sábado, 20 de agosto de 2011

Mighty Final Fight (NES)


Nenhum outro jogo representou tão bem as lendárias brigas de rua nos 8 bits como a série Double Dragon. Famoso nos arcades, as versões do clássico de pancadaria chegaram aos 8 bits para alegrar todos os amantes de uma boa briga, já que agora poderiam distribuir sopapos e voadoras no conforto do sofá da sala. Apesar de todo o sucesso, Double Dragon não foi o único no NES. A Capcom, ousada como sempre, resolveu inovar e lançou uma versão bem diferente de seu sucesso dos arcades, Final Fight, para Nintendinho. Só que, para comportar tal jogo de modo satisfatório, modificações tiveram que ser feitas e disso nasceu o curioso Mighty Final Fight.


Mighty Final Fight nada mais é que um Final Fight em SD (super deformed), ou seja: os mesmos lutadores dos arcades em miniatura, combatendo inimigos também em miniatura. Desnecessário dizer o quão simpáticos ficaram Guy, Haggar e Cody nesse formato, mas Mighty Final Fight foi muito além do que simplesmente um visual chamativo. O jogo engloba quase todas as fases do original, dadas as devidas proporções. Os inimigos se repetem à exaustão e os cenários pouco mudam ou variam. Mesmo assim, o jogo é cativante e metade desse charme se deve ao bem feito sistema de combate.

a trinca mais famosa dos brigões de rua

Ao escolher um dos três personagens, o jogador avança pelas fases enquanto derruba os oponentes com os golpes básicos de todo jogo desse tipo. Como o NES tem menos botões, foi reservado um botão para combear e outro para saltar, sendo que os dois juntos fazem as vezes do golpe especial, que naturalmente consome uma certa quantia de energia. Além disso, voadoras e agarrões também estão presentes. Mas além disso tudo, o jogo oferece um interessante sistema de evolução.

Cada personagem abatido dá pontos de experiência que evoluem o personagem e, consequentemente, vai liberando mais golpes para o seu acervo. Nesse sentido podemos dizer que, conforme a evolução, Haggar pode agarrar de formas diferentes os inimigos, Guy pode combear mais rapidamente que o normal e Cody pode até lançar uma espécie de hadouken em níveis mais altos.

enquanto Guy faz uma bicicleta com o inimigo, 
Haggar ensina como destroncar colunas no pobre Andore

Todo esse sistema foi muito bem implementado para não ficar apelativo. O jogo oferece uma boa dose de desafio enquanto diverte, algo primordial em um jogo desses. Sendo da Capcom então, espere por arrancar os cabelos nas fases finais. Os personagens tem um limite de evolução que termina no level 6, mas chegar lá dá um bocado de trabalho. Cada inimigo abatido dá cerca de 4 pontos de experiência, salvo se você detoná-lo com algum golpe mais estiloso, como agarrões e etc. Buracos do cenário dão apenas 2 pontos por inimigo e assim por diante. Portanto, se quiser evoluir rapidamente, é bom treinar nos inimigos iniciais e evoluir o máximo que puder antes das fases finais.

se lembram do Trasher (Damned no Japão), o primeiro chefe do Final Fight 1? 
Pois é, ele volta aqui, mas sem a gangue para ajudá-lo!
ao lado, Cody desferindo um shoryuken no pobre inimigo

Inimigos clássicos também aparecem por aqui, como Sodom, Trasher, Andore entre tantos outros. Todos os personagens são bem desenhados e, mesmo em SD, são facilmente reconhecíveis. Os cenários pecam em não ter nenhum tipo de movimentação, mesmo os fundos são completamente estáticos. O som corresponde com algumas músicas refeitas pros 8 bits do NES, mas mantém a qualidade no geral.

o hadouken de Cody e Guy dando uma voadora no Sodom

Acredito que o bacana mesmo do jogo é o lance de evolução e aprender aos poucos a detonar cada tipo de inimigo. Como não são muito variados, tudo pode acabar enjoando com o tempo, principalmente nas fases adiantadas que pedem mais atenção. Todos os chefes oferecem diálogos engraçados e, muitas vezes, com opções pro jogador escolher, influenciando ou não no enredo e nas lutas.

o jogo ainda tem algumas armas arremessáveis escondidas
à direita, Haggar aplicando sua famosa voadora com os dois pés

A Capcom deveria ter investido nessa franquia nos dias atuais, lançando uma versão atualizada, adicionando o mini Carlos ao trio e melhorando o sistema de evolução. Might Final Fight é mais um jogo que surgiu quase no final da vida do Nintendinho e poucas pessoas acabaram conhecendo, o que faz dele ainda mais especial e raro.

Resumão:
+ super deformed deixou tudo muito simpático;
+ a melhoria nos golpes pelo sistema de evolução;
- falta variedade de inimigos;
- sem opção para 2 players;

Final Score: 7.0

10 comentários:

  1. Que charmoso que ficou!!!

    Muito fofo o Cody mini.
    Agora... sobre investir em BEAT 'EM UP nos dias atuais é complicado. Queria um Final Fight parecido com GOW

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  2. Esse jogo (an versão NES mesmo) mão é é desconhecido, muito pelo contrario.

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  3. Desconhecia esta versão do jogo por completo, aqui está um jogo que ia adorar jogar.

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  4. Eu adoro esse jogo! Volta e meia eu abro o emulador de NEs e me divirto horrores com ele.

    Foi uma saída estilosa e bem apropriada ao NES da Capcom usar os gráficos SD para os personagens e, com isso, tornar o jogo adaptável para o NES, além de dar um tom mais brincalhão (sem deixar de lado a dificuldade).

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  5. Muito fodaaaaaaaaaaaaaa esse jogo Cosmão joguei na casa de um amigo e me supriendi quando eu vi esse jogaço viu .Ficamos jogando por varias horas mas não zeramos joguei ele denovo no emulador de Nes no meu falécido Dreamcast.Mas esse jogo é um melhores já convertidos para o Nes pena que nunca tenha recebido uma gloriosa continuação viu .

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  6. tenho o cartucho até hoje. muito bom!
    guy dá uma voadora de fogo como golpe especial (nao tem isso na matéria)... mas é difícil acho que tem que dar uma meia lua ou um giro completo..

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  7. @Leandro(leon belmont)Alves

    zerei Final Fight Guy uma pancada de vezes, preciso jogar esses já.

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  8. Jogo excelente, de vez em quando pego meu velho play 1 com emulador de NES e jogo até zerar. Recomendo a todos os fãs de BEAT 'N UP.

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  9. Excelente Game Cosmão! Joguei esses dias e assino embaixo. Nem aparenta ser um jogo de NES, tamanha a qualidade dos gráficos e o controle de colisão. Um primor de Beat'm UP.

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  10. Já Joguei Ele Na Versão Em PORTUGUÊS BRASIL!!!!

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