segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ghouls'n Ghosts

Por: Capcom
Ano: 1989
Gênero: Ação
Também para: Amiga, Amstrad CPC, Atari ST, CP System, Commodore 64, X68000, Sega Saturn, PlayStation, SuperGrafx, Master System, Virtual Console, ZX Spectrum
1-2 Jogadores


Imaginem a seguinte situação: estão lá, você e sua namorada/esposa/ficante, no maior amasso e, de repente, surge um demônio alado e leva sua amada pra algum lugar longínquo. Você não sabe lutar, você não sabe usar magias, muito menos manusear armas, mas estava no maior treco-treco no CEMITÉRIO À NOITE.

Picas, todos sabem que demônios adoram atacar durante à noite, estar num cemitério então, é pedir pra ter namorada raptada...

Enfim, esse é o enredo básico de Ghouls'n Ghosts, sequência de Ghouls'n Goblins, para Arcades e NES também. Controlaremos Arthur, o destemido herói equipado apenas com uma armadura e lanças infinitas que ele tira de sei lá onde, mas tira.

É um jogo básico de plataformas, onde temos que ir avançando pelas fases, matar chefões e continuar até destruir o demônio final e resgatar nossa pobre donzela. Mas, como o jogo é da Capcom, as coisas não são tão simples assim...

Em GnG, o objetivo principal é salvar a donzela em perigo, mas pra conseguir tal façanha, precisamos equipar Arthur com a melhor armadura e a melhor arma existente. Traduzindo: jogue 2x o mesmo jogo, passe pelos mesmos desafios pra só então acumular poder suficiente para derrotar Loki, o capeta supremo do mal maléfico.

Sim, assim que se destrói o chefe do castelo (uma mosca enorme), um guru ou sei lá o que diz que precisamos de um poder específico para poder enfrentar Loki, e nos envia gentilmente à PRIMEIRA FASE DENOVO !

A Capcom foi responsável por dezenas de mortes de controles na época (não sei se essa sacanagem acontecia nos arcades também), pois os jogadores destruíram controles em adoração ao demônio e largaram as donzelas que se lascassem nas mãos de Loki.

Pôxa, você corre pelas fases todas, desvia de ataques, mata monstros dez vezes maiores que você pra depois ter que refazer tudo denovo ? Não sei se a princesa vale tanto esforço assim...


Na parte técnica, temos um jogo sólido de plataformas do prazer, mas, como é feito pela Capcom, espere por muita dificuldade. Não é simplesmente sair matando defuntos e demônios pelas fases, é preciso calcular saltos e ataques se quiser progredir no game.

Arthur tem apenas 2 pontos de energia: se está com armadura e encostar no inimigo, perderá a mesma e ficará apenas de calção. Se tocar outro inimigo nessa condição vergonha, virará uma pilha de ossos. Baús estão espalhados pelas fases e surgem em momentos totalmente randômicos, seja quando pula, ataca ou simplesmente anda pelos cenários.

Esses baús também conteúdo completamente randômico, sendo, na maioria das vezes, um mago maldito que te transforma em pato (se estiver trajando armadura) ou num velho caquético (se estiver sem ela), aumentando em umas quinhentas vezes a dificuldade.

Essa transformação dura alguns segundos, o suficiente pra algum inimigo lhe tocar e transformá-lo numa pilha de ossos que enfeitará o cenário do jogo.

Falando em cenário, todos estão muito bem reproduzidos, cemitérios estão cheios de mortos enforcados (!), mortos ressurgindo dos túmulos, abutres e até guilhotinas que funcionam (e podem te matar, óbviamente). Já as outras fases são mais específicas criações originais, com etapas totalmente doidas como uma descida por uma corredeira onde MÃOS GIGANTES esperam para esmagar Arthur ou um passeio por um corredor cheio de ossos.

Os chefes seguem o padrão criativo da época: vão desde um gigante que arranca a própria cabeça para atacar com labaredas de fogo, passando por um leão voador e um verme enorme onde temos que destruir alguns pontos específicos.

O jogo tem gráficos bonitos, caprichados e detalhados. Inimigos e o próprio Arthur são bem bacanas, óbviamente com uma movimentação um pouco mais simples se compararmos com os jogos mais novos do Mega, mas ainda assim são bons. O som é clássico, com músicas que ficaram e marcaram uma geração de gamers na época, nada a reclamar das músicas e muito menos dos efeitos sonoros.


Por ser um jogo difícil, muitos sequer tentam e outros tantos param logo que sabem que precisam repetir toda a façanha pra ver o verdadeiro final. Uma boa notícia é que os desafios repetidos na segunda jogada são os mesmos e o jogador pode ter um Arthur melhor equipado para enfrentá-los, o que pode facilitar a segunda jornada.

A notícia ruim é levar um golpe, perder tudo de uma vez e ficar andando de calção pelo cemitério à noite...

Prós: gráficos bonitos / boa variedade de armas e fases
Contras: dificuldade bastante acentuada / repeteco de fases

Nota Final: 8.5



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5 comentários:

  1. Olha, Ghouls'n Ghosts é o sinônimo de foda, minha nossa, juro que não tenho paciência.

    Você conseguiu passar da primeira fase Cosmão? Puxa, então você já é meu herói!

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  2. Passei sim Sir Kao, com esforço, mas passei.
    E olha que eu joguei no Practice, nem imagino o inferno que é no Normal ou Hard...

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  3. O jogo é bom, só que é difícil pra caralho mesmo, nunca consegui passar da 1º fase...

    Dia desses vou pegar ele e levar mais a sério...

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  4. A paleta do Mega Drive é engraçada... esse jogo no arcade é todo escuro e sombrio, nesse console fica tudo coloridão, parecendo cartoon. E o jogo não é tão dificil depois que você pega o jeito.

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