sábado, 31 de outubro de 2009

Especial Retroween - Ghoul Patrol (SNES)


Aproveitando a onda RetroWeen, o Shugames não poderia ficar de fora. Resolvi escolher um jogo que, na verdade, é a sequência de outro bastante famoso. Trata-se de Ghoul Patrol, sequência do Zombies ate My Neighbors.

No game, controlamos dois personagens também, assim como no primeiro game: um moleque maluco chamado ZEKE e sua parceira, a mocinha Julie.

O objetivo continua sendo o mesmo: salvar as pobres pessoas dos mais diversos monstros que assolaram o planeta. Monstros estes que eles mesmo liberaram, portanto, eles mesmos é que precisam consertar a cagada. A premissa pode ser a mesma do jogo anterior, mas a mecânica mudou muito.

Agora podemos saltar, acumular diversos tipos de armas, vários poderes diferentes, temos um botão dash pra escapar de enrascadas e muitas outras coisas. Por tudo isso, as fases também ficaram bem maiores e procurar todos os moradores acaba sendo uma grande tortura após algumas etapas.

Talvez por esse motivo, jogar à dois seja bem melhor aqui.

Os gráficos foram os que mais mudaram no game: tudo agora é mais nítido, mais detalhado, rivalizando com muita coisa da época. As fases, além de maiores, abrigam construções cheias de detalhes como mesas, bancos, poltronas e armários, além dos óbvios moradores perdidos.

Falando neles, estão bem variados também, indo desde o manjado churrasqueiro até mesmo o jardineiro, a mulher sentada confortavelmente em sua poltrona e diversos outros.


As fases ainda são temáticas, passando por bairros, cidades, navios piratas, desertos entre outras. Uma coisa que chamava atenção no jogo anterior eram os nomes das fases, sempre ligados de forma humorada à nomes de filmes de terror antigos. Em Ghoul Patrol isso foi abolido, e eu não entendo o porque, afinal, era uma coisa bacana e não há motivos pra ter sido retirado.

Outra coisa é que o game dá a impressão de ser mais curto, principalmente pelo tamanho enorme das fases. O primeiro game tinha absurdas quase 50 fases, um número bem bacana pra época.


Mesmo mais curto, é uma ótima pedida pra um fim de semana como esses. Chame os amigos, namorada ou até mesmo sua mãe e vejam até onde conseguem ir no game.

Lembre-se: se deixar muitos vizinhos morrerem, a próxima fase pode virar um verdadeiro pesadelo !

Blogs que estão participando também:
- Retro Fantasy
- Gagá Games
- Retrobits
- Alucard Website

Game Crap - Predator (NES)


No ano de 1989, qualquer moleque da época que jogasse videogame tinha um sonho em comum: poder controlar Arnold Schwarzenneger em qualquer jogo que fosse. Era um sonho simples, como qualquer sonho da época.

E eis que a Activision, talvez emocionada com os pedidos (e querendo engordar a conta no banco), resolveu acatar a decisão de fazer um jogo do filme Predator (Predador por essas bandas), com o nosso querido monte de músculos austríaco, hoje governador da Califórnia.

Mesmo entendendo a boa vontade da produtora, eu acredito que eles não entenderam direito sobre o que se tratava o assunto...e assim nasceu Predator ! O console escolhido foi, óbviamente, o NES, cujos 10 entre 10 garotos na época tinham um - menos eu.

Sempre fui seguista, mas sempre joguei nos Phantom Systems de vizinhos, portanto, conheci muita coisa bacana da Nintendo na época, como Chip and Dale, Megaman e o nosso saudoso Predator. Enfim, continuemos a falar sobre o dito cujo.

O estilo adotado no game foram as saudosas plataformas do prazer, estilo esse em alta na época, com vários representantes de peso, inclusive um certo game da Konami que poderia servir de AULA pra Activision de como fazer seu game se sair bem no mercado.

Só que esquerem alguns detalhes:
1 - Arnold não é rosa nem usa botas brancas no filme.
Sim, economizaram nos sprites do personagem principal, que acabou ficando ROSA, parecendo um açougueiro gay andando com um guarda-chuvas fechado debaixo do braço.

Eventualmente, tal açougueiro atira em PEDRAS, seres rastejantes verdes, alguns soldados, ou seja, é super fiel ao filme.....na verdade, parece O PRÓPRIO FILME JOGÁVEL......[/ironia off].

2 - Cadê o batalhão ?
Talvez quiseram economizar tempo e hardware e já colocaram o Arnold direto no game sozinho. Não se vê um mísero aliado no jogo todo, apenas Arnold cor-de-rosa pulando pelas fases...

Existem mais coisas a serem destacadas, mas vamos por partes aqui. Seu personagem pode encontrar desde metralhadoras até granadas, e o uso delas é ilimitado. Isso seria uma boa notícia, não ?

Seria se o jogo não fosse escalafobeticamente difícil ! E eu não digo no sentido de DIFICULDADE PRAZEROSA DE SE JOGAR, e sim no sentido #$@%#$@%$%@# da coisa mesmo ! Só xingando meio mundo pra se livrar do stress que é tentar jogar esse game.

Os pulos são tortos, por mais que se tente executar um salto preciso, seu boneco sempre escorrega pros lados e cai em abismos. Some isso à um sem número de fases com saltos mortais e teremos a maior quantidade de games-over e palavrões proferidos da história dos games.

Na primeira etapa do jogo, se cair no piso abaixo, pode reiniciar, pois acertar as malditas granadas na rocha pra abrir caminho é tarefa pra horas e horas. Tudo porque é muito impreciso os lançamentos de granadas, e ele não joga granadas rasteiras, o que lhe obriga a ficar calculando distâncias......E eu lá quero calcular distâncias ? Eu não estou jogando WORMS, eu quero é meter chumbo no Predador !!!

Em algumas fases (como a segunda, por exemplo), não te dão arma nenhuma e lotam a fase de inimigos, acho que esperavam que eu já tivesse dominado a arte de pular torto pra desviar de tudo e todos no jogo.

Com muita dificuldade (e botem MUITA nisso), cheguei na fase da caverna, onde coisas mais estranhas ainda surgem: plantas cuspindo espinhos, fantasmas voando, coisas bizarras atirando, um power ranger como sub-chefe, é tanta coisa estranha que só me resta pensar que o cara que criou o game só pode ter cheirado capim seco na hora de programá-lo.

Mas esperem, o melhor ainda está por vir....

plantas cuspindo espinhos, power rangers saltitantes....onde eu vim parar ?

Após vencer 3 ou 4 fases, surge uma novidade: a fase BIG ! Nessa fase, nosso açougueiro gay vira o Arnold de verdade, só que GIGANTE, em um cenário ROSA E AZUL, no qual a tela se desloca sozinha e só precisamos destruir bolas rosas e cabeças do Predador que flutuam no ar. Vez ou outra o próprio Predador aparece e aí é preciso se virar para acertá-lo rapidamente.

Desnecessário dizer que a fase é praticamente impossível de ser vencida, mas eu venci e fui até a fase 5 !! SIM ! Estou aguardando as palmas, podem começar :D !

Fase 5 essa que é praticamente um repeteco das outras, com plataformas em lugares diferentes e os mesmos inimigos também. Logo depois vem a mesma caverna, 265.38% mais difícil e com um novo power ranger como sub-chefe (que deve ser abatido com granadas, imaginem) e depois eu sei lá, desisti antes de surtar de vez.

Como já mencionei, os gráficos são razoáveis, tirando, óbviamente os personagens na tela. As fases tem até bastante detalhes, apesar de serem extremamente repetitivas.

As músicas, por mais inacreditável que pareça, são bacanas. Algumas até possuem passagens mais lentas, depois ficam rápidas, podendo até mesmo viciar o jogador à cantarolá-las depois.

Se fosse um jogo que tivesse sido melhor adaptado, poderíamos ter um clássico dos anos 80 em nossas mãos, mas aqui eu acredito que a pressa foi inimiga da perfeição, mais uma vez...

E não dá nem pra botar culpa no orçamento apertado, pois o filme é de 1987 e o jogo de 1989.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Retronado - Sonic the Hedgehog (Master System) [3]


Sonic agora percorre a tradicional fase da floresta, presente em 99% dos jogos de plataforma da época. A música da fase é ótima, mas a própria é meio complicada devido à bagunça de plataformas perdidas em todo canto. É preciso ter cuidado onde cai e onde pisa, portanto, olhar pra cima e pra baixo aqui é necessário. Já no começo, há uma vida nas plataformas de uma cachoeira (com um efeito bem bacana), basta ir saltando devagar até conseguir agarrá-la.

A esmeralda já se encontra nessa fase, como podem ver na foto. Para pegá-la, continue por cima, pelo tronco cheio de espinhos e pule no tronquinho que desce a cachoeira: lá embaixo, perto da água, vire à esquerda e salte na terra firme ali. Pule no tronco na água e vá seguindo pra esquerda até encontrá-la. Volte pelo mesmo caminho e termine a fase.

a esmeralda pode ser localizada daquele ponto ali




A fase toda é uma enorme escalada em uma cachoeira. Portanto, é preciso tomar cuidado com saltos aqui, pois, a tela acompanha Sonic e se você cair, morrerá na hora.

Cuidado na hora de pegar a vida, pois uma mola está bem atrás dela e pode te jogar pra baixo.
A subida não é complicada, basta tomar cuidado pra não cair que logo alcançará o topo.

cuidado com as armadilhas durante a escalada




A vida aqui fica dentro da água, indo pra direita, no começo.

Depois de pegara vida, suba pelos cipós até chegar no chefe. Robotnik aqui atira bombas que rolam pelo cipó e explodem depois, sendo fatais até mesmo a fumacinha que fica após a explosão. Basta esperar ele descer na hora de soltar a bomba para acertá-lo.

Nem tente acertá-lo fora desse contexto, pois morrer aqui é bem fácil.

não esqueça da vida dentro da água e cuidado com o chefe




A fase se identifica principalmente pelo fato de ser, quase totalmente, submersa. Por conta disso, é preciso sempre repor o ar de Sonic em bolhas que saem do chão. Quando ver pequenas bolhinhas saindo da fenda do chão, fique parado ali até sair uma bolha maior e toque-a pra Sonic respirar. Se ficar sem ar, uma contagem regressiva de 5 segundos aparece sobre Sonic, acabando, adios vida.

A fase é simples, apenas siga pra direita, entre na passagem e já colete ar por ali. Desça, vá pra esquerda, salte duas pedras e caia no buraco à seguir, para pegar a proteção. Vale dizer que essa proteção não anula o fato de coletar ar na fase. Continue pela direita, salte pelas lanças que sobem do chão e destrua a SETA para marcar a fase, além de coletar ar ali perto da mola.

Quando saltar na mola e alcançar a parte alta, verás um daqueles inimigos clássicos do Sonic, com espinhos rodeando uma bola central. Fique parado e espere ele soltar TODOS os espinhos; então, caia novamente, colete mais ar e pule na mola, matando o safado logo em seguida.

Suba com a ajuda do elevador e siga reto até onde puder subir novamente. Agora Sonic está na área seca da fase, só se preocupe em não levar dano do espinho que gira na tela. Ao subir pela rampa, pise no botão à esquerda pra transformar a caixa de 10 anéis em uma vidinha, salte pra direita e termine a fase.

engane o bichinho e pegue a vida no final da fase




Se quiser, assim que cair na segunda ladeira, salte na metade dela pra alcançar um local no alto onde uma proteção lhe espera. Mas fique esperto com os espinhos, pois Sonic ainda não tem nenhum anel.

Descendo novamente, basta seguir pra esquerda até onde der pra cair. Caindo, vire pra direita e siga, passando pelo espinho que gira na tela e caindo num local onde dá pra pegar uma bolha de ar. Pegue a SETA mais adianta, suba e salte o buraco de espinhos: o salto aqui é complicado, ele deve ser feito bem perto dos espinhos.

Após subir por outro elevador, é hora de correr: pule na mola direcionando pra esquerda, suba, pegue a invencibilidade corra pra direita. Suba o mais rápido possível pelas plataformas e corra pra esquerda pra pegar a esmeralda, que está DENTRO dos espinhos, em um buraco. É preciso correr pra aproveitar o efeito da invencibilidade, senão, nada feito.

não esqueça a esmeralda nos espinhos




A vida aqui é complicadíssima de se pegar, pois fica em uma caverna cheia de espinhos, e Sonic não tem nenhum anel, tornando a tarefa mortal, não valendo a pena.

Aqui Sonic não morre afogado, sendo assim, siga direto pra cima, pro chefe. Robotnik agora está numa espécie de submarino (que lembra muito o da Bridge Zone) que ataca de duas formas: soltando bolinhas no centro da tela e quando vem por cima, soltando um torpedo.


Vale lembrar que esse torpedo segue Sonic, portanto, aí vai uma dica: fique do lado da PAREDE quando ele vier de cima, acerte-o e, assim que ele soltar o torpedo, vire de direção e salte o buraco. Isso faz com que o torpedo vá pro lado oposto, evitando ser acertado.

Nem tente acertá-lo quando ele surge no centro da tela, é suicídio.

Basta repetir o processo pra mandar mais um maquinário do gordão pro buraco !

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Gargoyles

Produtora: Buena Vista Interactive
Lançamento: 1995
Gênero: Plataforma
1 Jogador


Por
Cosmão

Gargoyles é baseado no desenho Gárgulas, que passou no SBT em meados da década passada. Na verdade, eu nunca assisti esse desenho, mas, se a Wikipédia falou, tá falado.

Tudo se originou nos quadrinhos de uma revista da Disney, no qual a série fez seu debut, chegando até a televisão e inclusive foi produzida pela Marvel uma série de quadrinhos em 11 revistas. Pra quem conheceu, assistiu ou leu na época, saibam que o game aqui mostrado não segue lá muito a história das revistas e da TV.

No game controlamos Goliath, líder do Clã de Manhattan de gárgulas. Ele precisa recuperar o Eye of Odin, um talismã maléfico, criado pelos Vinkings, que pode transformar qualquer criatura que o possua. Seu grande vilão será Demona, o tal possuidor do talismã. Durante as fases é possível ficar por dentro de toda história, que é contada em pequenos pedaços a cada fase vencida.

Gargoyles chama a atenção pela movimentação dos personagens na tela. Se não fosse esse o motivo, nada mais aqui poderia agradar muito.

O jogo todo é muito escuro, a dificuldade é absurda e é muito fácil ficar perdido nas fases. Só de começo, são umas 4 ou 5 fases dentro do castelo Viking, abrindo portas, quebrando paredes e escalando muros, tudo pra sair vivo e conseguir passar de fase.

Tudo isso seria muito fácil se o seu personagem obedecesse de acordo com os comandos. O atraso é evidente quando se quer escalar paredes pulando de um lado pro outro.

Outra coisa irritante: os combates, algumas vezes, são frustrantes. Isso devido à colisão de impacto, o que muitas vezes ocasiona em danos no seu personagem. Os inimigos vão desde vikings armados com machados e bolas de ferro até seres estranhos, gárgulas e insetos gigantes.

A fases pouco mudam seu layout durante o jogo todo, sendo todas bem escuras, com muitas passagens escondidas, portas secretas e mecanismos que precisamos acionar como alavancas, ganchos, etc.

se existe algo que não se pode reclamar aqui são os gráficos

As músicas são básicas, não há nada a se destacar aqui nem canções que grudem na cabeça após um tempo. Tudo às vezes soa meio genérico demais, isso inclui fases, músicas e efeitos sonoros.

Na realidade, se não fosse a brilhante animação do jogo e até mesmo sua obscuridade compulsiva, seria mais um jogo medíocre de plataformas para acompanhar a febre dos quadrinhos ou desenhos. Gargoyles segue mais ou menos esse padrão, se destacando em alguns pontos e oferecendo muito pouco em outros.

um chefe aranhola gigante e o olhar desolado do nosso amigo numa plataforma mortal

É uma pena, pois a história original é bem interessante e poderia ter rendido um game, ao menos, melhor.

Prós: movimentação bastante caprichada / a história é bacana
Contras: repetitivo demais / jogabilidade descalibrada / dificuldade bem alta

Nota Final: 6.5

NEXT - Street of Rage 2

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Retronado - Sonic the Hedgehog (Master System) [2]


Pois bem, a fase seguinte não é tão complicada, mas é preciso ficar esperto, pois está forrada de buracos fatais. Quase toda a fase tem pontes quebradiças, piranhas saltando do rio e uns bichos que só podem ser acertados rolando. O principal cuidado a se ter aqui é ficar esperto com molas nas moitas da fase, muitas delas estão localizadas em locais que jogam Sonic pra vala rapidinho.

Pra pegar a esmeralda aqui, vejam a foto: é preciso descer com a ajuda da ponte quebradiça e saltar no momento exato.


cuidado com os pesos e molas escondidas em lugares fatais

a esmeralda requer habilidade pra descer com a ponte quebrada




A segunda etapa da Bridge Zone ocorre com a famosa TELA-PEGA: a tela se movimenta sozinha pra frente e temos que acompanhá-la sem ficar pra trás. Isso exige algum reflexo mais rápido e mais agilidade no controle de Sonic para se sair vivo e, de quebra, conseguir anéis pro Special Stage.

Mais ou menos no meia da fase, após a caixa com a SETA (checkpoint), há uma pequena ponte com uma piranha saltando: olhando pra baixo ali, dá pra ver uma vida boiando no rio, bem fácil de ser pega. A fase termina após uma enorme ponte falsa.

a fase se locomove sozinha, portanto, é preciso rapidez pra pegar a vida




A vida nessa fase pré-boss é extremamente fácil de se achar: basta, assim que começar a fase, voltar pra trás.

O chefe não é difícil: Robotnik agora surge com uma máquina que emerge da água e atira 3 bolinhas em um dos lados do cenário. Basta ficar esperto na quantidade de acertos nele. Lembre-se que são oito, se por acaso perder a conta, o risco de cair na água após acertá-lo pela última vez é grande, já que Sonic pode não ter um impulso pra voltar pra terra firme.

Uma dica é acertá-lo com o botão de pulo apertado pra pular bem alto.

a vida escondida e mais uma tentativa frustrada de Robotnik