versão do Game Boy é muito mais amigável, menos punitiva e incentiva mais o jogador a explorar os cenários, que são bem vastos e mantém a característica de não ter limites entre as paredes laterais, como era na versão 8 bits.



O visual também está melhor, Pit agora é um boneco maior na tela, assim como os inimigos e o cenário como um todo. Eu diria que é uma evolução natural e bem vinda, podiam ter lançado a continuação para o NES também, acho que faria mais sucesso. Enfim, se você gosta do original, vai acabar adorando esta versão aqui.



5 - Choplifter II - Rescue and Survive
Produtora: Beam Software
Ano: 1991

Acredito que muitos aqui, assim como eu, não sabiam da existência do segundo jogo da franquia Choplifter. Ao menos pra mim, sempre foi uma incógnita, já que eu joguei muito a versão do Master System na época, que era baseada no Arcade e, anos depois, o terceiro jogo pro Super NES. Mas a segunda versão da série foi lançada exclusivamente para o Game Boy, no ano de 1991, exatamente 9 anos após a estréia nos Arcades do primeiro jogo.



E o que temos aqui? O jogo parece um misto do que era Choplifter com o que ele iria se tornar no Super NES, ou seja: você ainda resgata reféns, mas o cenário é muito maior e mais complexo do que no primeiro game. As fases tem bastante obstáculos, mas seu helicóptero agora não explode ao menor contato com o inimigo: você tem uma barra de energia. Escassa, BEM ESCASSA, mas ela está lá e impede que você morra com um simples hit. Do resto, temos agora munição limitada para bombas, que são necessárias para explodir tanques e bases atiradoras no solo. Ou seja, planeje bem seus avanços para continuar jogando.



4 - Blaster Master Boy
Produtora: Aicom
Ano: 1992

Apesar do nome sugerir uma versão para Blaster Master e o jogo ter muitas similaridades com a versão original do NES, as semelhanças são apenas essas mesmo. Blaster Master Boy é uma sequência de Robowarrior, uma espécie de spin-off de Bomberman para o Nintendinho. Sim, uma sequência de um spin-off de Bomberman... O jogo funciona em labirintos, onde usamos bombas para explodir determinados blocos e abrimos caminho coletando itens e matando inimigos com nossa pistola.



A semelhança com o Blaster Master original se deve pelas etapas onde controlamos o herói solo no jogo da Sunsoft, e apenas por isso mesmo. A jogada foi puramente marketing, já que talvez um Robowarrior 2 não fizesse muito alarde, principalmente em se tratando de uma "sequência de um jogo de console, mas em um portátil". Enfim, o jogo é divertido e você vai passar horas explorando labirintos e lidando com inimigos implacáveis e chefes enormes.



3 - The Legend of Zelda: Link's Awakening
Produtora: Nintendo
Ano: 1993

É impossível fazer uma lista sobre um console da Nintendo e não citar pelo menos um jogo da série Zelda. Mesmo esta lista sendo de jogos menos badalados ou conhecidos, o medalhão do Game Boy clássico precisa ser comentado e divulgado, mesmo com o remake dele batendo às portas pro Nintendo Switch. É um jogo tão primoroso, tão bem feito e tão à frente de seu tempo que essa lista seria em vão caso ele não aparecesse por aqui. E, não por acaso, é meu Zelda favorito desde quando eu dei uma chance à série e comecei a jogar seus jogos aos poucos.



Em Link's Awakening, nosso herói Link está preso em uma ilha e precisa arrumar um jeito de escapar. A história do jogo inteiro se passa sub-entendida e acho que essa é uma das coisas que mais me atraiu nele. Desde os NPCs, as conversas, as dungeons, os chefes, tudo nele beira a perfeição que um jogo neste estilo precisa ser. Talvez minha única reclamação esteja nas tarefas secundárias de troca de itens, que, neste caso, são obrigatórias para prosseguir. Mas, disso, eu falarei futuramente. Agora, quero que você saiba apenas disso: se nunca jogou nenhum jogo da série Zelda, é por ESTE que você precisa começar. Pra ONTEM!



2 - Gargoyle's Quest
Produtora: Capcom
Ano: 1990

A origem da série spin-off de Ghouls 'n Goblins foi justamente com esse jogo, Gargoyle's Quest, lançado em 1990 para o Game Boy. Aqui controlamos Red Arremer, o famoso diabinho sacana do jogo original, que encarna o herói de sua terra natal e precisa destruir um demônio poderoso que se apossou de tudo ali. O jogo funciona como uma espécie de adventure de plataforma, onde vamos passando por fases e ganhando novos poderes com o personagem, para então conseguir explorar novas áreas. O game tem seções de plataforma e também em cidades, visto de cima, como um RPG comum da época.



O jogo teve continuações futuras, sendo que sua sequência foi um prequel para Nintendinho, chamado de Gargoyle's Quest II. Além desses, tivemos o famoso e bem conhecido Demon's Crest, para o Super NES. Os três jogos tem muitas similaridades no gameplay, como a possibilidade de voar com Red Arremer (Firebrand nos outros), sendo que nas versões de Game Boy e NES, o vôo é limitado. Além disso, fazer bom uso do vôo com as escaladas nas paredes (afinal, é um gárgula) é essencial para vencer os mapas do jogo. Extremamente recomendado!



1 - Donkey Kong
Produtora: Nintendo
Ano: 1994

Este jogo foi uma grata indicação do meu colega Robson, que insistiu muito para que eu experimentasse. E, vou lhes dizer, eu devia ter feito isso tempos atrás, pois em plenos 2019, um jogo de Game Boy ter tanta variedade e ser tão criativo assim, é digno da palavra "atemporal" realmente. Ele começa descompromissado e pega o jogador incauto que acha que "ahh, é apenas mais uma versão do clássico de subir no prédio e salvar a mocinha". Quase isso, já que as quatro primeiras fases são só o aperitivo. É depois disso que o jogo realmente começa e você entende o quão profunda é sua jogabilidade e o quão criativo ele é.



Donkey Kong está entre as jóias do Game Boy. Eu quase não o coloquei na lista, mas, em se tratando de jogos injustiçados do sistema, era minha obrigação citá-lo aqui e insistir para que você, que nunca deu uma chance, jogue-o. Terá um jogo enorme, cheio de fases criativas, onde salvar a princesa acaba sendo a última coisa que você vai querer fazer no jogo. Mario aqui tem uma gama enorme de movimentos, de saltos, de itens para coletar, de inimigos para desviar ou destruir, de fases para vencer. Acredite, Donkey Kong é um dos jogos mais subestimados do sistema e merece uma chance por qualquer um que se considere gamer.



GAME BOY COLOR


10 - Looney Tunes
Produtora: Sunsoft
Ano: 1999

Este jogo é na verdade um relançamento do Game Boy original, mas que ficou ótimo no Game Boy Color. O game apresenta uma boa seleção de personagens da Looney Tunes, cada um em uma fase diferente, com um objetivo diferente e com controles diferentes. Enquanto com o Patolino o jogo é de plataforma 2D comum, já com o Gaguinho temos um autêntico jogo de navinha, com o sol se pondo e um belo efeito de paralaxe nas nuvens.



É um joguinho descompromissado e divertido, que ficou ótimo na telinha colorida do Game Boy Color e que merece sua atenção. Ele me lembrou bastante os jogos da Disney no Master System, como o Deep Duck Trouble, talvez pelo visual e pelas músicas também, que são excelentes.



9 - Megaman Xtreme
Produtora: Capcom
Ano: 2001

Lançado no começo de 2001 no mercado americano, a série Xtreme compreende dois jogos, ambos para o Game Boy Color. Este primeiro game se passa na época do Megaman X e pega elementos de Megaman X e X2, tais como fases, chefes e armas. O jogo em si é mais difícil que os originais para o Super NES, o que pode garantir um bom desafio aos fãs do personagem que desconhecem a versão portátil.



O visual do jogo é bem bacana, com áreas grandes pra explorar e com bonecos grandes e bem animados na tela. Além disso, temos ceninhas exclusivas desta versão que não existem na versão do SNES, com novos personagens introduzidos na trama e novos diálogos. A dificuldade também está mais alta nas lutas contra alguns chefes. Chilli Penguin, por exemplo, era o primeiro chefe que muitos enfrentavam no Megaman X, mas aqui, nem se atreva a enfrentá-lo logo de cara ou vai levar chumbo.



8 - Street Fighter Alpha - Warriors' Dreams
Produtora: Capcom
Ano: 1999

Para alguns é inconcebível jogos de luta versus em portátil, até mesmo pela natureza solitária de um... portátil. Enfim, ignorando padrões, a Capcom lançou em 1999 o que muitos julgam uma das melhores conversões de um arcade famoso da época para a pequena telinha do Game Boy Color: Street Fighter Alpha (ou Zero). E, após testar o game eu lhes digo: que conversão digna de aplausos!



Óbviamente, o jogo nem se compara com a versão de Arcade, mas o port ficou muito bem feito. Os personagens tem um ótimo tamanho, a animação deles é surreal e os comandos saem com muita facilidade. É impressionante como o Game Boy Color, se bem manipulado, poderia entregar verdadeiras jóias naquela época! Se você ainda tem preconceito com jogos de luta versus para portáteis, dê uma chance ao SFA e você vai se surpreender!



7 - Metal Gear Ghost Babel
Produtora: Konami
Ano: 2000

Metal Gear nunca foi uma série que me atraiu muito, talvez pela complexidade do enredo. Mas eu sempre reconheci que, principalmente no Playstation 1 e 2, a série atingiu seu ápice, tanto tecnologicamente quanto em termos de jogo mesmo. E o que esperar da versão portátil do Game Boy Color. Bom, quase tudo que você conhece de Metal Gear está neste pequeno cartuchinho, desde Solid Snake, até inimigos, os famosos efeitos sonoros, armas e stealth, MUITO stealth!



O visual do jogo chama muito atenção pela movimentação dos personagens, extremamente bem animados para um portátil daquela época. O jogo em si é enorme, cheio de salas, de lugares pra explorar. Snake tem à sua disposição um monte de tralhas e aparelhos tecnológicos, até mesmo seu famoso cigarrinho está presente e é bastante útil aqui. Mas, diante de tantas qualidades, há de se ressaltar a dificuldade do jogo: Ghost Babel é implacável com erros! Se for detectado, raramente você vai conseguir escapar dos guardas ou se esconder.



6 - Planet of the Apes
Produtora: Visiware
Ano: 2002

Controlando um astronauta que foi parar num planeta povoado por macacos inteligentes, sua missão é escapar vivo enquanto explora o local em busca de recursos. Jogar isso me lembrou automaticamente de Flashback, pois a sensação é quase a mesma. A movimentação do personagem, apesar de um pouco travada, é interessante, os movimentos são parecidos com jogos como o já citado Flashback e Out of This World, enquanto a progressão é mais lenta e depende de itens.



O visual do jogo é ótimo, o personagem é super bem animado e os cenários tem um bom design que incentiva a exploração. Cada fase tem uma quantia de inimigos e de uma espécie de bandeira para serem encontrados, valendo uma pontuação no final. É um jogo bem interessante, uma pena que poucas pessoas comentam ou jogam ele.



5 - Shantae
Produtora: Wayforward
Ano: 2002

Shantae dispensa apresentações. A série, que nasceu no Game Boy Color com esse jogo, cresceu e se tornou uma franquia mundialmente conhecida, fazendo sua criadora, a Wayforward, criar novos jogos e manter a série sempre em evidência. Como primeiro jogo, Shantae é surpreendente no portátil da Nintendo! Desde o visual extremamente colorido, até a exploração de cenários cuidadosamente montados, itens colecionáveis, mudança de dia pra noite com aparição de certos inimigos somente à noite, as transformações da Shantae em outros animais, tudo foi extremamente bem feito.



A dificuldade em Shantae, apesar de difícil, é daquelas prazerosas, que envolve explorar cenários em busca daquele item faltante, ou daquele colecionável difícil de achar. Isso tudo aliado à um visual de fazer inveja aos 16 bits, tornou o jogo cult. Infelizmente, poucos foram os que jogaram esta versão, por ter saído meio tarde no Game Boy Color. Mas nunca é tarde pra se redimir.



4 - Tomb Raider
Produtora: Core Design
Ano: 2000

No ano de 2000, Tomb Raider já tinha lançado 4 jogos no Playstation, quando este de Game Boy Color deu as caras no portátil. E, pra ser sincero, eu nunca tinha experimentado, somente visto as telas do jogo. E agora, tendo jogado boa parte do game pra escrever sobre ele eu posso dizer: que adaptação interessante! É a transposição do 3D para o 2D mais impressionante no Game Boy Color que eu pude jogar. Até nos mínimos detalhes! Quem jogou exaustivamente as versões do Playstation, ao pegar esta do GBC, vai naturalmente reconhecer desde vícios até movimentos da Lara fielmente reproduzidos nesta versão!



Muitos ingenuamente (eu incluso), ao virem uma versão em 2D de Tomb Raider, naturalmente já associaram à "Prince of Persia". Não estávamos totalmente errados, mas o jogo vai muito além de simplesmente se ater aos movimentos da Lara. Tudo que ela fazia no Playstation, ou quase tudo, ela faz aqui da mesma forma, intuitivamente. Agarrar bordas, saltar, subir escadas e pular delas, atirar enquanto está nas escadas (ok, isto ela não fazia no Playstation.... ou fazia?), recolher medkits, acionar alavancas, escorrar em encostas, etc. Tudo fielmente em 2D, com cenários enormes pra se explorar! Claro, as pistolas estão presentes e Lara até mesmo MIRA AUTOMATICAMENTE no inimigo mais próximo, tal qual suas versões de consoles! É simplesmente imperdível!



3 - Wario Land 3
Produtora: Nintendo
Ano: 2000

O rival do Mario ganhou o terceiro jogo da franquia ese estabilizou como um dos melhores jogos do portátil. Repleto de puzzles, áreas secretas e itens escondidos, o jogo faz uso dos poderes de Wario, que ocorrem quando o mesmo é ATACADO pelos inimigos. Cada tipo de ataque sofrido faz Wario se transformar em alguma coisa, que pode ajudá-lo à encontrar novas áreas nas fases. E, falando em fases, são gigantescas!



Wario Land 3 muitas vezes pode te deixar perdido, mas quase sempre é por conta de alguma coisa boba que você não explorou direito, ou algum inimigo que você não deu muita atenção. Por este mesmo motivo, o sentido de recompensa do jogo é bem interessante. Juntando-se à isso, os belos visuais e a jogabilidade já consagrada da série são a cereja do bolo.



2 - Bomberman Max - Blue Champion
Produtora: Hudson
Ano: 2000

Bomberman Max teve três jogos lançados quase que simultaneamente, mas apenas dois deles viram esse lado do planeta: o Blue Champion e o Red Challenger. Ambos são praticamente iguais, mudando apenas alguns aspectos. A história é a mesma: um vilão transforma 5 planetas em locais infestados e cabe à Bomberman e Max salvarem os Charabons, pequenas criaturas parecidas com Pokemons. Enquanto no Blue Champion jogamos com Bomberman, no Red Challenger, controlamos Max. Além disso, os Charabons de ambas as versões são diferentes também, tudo pra vender em dobro...



Como game, é praticamente um Bomberman normal, exceto por alguns fatores. Existem pequenas missões nas fases, como destruir número X de inimigos, ou destruir blocos normais, ou salvar os Charabons, etc. Terminada a missão, portais surgem no mapa: o vermelho te leva à missões já resolvidas (?) e o azul te joga pra frente no jogo. São cerca de 100 missões diferentes, então, é uma longa jornada até o fim...



1 - The Legend of Zelda: Oracle of Seasons
Produtora: Nintendo
Ano: 2001

Sim, não tinha como ser outro. Aliás, até tinha, pois seu irmão "Ages" é tão bom quanto. Mas, entre os dois, eu prefiro o Seasons por lidar com.... estações climáticas. É incrível o que fizeram aqui em termos de mapa, design de mapas e puzzles NOS MAPAS! Tudo envolvendo estações do ano e a habilidade de Link de manipulá-las em locais específicos do mapa. Sério, esse jogo aqui tem tantas lições pra ensinar para os novos level designers que eu passaria horas aqui elencando e ilustrando cada uma delas. É um jogo primordial de todo mundo que gosta de um bom game de ação e aventura.



O visual do jogo é basicamente "Link's Awakening" com algumas melhorias. Aliás, o jogo é bem maior que Link's Awakening. E se você considerar jogar ambos (Seasons e Ages), prepare-se para muitas HORAS jogando Zelda. Os calabouços são mais criativos no Ages, mas o mapa em si tem um design mais desafiador no Seasons. Não que no Seasons os calabouços sejam fracos, muito pelo contrário, aqui encontra-se dungeons que te farão quebrar a cabeça para resolver certas salas e encontrar algumas chaves. De qualquer modo, apenas escolha um deles e jogue. E claro, jogue também o Link's Awakening. São 3 jogos da série Zelda obrigatórios!

28 comentários:

  1. Parabéns pelo blog e pela lista de jogos, conheço todos eles, mas devo ter jogado a fundo uma meia dúzia. As paredes agradecem!

    Grande abraço!

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  2. Bela lista Cosmāo e parabéns pelo excelente trabalho, gamer raíz

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  3. Só jogo bom ai Cosmão já adicionei alguns deles na minha lista vou jogar em algum momento.

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  4. Você pode estar postando pouco, mas quando posta, compensa a espera.

    Parabéns Cosmão, como já disse, sempre digo e direi: o Shugames é patrimônio gamer.

    Conheci e ainda conheço muitos jogos por aqui e sou muito grato pelo seu trabalho!

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    1. Obrigado pelas palavras LGD! Seu blog/canal é muito bom também cara! Abraços!

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  5. Acompanho o Shugames desde o ínicio, parabéns pelo trabalho, mais uma bela lista!

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  6. Olá meu caro Sr. Cosmão, admiro seus textos, sempre muito apaixonados e com uma "linguagem" que cativa quem é da época. Sobre a lista, conheci muitos desses games e outros não. Certamente seu texto me instigou a olhar com mais calma os desconhecidos por mim.

    Mesmo sendo um "maledeto" de um Seguista, admiro muito a Big N por seus Softwares de alta qualidade. Nemesis e DK do GB e, SFA e Tomb Raider do GBC me foram gratas surpresas.

    Obrigado pelo texto.
    Old-Hutter.

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    1. Agradeço muito a visita e os elogios, espero que descubra muitas jóias perdidas nesse mundo quase infinito de jogos retrôs! Abraços!

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  7. Ei, me ajuda por favor. To louco procurando um game q ta na capa do seu site ;/

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  8. parabéns pelo aniversário
    seu blog é imbatível na área de retrogames

    abs!

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  9. Olá, Gray Fox aqui.

    Esse Shantae eu sempre ouvi falar bem, um dia eu jogo.

    Link's Awakening eu tenho que fechar um dia desses, muito agradável de jogar, sem dúvida o melhor jogo do Game Boy.

    O Donkey Kong parece interessante, sempre gostei do jogo original e imaginava como seria legal se tivesse mais fases.

    Metal Gear 2D é bom demais, acaba sendo uma espécie de metroidvania muito bem encaixado. Sobre a dificuldade, todo jogo ser descoberto é um desespero mesmo.

    Agora, curioso mesmo achei esse Street Fighter Alpha, difícil crer que um portátil possa ter um jogo de luta tão bom assim, um dia eu jogo para tirar a prova.

    Abraços e parabéns pelos dez anos de blog.

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    1. Fala Raposa!
      Eu recomendo bastante você jogar o DK do Game Boy, se vc gostava do original então, será um prato cheio! O SFA é um milagre no portátil, merece muito uma jogatina!

      Abraços e obrigado pela visita!

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  10. Caramba, me lembrou que preciso pagar o gargoyle's quest. Um dia ainda termino esse danado! Bela lista Cosmao, e parabéns pelos 10 anos!

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  11. Dale Cosmão!

    Acompanho o Shu Games esporadicamente, mas vi o site crescer ao longo dos anos, sempre com bom conteúdo e divertido (mesmo que miseravelmente hehehe)

    Joguei alguns dos jogos citados, porém tem um q tenho um trauma:

    Metal Gear Solid Ghost Babel

    Joguei apenas por emulador, mas eu dei um p*** azar de baixar sempre uma rom com problema, numa fase lá que o Snake entra num elevador o jogo travava.

    E baixei a rom em vários sites, todas com o mesmo bug. Nunca consegui terminar o game, pior que acho ele muito bom, queria ter zerado...

    Sucesso com a página, e que venham mais 10 anos!

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    1. Nunca joguei à fundo esse MGS (aliás, nunca fui muito fã da franquia), mas tive um problem parecido com Terranigma do SNES, que também travava numa determinada dungeon. Obrigado pela visita!

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  12. Olá, sou mais um dos muitos devoradores de blogs que quase nunca comenta. Parabéns pelos textos divertidos. Você disse que fica feliz quando influencia outros jogadores a entrarem no nesse mundo virtual onde todos somos jornalistas e/ou cronistas gamers. Comentou que ao longo destes anos, pensou em desistir, não faça isso. Blogs são nossos territórios autorais, não precisamos ter obrigações de periodicidade ou filtros de conteúdo. Eu mesmo, possuo um e sou beeeem esporádico, e saiba que foi uma das minhas influências para o pontapé inicial. Agora quero aprender a ter regularidade de postagens! [rs.]
    Fiquei curioso por este Zen (GB), conheço a versão do Nes e não simpatizei muito com a visão isométrica, pular abismos é um terror!
    Continuarei lendo tuas postagens. Um forte abraço!

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  13. Pocha 10 anos? e eu conhecendo só agora seu ótimo trabalho com o blog, mas como diz o ditado "antes tarde do que nunca" né? Parabéns pelo seu conteúdo, estou gostando de tudo o que vi... Abraço!

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  14. Ótimo matéria Cosmão!

    Continue nesse caminho hein;

    Grande abraço!

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  15. Parabéns pelo blog,adoro essas matérias de jóia esquecidas, e tava procurando algo de game boy/color, já botei na lista o Rolan´s Curse, jurava que esse Blaster Master era sequência do original, que bizarro, sequencia do Robo Warrior que é um baita jogo obscuro tbm, Links Awakening é um dos melhores Zeldas pra mim,só parei quando terminei, isso que sempre largo meus zeldas na metade, e esse Donkey Kong é muito bom e viciante, vida longa ao blog, sempre!!!

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  16. Que post incrível!
    Parabéns pelos 10 anos de blog Cosmão!!
    Foi uma grande satisfação poder ler seus posts durante todo este tempo \o/

    Grande abraço!!

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