segunda-feira, 7 de março de 2011

Michael Jordan Chaos in the Windy City


Poucos jogos misturaram os gêneros plataforma com esporte. De cabeça, só consigo me lembrar de dois deles: Soccer Kid, que pretendo analisar em breve, e este que vos apresento hoje, Michael Jordan Chaos in the Windy City. Aliás, misturar não deve ser algo difícil, o problema é fazer o jogo fluir naturalmente enquanto o personagem na tela tenta manter a bola nos pés ou, no caso, nas mãos.


Se existe um game que tenha conseguido essa façanha, esse game foi Chaos in the Windy City. O jogo, além de ter gráficos bacanas, tem uma jogabilidade suave, com controles simples, apesar de numerosos. Jordan tem a missão de salvar seus colegas de quadra, enquanto tenta desfazer o plano do diabólico Maximus Cranium. Para isso, percorrerá diversas fases tendo apenas sua habilidade e sua bola de basquete como arma.

a aranha, inimigo comum nessas primeiras fases e Jordan enterrando em uma cesta

Mas, como estamos falando de videogame, um toque à mais não faria mal nenhum, não? Pois é, a arma de Jordan não é uma simples bola de basquete, e sim, várias delas, cada uma com um poder diferente.

Conforme avançamos no jogo, encontramos algumas bolas de cores e efeitos diferentes, imprescindíveis para o avanço no mesmo. São oito bolas que coletamos no jogo, aí vai uma breve explicação de cada uma delas:
Bola comum: já começamos com ela, é a mais básica e infinita;
Bola de gelo: como o nome já diz, congela inimigos, que podem servir de plataforma por um curto espaço de tempo;
Bola de fogo: mais forte que a comum, ainda deixa um rastro de fogo no chão se jogada com uma enterrada;
Bola roxa: rebate pelo cenário;
Bola branca: vai e volta, servindo inclusive para pegar itens pelo cenário em locais de difícil acesso;
Bola de ouro: atravessa paredes e segue inimigos;
Bola de ferro: pesadíssima e bem forte, cai no chão e sai rolando matando tudo pela frente;
Bola quente: explode ao fazer uma enterrada, acertando tudo na tela;

atacando um olho gigante e salvando um dos seus colegas de quadra

Por aí eu já poderia dizer que o game, se tivesse controles ruins, pelo menos seria variadíssimo. Mas, pelo contrário, os controles do jogo são bons. Jordan pula, faz enterradas, corre e arremessa bolas, tal qual fez a vida toda nas quadras. Além disso, existem chaves coloridas que abrem portas espalhadas por todas as fases. Algumas portas escondem itens, outras vidas, outras novas bolas, ou até mesmo os camaradas de Jordan, que estão apriosionados pelos estágios. Portanto, vasculhar o cenário em busca de itens e chaves é lugar-comum no jogo.

a única forma de acertar a enguia elétrica é desta forma, com enterradas
ao lado, formando plataformas dos inimigos, com a bola de gelo

Além de chaves e bolas poderosas, Jordan ainda junta moedas (100 valem uma vida) e pode praticar suas enterradas em cestas espalhadas pelo cenário. São vários os efeitos de cada cesta, sendo o mais comum liberar moedas ou chaves novas. Algumas explodem a tela, matando inimigos e outras ainda servem como checkpoints, quando a tabela se transforma em cacos de vidro.

o primeiro chefe (feito de bolas de basquete) e o estágio intermediário, 
por onde Jordan tem que passar detonando alguns paparazzos pentelhos

O jogo é dividido em um mapa enorme, que por sua vez esconde estágios com umas 7 fases cada um. Ou seja: é um jogo LONGO e deveras cansativo. Pelo menos embutiram um sistema de password entre os estágios, nada mais justo. Ainda assim, é preciso passar cerca de 6 ou 7 fases (dependendo do mapa do estágio) para ter direito à uma senha.

o mapa do primeiro estágio e as fases dele

Os botões tem uma boa resposta, apesar do jogo pecar um pouco no pulo. Como o personagem é bem alto, algumas quedas são difíceis de evitar, principalmente em plataformas curtas, como acontece muito lá perto do final do primeiro mapa. Mesmo assim, o jogo fornece checkpoints em algumas cestas, aliviando um pouco a frustração. A disposição dos botões no controle do SNES ajuda um pouco também, sendo que o R serve pra mudar as bolas, com o L se corre e o Select troca-se as chaves disponíveis, sem segredo algum.

a fase do laboratório esconde algumas armadilhas e novos inimigos

Chaos in the Windy City não tem músicas cativantes. Na verdade, mal se ouve músicas durante as fases, apenas quando se morre ou se termina uma fase, uma música padrão toca. Os efeitos sonoros são básicos também, não apresentando nenhuma novidade. Os inimigos não fazem barulho algum, apesar de que, nem muito variados eles são, se repetindo à todo momento nas fases. Vão desde aranhas gigantes até olhos voadores no primeiro mapa, jogadores de basquete, apitos gigantes e robôs no segundo, e assim por diante.

muitas plataformas, armadilhas e inimigos robóticos aos montes no laboratório e na fábrica

Talvez a maior dificuldade do jogo seja achar a saída ou as chaves necessárias pra escapar. Existe uma certa interatividade com o cenário, como alavancas que devem ser acertadas, elevadores e botões, tudo do modo mais simples de ser usado. Alguns inimigos devem ser abatido de formas diferentes, como o jogador de basquete, por exemplo, só é acertado em cima da cabeça, obrigando o jogador a praticar as enterradas de Jordan.

o corredor final e Jordan se equilibrando na última fase do mapa

Finalizando, conheço muita gente que não dá nada pra esse jogo, acha estranho a mistura de gêneros, meio complicado e tantos outros motivos, eu também pensava assim. Foi só dar um tempo pra ele, jogar um pouco e pegar as manhas, para descobrir um profundo jogo de plataforma, com muita variedade de fases e de armas, deixando muito jogo dito "famoso" no chinelo.

Prós e Contras:
+ variedade de ataques e design de fases bacanudo;
+ o jogo vem recheado de fases e de lugares secretos;
- o salto ficou meio estranho;
- algumas fases são enormes e por este motivo o jogo acaba cansando;

No final das contas, Chaos in the Windy City pode servir tanto como um simples passatempo, como um jogo extremamente profundo, tudo por conta de suas fases enormes e cheias segredos. Sua jogabilidade variada por conta das bolas multi-poderosas oferece uma enorme variedade de gameplay, mesmo com seus problemas nos controles.

6 comentários:

  1. Outro jogo do genero:

    The Hurricanes

    do Snes!! Um plataforma de futebol!!

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  2. Tem tb "Marko´s Magic Football" para Mega Drive e Um jogo estrelado pelo David Beckhan para GBA

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  3. Tem também o tosco jogo de luta Shaq-Fu para várias plataformas. Não é de plataforma, mas vale pela mistura.

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  4. Lembro de ter jogado esse jogo no SNES na época e de ter gostado bastante. Aliás, boa review.

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  5. Nossa, bem diferente esse jogo. Realmente eu só o conhecia o Soccer Kid também.

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  6. Tinha o jogo no Snes, muito longo, difícil... Mas é muito bom...

    ErivandoXP

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