domingo, 23 de agosto de 2015

Especial: Os 20 Jogos Revolucionários do Mega Drive



O Mega Drive, juntamente com o Super Nintendo, protagonizaram uma das maiores batalhas entre consoles de videogame da história. Foi nos dois que nasceram alguns dos ícones que permeiam até hoje os lares e as vidas dos apaixonados por videogames. E, se outros não nasceram neles, foram, pelo menos, aperfeiçoados à ponto de se tornarem versões definitivas. Esse é o caso de Super Mario World e Super Metroid, no Super NES, que vieram do Nintendinho e ganharam versões tão robustas que se tornaram verdadeiras jóias não só do console, mas de toda aquela geração.

Com toda aquela disputa no ar, era óbvio que muitos defendiam o Super NES, enquanto outros estavam do lado da Sega e bradavam que o Mega Drive, apesar de inferior tecnologicamente, tinha títulos que rivalizavam com seu rival mais novo. É, o Super NES tem algumas vantagens técnicas sobre o Mega Drive, isso é indiscutível, mas daí a resumir o 16 bits da Sega à um reles console que ficou na sombra da Nintendo é uma exagero digno de risos.

O Mega Drive lutou bravamente e recebeu, entre seus petardos mais conhecidos, alguns jogos que, se não rivalizavam de frente com o Super NES, conseguiam ser superiores até! E é esse o assunto do especial tão aguardado (e prometido, desde os tempos daquele especial de 100 jogos do Super NES) sobre o nosso querido Mega Drive, aqui no Shugames!


A lista é composta por alguns dos jogos mais bacanas do console, sem ordem de preferência, mas que segue algumas regras pra não ficar igual à tantas outras por aí. Levei em consideração fatores que determinam o quão bonito é o game, além de demonstrar efeitos e ter visuais não muito comuns ao console na época, que batiam de frente com os carros chefes do 16 bits da Nintendo. Além disso, alguns jogos inovadores eu fiz questão de incluir para demonstrar a ousadia da Sega na época, que nem de longe é lembrada nos dias de hoje. Outra coisa, de praxe no Shugames, é sempre tentar incluir nessas listas jogos menos conhecidos, então, não espere ver por aqui a série Sonic, por exemplo. Apesar de ser um exemplo de bom visual, atrelado à jogabilidade fluida e tudo mais, citar Sonic em listas de jogos do Mega é muito comum. Espero que todos apreciem os 20 Jogos Revolucionários do Mega Drive!



Tivemos dois jogos quase na mesma época e quase com o mesmo nome, tanto no Super NES, quanto no Mega Drive. Enquanto a versão do SNES era focada no desenho animado que passava na época (e foi desenvolvida pela Konami) e saiu um ano antes, o jogo do Mega Drive, feita pela novata Clockwork Tortoise, era mais no estilo Contra de ser: Batman e Robin pouco precisavam usar seus chutes e socos, a coisa era resolvida na base de projéteis por toda a tela. Isso gerava um contorcionismo do chip gráfico do Mega, para manipular tanta coisa se mexendo, aliada ao visual embasbacante do jogo como um todo.



Ambos os jogos são ótimos no que se propõe, mas, falando da minha opinião, a versão do Mega foi a que mais extraiu do sistema no que diz respeito ao "poder" do mesmo. Muitos efeitos mostrados em Adventures of Batman & Robin do Mega Drive não são vistos com facilidade em jogos do Super NES, por exemplo. A própria velocidade do jogo é questionável no console da Nintendo, famoso por ter um chip mais lento que o do Mega Drive (blast processing, bitch).





O SNES, sem sombra de dúvidas, recebeu um jogo que seria um clássico por gerações: The Legend of Zelda - A Link to the Past. Em contra partida, a Sega nunca teve um jogo similar ao Zelda para lançar em seus consoles. Beyond Oasis foi o que mais chegou perto disso, mas hoje resolvi citar Crusader of Centy que, pra mim, veio justamente para preencher essa lacuna. Ele realmente é bem parecido com seu inspirador, mas tem suas singularidades interessantes.



Crusader of Centy faz bastante uso de animais pro jogador conseguir avançar no jogo. Muitos puzzles são solucionados usando esses bichos, diferente de Zelda, onde acessórios são requeridos pra poder avançar. Talvez esse ar mais infantilizado tenha feito com que Crusader of Centy não tivesse o respeito merecido, mas ele figura como um importante jogo do Mega Drive, provando que, com dedicação e conhecimento, o console da Sega não devia nada à Nintendo na época.





Comix Zone é mais um jogo da boa safra de jogos ousados lançados em 1995 pro Mega Drive. Feito por um estúdio interno da Sega (Sega Technical Institute, os mesmos criadores do lendário Kid Chameleon), o jogo abrange as aventuras de um desenhista de quadrinhos que foi tragado pra dentro da própria história. O jogo funciona como um beat'em up lateral, com grande destaque para o avanço e mecânicas adotadas, as quais os produtores fizeram questão de deixar o jogo com cara de história em quadrinhos realmente, com páginas virando ao se terminar fases, protagonista arrancando o papel de fundo para atacar, etc.



O jogo, apesar de curto, não é fácil. Saber administrar os recursos encontrados no jogo, como facas, bombas, poderes especiais e até o seu ratinho Roadkill são a chave para que Sketch Turner escape ileso de sua própria história e destrua o vilão que ele mesmo criou. Foi e é, certamente, um dos jogos mais criativos já feitos, sempre lembrado principalmente por quem conseguiu desfrutá-lo na época.





Mickey Mania saiu para Super NES e Mega Drive (além de outros consoles posteriormente), mas é visível a diferença entre ambos. Enquanto que no Mega, detalhes visuais e sonoros afloram por todo lado, a versão do SNES parece que foi feita na correria, apenas pra provar que o 16 bits da Nintendo também possuía o jogo. Detalhes como a chuva no início do jogo, efeitos sonoros, fases descartadas e até presença de loading times na versão do SNES contribuíram para que, naquela época, a versão do Mega Drive se tornasse muito mais popular nas locadoras.



Mickey Mania está recheado de momentos marcantes, pelo menos pra mim, que joguei muito esse jogo na época. Desde a fase inicial, mostrando a origem do personagem, ainda em preto e branco, passando pelas cores que vão surgindo no cenário, os efeitos da torre girando enquanto descemos escadas, o casarão mal assombrado, aquele jardim enorme e muito colorido, a corrida do alce, etc. Até hoje o game é bem lembrado e muito querido, mesmo com versões superiores visualmente como no Playstation, a versão do Mega sempre é lembrada como a definitiva dos 16 bits.





Misadventures of Flink saiu para diversos sistemas na época, como o Sega CD e Amiga CD, além dessa excelente versão para o Mega Drive. Em se tratando de diferenças, elas são mínimas entre as versões, o que é notadamente um mérito para o jogo do 16 bits da Sega, que carregou nas costas um game com um visual tão marcante como esse sem perder sua essência das versões em CD. O jogo é no melhor estilo plataforma, mas é quase que completamente obscuro, sendo conhecido principalmente por quem jogou a versão de Sega CD ou Amiga CD na época.



Dos mesmos criadores de Flink, Adventures of Lomax, para Playstation, serve quase como uma sequência ou, para alguns, como remake dessa versão para Mega Drive. O game segue quase o mesmo padrão, mas sendo muito mais bonito no visual e contando com algumas novidades como seguir para o fundo do cenário.





Bloodlines figura nos consoles da Sega como o único Castlevania tradicional já lançado (o segundo foi Symphony of the Night, pro Sega Saturn). O jogo também carrega o título de primeiro Castlevania a não se focar totalmente no Castelo do Drácula ou na Transilvânia, sendo que sua exploração se dá por toda Europa. Nele escolhemos entre dois protagonistas, um deles inclusive, Eric Lecarde, só foi dar as caras denovo na continuação pro Nintendo DS, mas não de forma jogável.



O jogo é carregado na violência, com sangue e tripas pra todo lado já na fase introdutória. O que se segue é um espetáculo visual vasto, que preza pela variedade de cenários da Europa, não se fixando somente em salas do Castelo. Norris ou Lecarde percorrem planícies, aquedutos, cavernas e tantos outros cenários variados que fazem de Bloodline não somente um capítulo à parte, mas um jogo tão memorável quanto os clássicos pros sistemas da Nintendo.





Alien Soldier é da Treasure, uma softhouse que foi muito parceira da Sega na época, produzindo um petardo atrás do outro pro Mega Drive e depois pro Sega Saturn. Em Alien Soldier, seu quinto jogo pro 16 bits da Sega, vemos muitos inimigos gigantes, animação extremamente fluida, um protagonista que usa diversos tipos de tiros diferentes e até a possibilidade de se escolher diversos formatos de HUD (indicador que mostra energia, arma selecionada, etc). Alien Soldier é um dos jogos mais bem feitos e bonitos do Mega Drive, mas pouca gente conseguiu aproveitar suas 25 fases, pois sua dificuldade é implacável!



O jogo é quase que inteiramente focado nas batalhas contra chefes, um mais diferente que o outro. Todos eles requerem uma forma de atacar, lacunas pra desviar de seus ataques, armas que facilitam a vitória etc. Cada um tem um jeito diferente de agir, o que obriga o jogador a aprender o game se quiser avançar e terminá-lo. Pros sortudos que conseguirem, o deleite visual das fases finais é o grande prêmio.





Aladdin divide opiniões desde quando todo mundo conseguiu por a mão nas duas versões disponíveis: a versão do Super NES, feita pela Capcom, e a versão do Mega Drive, feita pela Virgin. Antes de mais nada: AMBAS as versões são ótimas, tanto no visual, quanto nos controles, quanto na dificuldade e design de fases. Só que notamos um capricho diferenciado justamente na versão do Mega Drive, o que faz esquentar as discussões pela internet acerca desses dois petardos dos 16 bits.



Acontece que a Virgin, na época, teve a participação de desenhistas oficiais da Disney enquanto programava a versão do Mega. Unindo isso ao design já proposto pelo time da Virgin, resultou num game tão bonito que não fica velho! Aladdin do Mega Drive é um deleite visual, parece realmente que estamos jogando um desenho animado, tamanha a fluidez da animação dos personagens, inimigos, da paleta de cores, etc. Sabemos que visual não é nada sem um bom controle, sem bons desafios coesos num jogo. E Aladdin conseguiu reunir tudo isso no Mega Drive.





Lembro como se fosse ontem quando, após namorar por um bom tempo a capa do jogo, acabei por alugar esse Ecco the Dolphin. A primeira jogada, você fica meio receoso, afinal, controlar um simples golfinho não deve trazer muita adrenalina ou gerar aventuras inesquecíveis. Típico engano ao julgar o game pela capa: Ecco Tides of Time é um dos melhores e mais criativos jogos da biblioteca do Mega Drive.



Controlando Ecco, fazemos diversas missões, como abrir passagem pra uma baleia, levar um grupo de golfinhos de volta à uma parte reservada do oceano, destruir algum ser marinho maléfico, etc. Mas tudo é tão bem encaixado com o visual diferente e com a trilha sonora impecável que fica difícil de largar do jogo depois que se acostuma com seu jeitão diferente. Essa segunda versão em especial é mais variada que a primeira, não trazendo apenas fases no fundo do mar, como algumas coisas mirabolantes como túneis aquáticos flutuando e até um complexo labirinto cheio de caminhos tortuosos!





Pit Fighter foi um marco dos jogos de luta no Mega Drive. Diferente da cagada que fizeram na versão do SNES, o port pro Mega Drive ficou perfeito, respeitando, claro, as proporções do console da Sega. Som, visual, jogabilidade, tudo foi transportado de modo a não se mudar nada ou quase nada da versão original. O resultado? O jogo explodiu em popularidade no console, se tornando facilmente um dos games mais lembrados do Mega e um dos mais queridos também.



Inclusive a dificuldade do game nos arcades foi mantida no Mega Drive: são 3 continues, sem vidas e sem possibilidade de regenerar a energia! Então, são praticamente 3 barras de vida pra passar o jogo INTEIRO, ou então é game-over na lata! Esse ainda é um dos jogos mais difíceis de ser terminado na raça, tudo por conta do bebezão, aquele marmanjo que parece estar de fraldas acorrentado no cenário, ô ódio desse cara...





Se você gosta do clássico Space Harrier, com certeza vai se sentir em casa com Panorama Cotton. Mesmo com a Treasure arrancando sangue do processador do Mega Drive com jogos como Gunstar Heroes e Alien Soldier, a Sucess conseguiu uma façanha de criar um game em 3D com alguns efeitos que pareciam impossíveis de acontecer no Mega Drive. Infelizmente, Panorama Cotton é um jogo muito obscuro pro Mega Drive e hoje em dia vale uma fortuna um cartucho desses. Fico imaginando qual seria o estrago se esse jogo tivesse um mínimo de marketing na época e fosse lançado fora do Japão também.



O game funciona quase exatamente como Space Harrier: controlamos a bruxinha pelas costas, voando em sua vassoura enquanto desvia de obstáculos e atira em inimigos pelo caminho. A progressão gráfica do game é impressionante pros padrões do console, considerando que ele é inferior tecnologicamente ao SNES, fizeram um pequeno milagre.





Essa foi uma das eras de ouro da Konami, quando ela soltava um clássico atrás do outro e com o Hard Corps não foi diferente. A versão do Mega Drive foi baseada unicamente em seu chip gráfico de alta velocidade, para simular um mundo em pleno caos, com explosões acontecendo na velocidade da luz. Quase todas as fases de Hard Corps levam essa temática nas costas, desde a introdução, cheia de adrenalina e com um chefe gigantesco, até as outras mais longínquas, onde efeitos de zoom in/out e massivo uso de modelos poligonais são comuns.



Apesar de Contra 3 do SNES ser um clássico absoluto da série, Hard Corps sempre é relacionado quando se mencionam os melhores jogos da franquia. E quase sempre ele é citado pela sua ação frenética, diferente da jogabilidade mais cadenciada (e puxada pro original de NES) da versão do Super Nintendo.





Sempre fui fã dessa franquia, mas não cheguei a jogar o primeiro game dela. Comecei logo pelo segundo, quando vi na locadora a versão do Mega Drive. Anos depois, consegui experimentar a versão do Super Nintendo e, de cara, a primeira percepção é a velocidade reduzida do jogo, além da resolução nitidamente inferior à do Mega Drive. Além disso, alguns pormenores como diferenças gráficas (o retrato do carro no SNES é um quadradinho minúsculo) e no áudio (que funciona, como um todo, melhor no Mega Drive), fazem dessa a versão definitiva desse jogo.



Micro Machines ainda recebeu mais dois jogos depois desse, um para o Playstation e outro para o Playstation 2. Eu joguei e gostei muito de ambos, mas essa versão do Mega Drive pra mim ainda continua imbatível. São muitas fases, bem variadas, indo desde jardins, mesas, pias, salas até passando por praias e ruas.





Fazer uma lista de jogos revolucionários do Mega Drive e não citar Gunstar Heroes seria um pecado sem tamanho. O clássico, desenvolvido pela Treasure, arranca suspiros de jogadores até hoje, mesmo após 22 anos do seu lançamento. No game controlamos um herói (ou dois) com a missão de derrotar um ser maléfico e recuperar as gemas do poder que foram roubadas com o intuito de dominar o mundo. Para a missão, nada além de voadoras, socos, cabeçadas, rasteiras e tiros, muitos tiros pra todo lado.



Diferente de Contra, em Gunstar nossos heróis tem barras de energia, que são contadas por números ao invés do tradicional hud presente na maioria dos jogos. As armas dos heróis, que são 4 no total, podem ser misturadas de duas em duas, originando 10 armas diferentes pra se usar, além das 4 normais. Somando isso à fases extremamente criativas, chefes gigantescos, uma trilha sonora respeitável e firulas visuais de deixar qualquer moleque na época babando, Gunstar Heroes deixou sua marca no tempo não somente como um jogo indispensável do Mega Drive, mas como um dos melhores jogos de todos os tempos.





Se a sua praia é controlar poderosos mechas cheios de tiros especiais, Ranger-X (também conhecido como Ex-Ranza no Japão) é um prato cheio. Munido de um personagem que faz uso de diversas armas, jetpacks e possuindo uma espécie de moto que inclusive pode acoplá-la em si mesmo, o jogador terá que atravessar diversas fases atirando em tudo que vê e tentando à todo custo se manter vivo. O visual é um dos mais bonitos do Mega Drive, unindo sprites enormes, animação fluída e uma gama de cores que, na época, muita gente dizia que ultrapassou os limites do Mega Drive.



A dificuldade em Ranger-X também chama muito a atenção: não é um jogo nem um pouco fácil. Uma que sua mecânica de controle requer um bom tempo pra se aprender e outra que os inimigos em fases adiantadas são implacáveis. O próprio design de fases, mesmo no início que é um simples retão até cavernas cheias de túneis escondidos, com inimigos brotando de todos os lados, faz de tudo pra impedir o progresso do jogador, aumentando consideravelmente, fase a fase, a dificuldade em se vencer os desafios. Certamente, um jogo que todo fã do Mega Drive precisa ao menos experimentar!





Esse é mais um jogo desenvolvido pela lendária Treasure. Diferente de Gunstar Heroes e Alien Soldier, Dynamite Headdy é um jogo mais puxado pro lado infantil da coisa. Nele controlamos Headdy, um bichinho (que parece uma formiga) capaz de mudar o formato de sua cabeça e, com isso, conseguir explorar cenários e vencer inimigos pra por um fim nos planos de um diabólico ser que pretende escravizar todos de Puppet Town.



Mesmo com esse ar mais infantil que as outras obras da Treasure, Dynamite Headdy é consegue ser um jogo ousado e criativo. As diversas formas para a cabeça de Headdy dão uma grande variedade na jogabilidade do game. O visual passa a impressão de que estamos vivenciando uma grande peça de teatro, com um cenário de fundo tão rico em informações que é difícil não prestar atenção nele durante a jogatina. Fora isso, a dificuldade do game é relativamente alta, típico jogo que não se pode julgar nem um pouco pela capa.





Muita gente vê o Vectorman como resposta da Sega ao Donkey Kong Country, do Super NES. Tecnologicamente falando, isso pode até soar como verdade, mas, na minha opinião, ambos os jogos dividem tantas experiências únicas e diferentes que jogá-los no mesmo saco de comparações é um tanto quanto infantil e raso demais. Donkey Kong Country, com certeza, tem todo o mérito de figurar como um dos jogos mais importantes de todos os tempos, com um visual que deixa marmanjo da atualidade de queixo caído. Vectorman é um ótimo jogo de run & gun pro Mega Drive, mas nem de longe ele representou tanto pro console quanto a série da Rare no 16 bits da Nintendo. E nem por isso ele deveria deixar de ser reverenciado como um dos melhores games da época também.



Os maiores destaques de Vectorman vão pra, além do visual, pra criatividade dos criadores. A própria concepção do enredo e do personagem já é digna de palmas. O design de fases, unido ao vasto número de inimigos e tiros disponíveis, os controles precisos e dificuldade na medida, tornaram Vectorman uma espécie de ícone do console que, infelizmente, não alcançou o mesmo status na sequência e teve uma morte prematura. Tentaram ressuscitar a franquia no Playstation 2, mas, talvez por uma jogada do destino, foi melhor que ele continuasse reinando no Mega Drive.





Light Crusader é mais uma cria da Treasure. Dessa vez, os produtores atacaram com um RPG de ação tradicional, com um cavaleiro controlável, calabouços, puzzles e tudo mais que um bom jogo desse estilo pedir. O game é recheado de quebra cabeças por todo canto, usando uma visão isométrica que, pasmem, não atrapalha em nada os controles, diferente dos problemas encontrados em outro jogo parecido com esse, Landstalker.



A história do jogo é bem interessante também, começando com uma simples investigação de sumiço de alguns moradores de um vilarejo e explodindo com reviravoltas e visitas à lugares enormes e cheios de bifurcações. Light Crusader, infelizmente, saiu meio tarde, quase no final da vida do Mega Drive e por isso não é tão conhecido. Mesmo assim, recebeu diversos elogios e figura como um dos jogos mais memoráveis do Mega Drive, provando que em termos de variedade, o 16 bits da Sega estava cheio!





Jurassic Park divide uma história curiosa nos sistemas 16 bits mais famosos da época. Enquanto a primeira versão é um belo jogo de plataforma no Mega, no Super NES fizeram um jogo top view que também ficou legal, mas nem tanto. Já no segundo jogo, inverteram os estilos: top view no Mega com um dos visuais mais bonitos do console e um plataforma básico no Super NES. Em ambos os casos, é visível a qualidade superior no console da Sega. Em se tratando do primeiro game então, o negócio fica tenso pra versão do Super NES. O Mega Drive ainda recebeu uma versão logo após o original, chamada Jurassic Park Rampage Edition, que traz mais fases, animais e armas, mas não é dela que vamos falar hoje.



No primeiro Jurassic Park do Mega, controlamos tanto o arqueólogo Dr. Alan Grant quanto um Velociraptor, seguindo caminhos diferentes entre ambos. Apesar do caminho do Velociraptor nos entregar apenas 5 fases, é bem interessante ter essa opção de jogo bem implementada, afinal, isso só agrega variedade ao título. Com Dr. Grant, a jogabilidade é o tradicional pulo e tiro, com muitas fugas de dinossauros, perigos e uma dificuldade acima da média. Até hoje é um dos jogos mais reverenciados do console.





World of Illusion foi uma grata surpresa no Mega Drive. Quando todos acharam que a série Illusion tinha terminado no ótimo Land of Illusion, do Master System, a dobradinha Sega/Disney lançam no mesmo ano um dos jogos que mais recebeu elogios na época: World of Illusion, estrelando Pato Donald e Mickey Mouse. Unir Donald, um personagem marcante tanto nos desenhos quanto nos games pro Mega Drive e Master System, com Mickey, outro ícone de uma época, astro principal do clássico Castle of Illusion, num game de plataforma foi uma idéia, ao mesmo tempo, arriscada, genial e intimidadora. Arriscada pois, se o game não atingisse as expectativas, estaria ali enterrada qualquer possibilidade de novos games envolvendo a dupla. Genial, pois tudo saiu como deveria, o jogo é um dos mais bonitos não só do Mega Drive, mas de toda uma geração de videogames e intimidadora porque obrigou a Nintendo com a Capcom a se mexerem, nascendo disso outro jogo lendário, Mickey to Donald Magical Adventure 3, mas isso é assunto pra outro post futuramente.



World of Illusion segue a cartilha dos jogos de plataforma da época, mas com algumas diferenças interessantes. Para despachar os inimigos (que geralmente são transformados em outros seres inofensivos), Mickey e Donald usam uma capa mágica, não precisando pular sobre os inimigos (ou, como no caso do Castle of Illusion, usar a bunda pra sentar nos inimigos). Além disso, o game pode ser jogado tanto com Mickey sozinho, Donald sozinho ou com ambos, num multiplayer bem divertido. Nos três modos existem fases exclusivas tanto pro Mickey, pro Donald e para ambos, o que aumenta muito o fator replay do jogo. Com certeza, um jogo imperdível pra qualquer idade, seja na época ou seja nos dias atuais!

E com esse grandioso game eu encerro esse especial, que demorou para ser feito, mas está aí, registrado no Shugames! Espero que todos tenham gostado e apreciado o quão poderosa foi essa época dos 16 bits, quantos jogos lendários, que arrastaram os processadores de ambos os ícones dessa geração (Mega Drive e Super NES) ao limite. Essa postagem foi só um gostinho do que existe do bom e do melhor no Mega Drive e que muita gente pouco fala ou simplesmente não conhece.

31 comentários:

  1. Ótimo especial.Esse texto é fundamental para aqueles que tiveram Super Nintendo e jogaram pouco o Genesis.Muitas pessoas avaliam a biblioteca de um console geralmente apenas pelos jogos mais famosos.E isso gera distorções absurdas pela falta de conhecimento.Eu diria que com a popularização dos emuladores é quase que obrigação a pessoa que curte jogos antigos ter um entendimento mínimo,do quanto o Mega drive foi importante e necessário naqueles tempos.Eu digo mais.Se vc for mexer na biblioteca do PC Engine vai ter uma grata surpresa de quanto este console é fantástico também.
    Dos jogos citados eu destaco Ranger X,eu amo este jogo.
    Parabéns pelo texto Cosmão.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Ulisses. Eu já andei xeretando os jogos do PC-Engine e notei um sem número de ótimos shooters. Qualquer hora eu vou preparar um especial sobre ele aqui.

      Excluir
    2. Opa,anotado aqui.Este console rende um especial com certeza.

      Excluir
  2. Muito bom! Eu incluiria mais alguns games aí (como o Sonic 3 & Knucles por causa da tecnologia lock-on, o Chakan e seu sistema de poções, Cyborg Justice que permitia arrancar partes do inimigo e colocar no lugar das suas próprias, Jewel Master e seu sistema de combinação de anéis, Kid Chameleon que com seu sistema de troca de poderes é praticamente o Ben 10 da Geração Mega Drive e X-Men que precisava apertar o reset numa fase pra continuar), mas a lista está excelente!

    Um detalhe: o Mickey Mania de Mega Drive é a ÚNICA versão do game que tem uma fase secreta, a da banda!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sonic & Knuckles realmente foi bem inovador com esse lance do lock-on e Kid Chameleon por pouco não entrou, juntamente com Pocahontas, outro jogo bem criativo e que vejo ser bem pouco citado por aí.

      Mickey Mania do Mega é a versão definitiva do jogo. No PSX e Sega CD o jogo tem um visual melhorado, mas me dá a impressão de que são mero ports da versão do Mega.

      Excluir
  3. Obrigado por mais um ótimo texto!

    Suas seleções são sempre úteis e me parecem leitura obrigatória!

    Abç

    http://scantorrents2.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Valeu, já estou providenciando o link do seu blog aqui no Shugames.

      A propósito, só hoje pude dar uma olhada com calma no seu conteúdo, tem muita coisa bacana por lá em, terminando uns downloads aqui vou pegar algumas coisas!

      Excluir
  4. Acrescentaria RISTAR THE SHOOTING STAR, mas a lista está ótima. Belo trabalho!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ristar é um dos jogos, pra mim, mais bonitos de todos os tempos. Só não foi citado na lista por ser um jogo bem conhecido e eu priorizei jogos menos badalados.

      Excluir
  5. Algumas considerações:

    Pit-Fighter. Acho curioso como o jogo é subestimado hoje, sendo que na época do seu lançamento ele até monopolizou um pouco as atenções, quase na mesma proporção que Street Fighter do Super Nintendo no ano seguinte. Era realmente o arcade dentro de casa, seus defeitos ficavam ofuscados perante a impressão gráfica que surpreendeu o pessoal na época. Além de tudo, era divertido e politicamente incorreto, a gente na época não precisava de mais nada.

    Panorama Cotton. Esse jogo não é de Mega Drive, ponto. Nem de 16 bits. Não pode ser... o visual é incrível demais! Sem brincadeira, ele explora bem os limites de console que você pode mostrar para alguém que não o conhece e dizer que é do Sega-CD, ou do Saturn, que ele vai acreditar.

    Gunstar Heroes. O pessoal fala que os jogos do Sonic é que definem o console da SEGA. Certo, até porque o personagem virou ícone. Mas se fosse para mim escolher um jogo que é A CARA do Mega eu diria que é Gunstar. O som é pauleira e a ação é, sem melhor palavra para definir, frenética. É muita coisa acontecendo na tela ao mesmo tempo, e cheio de tiros, explosões, tudo sem slowdown. Essa ação e velocidade é deveras impressionante.

    Ex-Ranza. Me recuso a dizer Ranger-X porque o cartucho que aluguei vinha com o nome japonês e foi uma surpresa tão positiva que até hoje tenho um carinho especial por esse jogo. Ele é fluído, variado, difícil e com belos gráficos, usando muitos recursos interessantes como falsos 3D muito convincentes. Confesso que fiquei muito impressionado com a fase que você tem que subir um prédio, sendo toda ela um desafio na vertical, com muitos tiros, vidros quebrados e quedas vertiginosas com o combustível do seu jet pack acaba que você precisa parar uns segundos para recuperar o impulso. Ah, boas memórias...

    Light Crusader. Na verdade só o citei para dizer que gosto muito de Landstalker... o que só me deixou mais interessado ainda no jogo da Treasure.

    World of Illusion. É difícil dizer isso porque vou acabar sendo injusto com inúmeros jogos que são clássico sensacionais que divertem até hoje... mas World of Illusion é o melhor jogo da Disney. Pelo menos para mim. Pois foi uma das experiências mais agradáveis de jogar videogames que já tive.


    Fora da lista alguns jogos que me impressionaram:

    Hellfire. Tecnicamente... nada. Mas sua dificuldade é legendária. Dei um jeito de citar.

    Joe Montana Sports Talk Football 2. Para mim, no Mega, só perde para o Tecmo Super Bowl em termos de jogo de Futebol Americano - não gosto muito de Madden. Mas o destaque é que o jogo é narrado. Tudo bem, é uma voz mecânica e monótona, mas é o primeiro que lembro de ter essa função tão ativa ao ponto de destacarem no título.

    Monster World IV. Menos conhecido jogo da série "Wonder Boy" - bom, aqui é uma "Wonder Girl" - é impressionante graficamente e muito divertido. Acho estranho que pouco se comenta sobre ele.

    M.U.S.H.A. Aleste - tudo o que eu disse sobre Gunstar Heroes se aplica aqui. Tudo! Apenas transportado para um shooter com uma das melhores e mais pauleira trilha sonora do console.

    Pulseman. Por que não citaste Pulseman? Aliás, por que ninguém cita esse jogo? Por que não fizeram continuação!? Dúvidas, oh! dúvidas...

    Thunder Force IV. Nunca deixo de me impressionar tecnicamente com esse jogo. Gráfico, fluidez, som, jogabilidade... tudo parece ser demais para o Mega que o executa com perfeição.

    Virtua Racing. Outro jogo em que você olha para o cartucho e se pergunta: "o que ele está fazendo no meu Mega Drive?". Muito à frente do seu tempo.

    Yuu Yuu Hakusho - Makyou Toitsusen. Qual jogo de luta da era 16 bits permitia uma luta com 4 jogadores 2 contra 2?

    Resumidamente (?), é isso.


    Onyas "Gray Fox" Claudio

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Monster World IV, Thunder Force IV e Virtua Racing (assim como o Ristar citado cima pelo "Anônimo") quase estraram pro especial, mas resolvi deixá-los de fora em prol de outros jogos que considerei mais importantes pro console.

      Sobre Gunstar, concordo totalmente com você. Se me perguntassem sobre algum jogo que definisse a cara do Mega Drive, certamente citaria Gunstar Heroes.

      Excluir
  6. O Misadventures of Flink dizem que a versão do Sega CD é melhor, melhor até mesmo que as versões pro Amiga e pro DOS (tá aee uma ideia pra próxima, um top 20, top 30 de games do Sega CD).

    Ranger-X é um jogo que costuma ser subestimado, achei merecidíssimo a posição que ficou. Agora uma coisa curiosa, afinal de contas, o jogo é fácil ou difícil? lembro de te-lo pego uma vez, joguei no easy, consegui chegar na quarta fase. Não joguei mais, pq não tive tempo. A dificuldade me pareceu moderada, embora no easy né... fácil... hehe

    Alien Soldier assim como World of Illusion tem uma jogabilidade complexa para época, não a toa que WOI ficou em primeiro lugar.

    Agora, só penso ser um pouquinho absurdo, não ter nenhum shmup num top 20 de revolucionários do Mega. Games como Thunder Force 3 e 4; e Gaiares estão entre os maiores shmups da história e foram muito revolucionários. Fora que o Mega se destacou mais pelos seus shmups do que RPGs. E pq você não colocou Sonic? foi proposital? :P

    Boa lista, boa análise. Que eu tava esperando um bocado pra ver. XD

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Guilherme: shmups não apareceram no especial porque... em breve você saberá :D

      Sonic não entrou por ser óbvio demais. Em quase toda lista que eu elaboro, procuro colocar os jogos menos conhecidos da galera, pra justamente mostrar pro pessoal que tem muita coisa além de Sonic, Streets of Rage, etc.

      Excluir
    2. Huuuuuummm imaginava que esse lance do Sonic fosse isso mesmo.

      Excluir
  7. Boa lista, na minha acho que entraria Virtua Racing por ter dado um "upgrade" na ideia do Super FX, e certamente entraria Sonic & Knuckles. O momento contemplação de Vectorman pra mim eram os efeitos de iluminação, quando atiramos num lugar meio escuro, por exemplo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Virtua Racing e Sonic Knuckles QUASE entraram, mas resolvi tirar os dois pelo mesmo motivo que citei na resposta acima: são extremamente conhecidos do público e o intuito da lista era mostrar jogos menos falados ou menos conhecidos.

      Excluir
  8. Ai sim viu só jogão bom ai hein gostei de ler a respeito de cada um não cheguei a jogar nenhum deles.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tem muita coisa boa pra descobrir então hehehe!

      Excluir
  9. O Mega Drive pode perder em muitos quesitos técnicos quando comparado ao SNES, mas seus jogos apresentavam muita variedade e até evitavam a neura de censurarem coisas como aconteceu no SNES.

    No Mega, a Sega já conseguia portar bem seus arcades para suprir a necessidade de seus consumidores em quererem ter aquela experiência nos game centers. Na concepção de jogos mais domésticos, a biblioteca do sistema é bem interessante com uma variedade balanceada de jogos puxando muito o lado japonês quanto o americano.

    Acho que ele perdeu terreno quando portaram o SFII no Super e também porque as sequências de títulos do NES ficaram muito competentes tipo Zelda ou Super Metroid. Também tinha uns estúdios que desenvolviam versões bastante ordinárias pro 16 bits da Sega e com isso veio a propaganda ruim para ele, com os jogadores comparando versões.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O grande trunfo, principalmente no início do Mega Drive, era a propaganda de "ter um arcade em casa". Funcionou extremamente bem no início, com Altered Beast, Golden Axe e Alien Storm com conversões excelentes pro console.

      SF2 foi realmente uma pedra no sapato da Sega por um bom tempo, mas não acho que ele foi decisivo no mercado. O Mega Drive se virou muito bem com o que tinha em mãos, talvez o SF2 deu o empurrão necessário pro SNES deslanchar de vez, mas ambos os consoles tem o mérito de terem pertencido à melhor geração de videogames que já existiu!

      Excluir
  10. Especial mais do que sensacional, Cosmão!

    Apesar de conhecer quase todos da lista, fiquei curioso com alguns e qualquer hora eu vou dar uma olhada.Eu adoro essas indicações de listas em que títulos mais obscuros são apresentados, ao invés dos mais badalados.

    Eu tive um Mega Drive, mas não pude curtir muitos games, só que por sorte, onde meu pai locava os cartuchos havia muita coisa underrate, enquanto Sonic e outros mais famosos nunca estavam disponíveis.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Valeu Diogo! A intenção dessas listas (ou pelo menos da maioria delas) é justamente indicar jogos mais desconhecidos. Eu aluguei muita coisa underrated na época também, muitas vezes induzido pelas capas dos jogos hehehe!

      Excluir
  11. Que artigo impressionante! Parab, Cosmão!

    ResponderExcluir
  12. Ótimo texto! Nostálgico pra mim porque já tive um Genesis na adolescência, joguei vários games naquela época e concordo que ele tem sua relevância e suas joias raras. Entre esses que você comentou, conheço alguns e tenho curiosidade quanto a The Misadventures of Flink e Castlevania Bloodlines. Vale mencionar que Toejam & Earl (os dois games), Quackshot e Flasback: The Quest for Identity também são excelentes e têm uma boa dose de originalidade. O Mega Drive ou Genesis tem uma página bonita na história dos jogos eletrônicos.

    ResponderExcluir
  13. Gostei da sua relação, concordo com o Guilherme, jogos de nave do mega são incríveis, jogo até hoje, tenho Thunder Force 3 e 4, Gaiares, Raiden, Steel Empire, Heavy Unit, Gley Lancer, Ex Ranza, entre outros, também tenho Sonic Wings e R-Type 3 de Snes, tenho os dois consoles, mas no quesito jogos de nave, mega atropela o Snes, Thunder Force 4 é animal.

    ResponderExcluir
  14. Ótimo post, Cosmão. Mas para um console com tantos clássicos como o Mega Drive, seria necessário expandir em muito a seleção. Faltaram Shining Force I e II, Toe Jam & Earl, série Streets of Rage, Beyond Oasis, LansStalker, Strider, Gargoyles, Pocahontas, Monster World IV, Phantasy Star IV, Kid Chameleon, Pulseman, Quackshot, Road Rash 1 e 2, Super Monaco GP I e II, X-men 2: Clone Wars, Desert Speedtrap, Dick Tracy, Shinobi III, The Revenge of Shinobi, Shadow Dancer, Quackshot, Buster Hidden Treasure, Castle of Illusion, Rolling Thunder 2, Ristar, Thunder Force IV e Ethernal Champion, Spiderman vs. the Kingpin, Word Series Baseball, Greateast Heavyweights, Golden Axe, Moonwalker, Shadowrun, Yu Yu Hakusho: Sunset Fighters, Lakers vs Celtics, The Immortal, Dune II, Spot Goes to Holywood e Pirates! Gold só para citar alguns exemplos de jogos revolucionários que não poderiam ter ficado de fora. Não concordo com esses comentários sobre a superioridade técnica do hardware do snes. Ele era apenas mais recente e essa ideia foi fruto de um pesado marketing feito na época. Hoje sabemos que o Mega teve os melhores jogos exclusivos e também a melhor versão da maioria dos jogos multiplataforma. Aliás foi no Mega que surgiram grandes clássicos multiplataforma. A maioria das melhores trilhas sonoras foram feitas para exclusivos do Mega e vários jogos narrados foram produzidos para o console da Sega. Apesar de toda a propaganda sobre o hardware, até os melhores jogos de ação snes sofriam de slowdowns, gráficos"esticados"/deformados e baixa resolução. O lance de ter mais cores também não deixa de ser uma propaganda enganosa, já que na prática os programadores dos jpgps de Mega usavam outros recursos para superar em muito o teórico limite de cores simultâneas na tele, além de efeitos como o blur e scalines das tvs de tubo para aumentar em muito essa capacidade (o que é difícil de emular hoje em dia). O Mega sem necessidade de chipfx extra e o tal mode7 podia fazer os efeitos de starfox e mario kart, como já está mais do que provado. Outro mito que precisa ser derrubado é que o snes vendeu mais. O superfamicon só foi mais vendido que o Mega Drive no Japão e só. Fora isso, no mundo inteiro o campeão de vendas foi o nosso bom e velho Mega.

    ResponderExcluir
  15. Excelente artigo!
    É por essas e outras que o Mega Drive sempre será meu console favorito!

    ResponderExcluir
  16. Excelente artigo!
    É por essas e outras que o Mega Drive sempre será meu console favorito!

    ResponderExcluir
  17. Bom artigo. O que são as divergências de opinião, não é? Eu acho o Jurassic Park de Mega horroroso, uma jogabilidade péssima, um jogo básico de plataforma, inferior até que o Jurassic Park 2 de Snes... Chatíssimo! Já o de Snes "top view", achei milhões de vezes melhor. além da visão top view, ainda tem as fases em primeira pessoa que foi uma baita inovação na época.

    ResponderExcluir