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quarta-feira, 10 de março de 2010

Game Crap - Bebe's Kids (SNES)


Em alguns jogos você consegue ver a razão da existência deles assim que vê a capinha ou a tela título quando se liga o console. Jogos como Super Mario World, Sonic 2 ou Gunstar Heroes estão praticamente livres de crítica. Outros, mesmo que tenham falhas miseráveis que te façam chorar sangue, ainda podem ter suas qualidades, mesmo que algumas sejam minúsculas e transparentes, como é o caso de Ducktales ou Megaman 1. Já Bebe's Kids não se encaixa em nenhuma dessas duas categorias. O por quê? Continuem lendo, por favor.


Por mais que eu tenha me esforçado pra continuar, não consegui enxergar motivo, razão ou circunstância que me mantesse ativo pra passar SEQUER da primeira etapa deste.....deste.......bom, deste pedaço de merda pútrida. Não, não vou atribuir ao pedaço de merda pútrida a comparação com Bebe's Kid, é muito apelativo. Bebe's Kid vai muitíssimo além de um pedaço de merda em decomposição....

Bom, quem indicou este game pra mim foi o Matt e eu lhe agradeço por me abrir os olhos pra tamanha porcaria embalada em um plástico vagabundo que enganou muitas pessoas quando foi lançado. Bebe's Kid conta uma história, uma história de sofrimento, que me arrancou 250 preciosos segundos da minha vida enquanto eu tentei, inutilmente, bater em caras vestidos de palhaço.

Neste pedaço de lixo plastificado podemos escolher entre 2 personagens: a magrela maldita e o anão pederasta. Ambos servem pra mesma coisa: te irritar. O projeto de cocô recém defecado roda em 5 fps, o que me faz pensar o que os malditos produtores tinham na cabeça ao avaliar e liberar isso pra venda.....SIM, VENDA! Consultando na internet, não descobri o quanto esse material radioativo vendeu, mas eu espero que as pessoas que tenham comprado estejam bem de saúde hoje.

Pois bem (ou mal), a tranqueira tenta ser um jogo de luta com crianças ridiculamente....ridículas. Parou aí. Parou na tentativa. Quero meus 250 segundos de volta! Eu bati por 250 segundos em 4 carinhas em vão, eles provavelmente são feitos de pano, pois não sentiam nada. Após 114 socos, um deles tombou. Restavam 3 e eu tinha 30 segundos....Sentiram o drama da coisa? ISSO É CAÓTICO, CAÓTICO, OHH, A DOOORRR!!!!!

Esta porra fétida vencida me lembrou os atuais desenhos animados do Discovery Kids, o que me fez agradecer por ter nascido nos anos 80. He-man, desenho de verdade! POR QUE DIABOS NÃO FIZERAM UM GAME DECENTE DO HE-MAN???


Ah sim, agora o Som... Que som? Esperavam comentários sobre SOM? Eu vou lhes dar: não existe. Ou pelo menos fui poupado, já que estava no mute aqui. E nem quero ouvir, muito menos saber se é ruim ou péssimo...Provavelmente o produtor do som já devia estar entupido de maconha até pelo cagador quando resolveu "compor" algo aqui.

E todas as imagens que consegui foram essas ae. Nem fui atrás de tentar denovo, é muita tortura e eu já tenho idade avançada, preciso me cuidar. Fora que a primeira fase deveria ter umas 15 horas de tempo, pra dar conta de bater infinitamente nos inimigos e não morrer por time-out...

E não vou falar mais disso. Dentre os jogos que já passaram por aqui no Game Crap, esse Bebe's Kids conseguiu com folga o título de PIOR merda tecnológica que já conseguiram cagar. Pelo menos até outro pior ainda surgir por aqui, o que duvido demais...


Com licença que agora vou até ali pegar o que sobrou do meu bom senso e me recuperar do choque jogando uma bela e deliciosa partida de Gunstar Heroes.....quero esquecer Bebe's Kids...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Game Crap - Back to the Future Part 2 (SMS)


No fim da década de 80 e começo da década de 90, fomos presenteados com um dos melhores períodos no que diz respeito aos jogos de videogame. Tínhamos clássicos atrás de clássicos nascendo, tanto no NES quanto no Master System. Talvez nessa onda, algumas "produtoras" tentavam injetar no mercado seus jogos, principalmente aqueles baseados em franquias clássicas do cinema, como é o caso do jogo de hoje...

Acredito que todos já tenham assistido ao filme alguma vez na vida, portanto, não vou me ater à contar a história pra vocês. Caso não conheçam, podem jogar o jogo mesmo assim, pois a história aqui é tão bem contada que até Steven Spielberg, criador da trilogia, ficaria com inveja...

BttF2 começa com uma cena clássica do filme. Nada de contar a história com começo, meio e fim, certo ? Pois bem, já começamos com Marty sobre sua prancha do futuro, andando pelas ruas, provavelmente fugindo da gangue do Biff. Como o jogo guarda algumas surpresas, dividi esse Game Crap em partes que vão contar com detalhes cada uma das etapas dessa por...., arram, desse jogo.

Streets
De cara: os controles não existem. Você acha que está controlando Marty, mas não está. O jogo é tão mal concebido que, às vezes, dá a impressão de estar apenas assistindo à uma demo na tela, e que logo vão surgir as palavras PRESS START BUTTON e seu pesadelo vai acabar....mas não é bem assim....

O controle da prancha é sofrível. E, pra ajudar, existem milhões de obstáculos pelas ruas, desde os velhos do asilo do Gagá até membros da gangue de Biff, pedras, óleo, carros, calçadas, etc...Tudo isso pra derrubar o pobre Marty.....se eles soubessem o quanto é difícil controlá-lo, provavelmente deixariam o caminho livre...

A fase é longa. Não bastando a primeira reta, temos ainda subidas com direito à coisas mais escabrosas pelo caminho ainda. É como se o jogo dissesse: "ahá! não desistiu na primeira etapa, mas aposto que agora ele arremessa o controle no chão...". É bem por aí mesmo...Cães, pedras, carros cortando o cruzamento e uma doida que desce na louca com uma prancha esperam você e Marty na subida.


Quando tudo parece acabar, a rua dobra de novo e é hora de VOLTAR ! Mais um bando de lazarento no caminho e a rua volta pra OUTRA subida...Vale dizer que, em todo esse trajeto, Marty tem a opção de socar os inimigos, mesmo que não adiante nada....e tem uns itens que repõe a energia também, infelizmente eles ficam no meio dos obstáculos, tornando a coisa mais amaldiçoada possível.

No fim do trajeto, é preciso saltar um lago que mais parece um OCEANO ! Na verdade, o mais certo aqui é ter sorte de alcançar o outro lado sem que Marty caia no meio do lago....

DICA: desvie ao máximo dos malas que te perseguem e evite saltar a maldita descabelada que desce as ruas.

Bônus - Jennifer Home
A "ação" agora acontece dentro da casa de Jennifer. Eu não entendi nada do objetivo na história, só sei que é preciso fazer todos as pessoas da casa saírem da mesma, só que pra isso é preciso ir abrindo e fechando portas até todos saírem. E se algum deles entrar no mesmo cômodo que a tal da Jennifer, adeus vida...

A coisa é tão random que te irrita ao ponto de desistir de vencer o bônus...mas calma que ainda tem mais.
DICA: após 10 minutos tentando, caí na real que somente quem criou o jogo consegue resolver isso...

Streets II
Agora a coisa rola em scroll lateral, similar à 90% dos jogos da época.

Mas, vejam bem, eu disse SIMILAR, pois a comparação com qualquer outro jogo acaba aí. Tudo é mal feito, desde saltos, ataques, controles, TUDO !

O lance é se manter vivo e tentar ir matando e saltando os obstáculos que vão surgindo na fase. Pra isso, conta-se somente com um soco e uma rasteira, além de saltos.

DICA: colete todo tipo de tranqueira no chão, eles valem energia.



Bônus - Puzzle


Essa é talvez a parte mais cretina do jogo: montar um puzzle daqueles antigos, em que era preciso ir mudando as peças de lugar até conseguir montar a figura. Acontece que a coisa tem 2 minutos pra ser montada, ou então adeus puzzle. Chega a ser algo tão CRETINO que dá vontade de assassinar o criador do jogo das formas mais doloridas que existem.

DICA: se não montar em 30 segundos, desista.

Final Road


E novamente, pra terminar, temos mais uma etapa de ruas sobre a famosa prancha voadora.....e isso todos já sabem o que significa, não ? SIMMM !!! Mais um pesadelo cheio de velhos corcundas, mulheres malucas, pedras, carros, cães, etc...

Após algumas voltas, se conseguir escapar do game-over, uma cordinha surge e é só pular nela pra terminar o game.


FINAL


É, o final é realmente animador, um flyer do terceiro filme e os dizeres: TO BE CONCLUDE ON....¬¬ !

Bom, espero que esse Game Crap sirva pra ensinar que jogos ruins baseados em filmes existem há muito mais tempo que se imagina.

Bom, qual será o próximo ?? Quem sabe E.T. do Atari....

sábado, 31 de outubro de 2009

Game Crap - Predator (NES)


No ano de 1989, qualquer moleque da época que jogasse videogame tinha um sonho em comum: poder controlar Arnold Schwarzenneger em qualquer jogo que fosse. Era um sonho simples, como qualquer sonho da época.

E eis que a Activision, talvez emocionada com os pedidos (e querendo engordar a conta no banco), resolveu acatar a decisão de fazer um jogo do filme Predator (Predador por essas bandas), com o nosso querido monte de músculos austríaco, hoje governador da Califórnia.

Mesmo entendendo a boa vontade da produtora, eu acredito que eles não entenderam direito sobre o que se tratava o assunto...e assim nasceu Predator ! O console escolhido foi, óbviamente, o NES, cujos 10 entre 10 garotos na época tinham um - menos eu.

Sempre fui seguista, mas sempre joguei nos Phantom Systems de vizinhos, portanto, conheci muita coisa bacana da Nintendo na época, como Chip and Dale, Megaman e o nosso saudoso Predator. Enfim, continuemos a falar sobre o dito cujo.

O estilo adotado no game foram as saudosas plataformas do prazer, estilo esse em alta na época, com vários representantes de peso, inclusive um certo game da Konami que poderia servir de AULA pra Activision de como fazer seu game se sair bem no mercado.

Só que esquerem alguns detalhes:
1 - Arnold não é rosa nem usa botas brancas no filme.
Sim, economizaram nos sprites do personagem principal, que acabou ficando ROSA, parecendo um açougueiro gay andando com um guarda-chuvas fechado debaixo do braço.

Eventualmente, tal açougueiro atira em PEDRAS, seres rastejantes verdes, alguns soldados, ou seja, é super fiel ao filme.....na verdade, parece O PRÓPRIO FILME JOGÁVEL......[/ironia off].

2 - Cadê o batalhão ?
Talvez quiseram economizar tempo e hardware e já colocaram o Arnold direto no game sozinho. Não se vê um mísero aliado no jogo todo, apenas Arnold cor-de-rosa pulando pelas fases...

Existem mais coisas a serem destacadas, mas vamos por partes aqui. Seu personagem pode encontrar desde metralhadoras até granadas, e o uso delas é ilimitado. Isso seria uma boa notícia, não ?

Seria se o jogo não fosse escalafobeticamente difícil ! E eu não digo no sentido de DIFICULDADE PRAZEROSA DE SE JOGAR, e sim no sentido #$@%#$@%$%@# da coisa mesmo ! Só xingando meio mundo pra se livrar do stress que é tentar jogar esse game.

Os pulos são tortos, por mais que se tente executar um salto preciso, seu boneco sempre escorrega pros lados e cai em abismos. Some isso à um sem número de fases com saltos mortais e teremos a maior quantidade de games-over e palavrões proferidos da história dos games.

Na primeira etapa do jogo, se cair no piso abaixo, pode reiniciar, pois acertar as malditas granadas na rocha pra abrir caminho é tarefa pra horas e horas. Tudo porque é muito impreciso os lançamentos de granadas, e ele não joga granadas rasteiras, o que lhe obriga a ficar calculando distâncias......E eu lá quero calcular distâncias ? Eu não estou jogando WORMS, eu quero é meter chumbo no Predador !!!

Em algumas fases (como a segunda, por exemplo), não te dão arma nenhuma e lotam a fase de inimigos, acho que esperavam que eu já tivesse dominado a arte de pular torto pra desviar de tudo e todos no jogo.

Com muita dificuldade (e botem MUITA nisso), cheguei na fase da caverna, onde coisas mais estranhas ainda surgem: plantas cuspindo espinhos, fantasmas voando, coisas bizarras atirando, um power ranger como sub-chefe, é tanta coisa estranha que só me resta pensar que o cara que criou o game só pode ter cheirado capim seco na hora de programá-lo.

Mas esperem, o melhor ainda está por vir....

plantas cuspindo espinhos, power rangers saltitantes....onde eu vim parar ?

Após vencer 3 ou 4 fases, surge uma novidade: a fase BIG ! Nessa fase, nosso açougueiro gay vira o Arnold de verdade, só que GIGANTE, em um cenário ROSA E AZUL, no qual a tela se desloca sozinha e só precisamos destruir bolas rosas e cabeças do Predador que flutuam no ar. Vez ou outra o próprio Predador aparece e aí é preciso se virar para acertá-lo rapidamente.

Desnecessário dizer que a fase é praticamente impossível de ser vencida, mas eu venci e fui até a fase 5 !! SIM ! Estou aguardando as palmas, podem começar :D !

Fase 5 essa que é praticamente um repeteco das outras, com plataformas em lugares diferentes e os mesmos inimigos também. Logo depois vem a mesma caverna, 265.38% mais difícil e com um novo power ranger como sub-chefe (que deve ser abatido com granadas, imaginem) e depois eu sei lá, desisti antes de surtar de vez.

Como já mencionei, os gráficos são razoáveis, tirando, óbviamente os personagens na tela. As fases tem até bastante detalhes, apesar de serem extremamente repetitivas.

As músicas, por mais inacreditável que pareça, são bacanas. Algumas até possuem passagens mais lentas, depois ficam rápidas, podendo até mesmo viciar o jogador à cantarolá-las depois.

Se fosse um jogo que tivesse sido melhor adaptado, poderíamos ter um clássico dos anos 80 em nossas mãos, mas aqui eu acredito que a pressa foi inimiga da perfeição, mais uma vez...

E não dá nem pra botar culpa no orçamento apertado, pois o filme é de 1987 e o jogo de 1989.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Game Crap - Alex Kidd in the Lost Stars

Sei que este game mora na infância de muita gente que cresceu jogando Master System. E sim, mora na minha também, pois eu nunca tive NES, sempre fui um seguista roxo. Enfim, existem coisas que não podem ser negadas e o fato de Alex Kidd in the Lost Stars ser um jogo bizarro é uma delas.



Mas por quê bizarro ? Poderia começar explicando a história, que, afinal de contas, parece não existir. Pesquisando, descobri que ela inexiste realmente.

A versão Arcade serviu como a base deste game, e é nela que mora a única linha de texto sobre a história: Alex e Stella (o segundo personagem exclusivo da versão Arcade) precisam recolher os 12 signos do zodíaco. Pra quê ? Por quê ? E eu sei lá...O game é da época que não era necessário pretextos para se realizar alguma tarefa ou alcançar um objetivo.

Alguém já ouviu falar da história por trás do game Pac-Man ? Por quê o bichinho parecido com uma pizza cortada precisa percorrer labirintos quase infinitos (somente um doido conseguiu "terminar"), comendo pastilhas (ou chicletes, bolinhos, pontinhos, tracinhos, docinhos, etc), fugindo sempre de fantasmas famintos por sua pele amarelada ?

Não existem razões óbvias pra esses jogos, eles simplesmente existem e esse eu acredito ser o caso de Alex Kidd in the Lost Stars. Aliás, à partir de agora vou chamá-lo de ALS, pra facilitar.

Pois bem, em ALS do Master System, Alex possui vidas infinitas, mas são medidas por um medidor de SCORE, que diminui conforme o tempo ou quando se esbarra em inimigos/obstáculos pelas fases.

Esse Score pode ser aumentando achando as letras SC que, randomicamente, aparecem nas fases. A letra J serve pra aumentar o pulo, o S dá à Alex o poder de atirar e o palhacinho dá mais pontos.

Outro fator do game que causou alvoroço na época (tanto positiva quando negativamente), foi o choro do Alex ao levar dano. Um pequeno berro de criança se seguia cada vez que encostasse em inimigos ou nos obstáculos do cenário.

Claro, seria lindo se não fosse o trágico fato de esse som se repetir TODA MALDITA VEZ que se encostava nos inimigos....e claro, isso cansava até Jesus se ele estivesse jogando.

Bom, como são muitas bizarrices presentes no jogo, farei uma pequena listinha pra mostrar pra quem não conhece e pra lembrar quem já passou por isso:

Primeira Fase

Cães que cospem letras
Alex começa a sua jornada em uma fase onde o rosa e o azul predominam em quase 90% do cenário. Muitos inimigos estão esperando por ele, mas acredito que nenhum deles chamou mais atenção que o cãozinho imóvel que cospe letras embaralhadas pra atrapalhar a travessia do cabeção.

Muitas vezes podemos ler BLORSH, BLEWS, BLURM ou qualquer outra onomatopéia voadora. Qual a razão da sua existência ? É um mistério, mas que sua concepção chamou a atenção na época, chamou...

Trens nas cordinhas
Em determinadas partes, vemos TRENS MINIATURAS rodando em varais por onde Alex inclusive pode se agarrar....


"Chefe" ursinho
O boss da fase é uma CABEÇA DE URSO, uma espécie de balão que segue a tela até o final e que cospe NOTAS MUSICAIS em Alex, que vai saltando em blocos-mola até conseguir pular por cima do urso e passar a fase....que coisa, não ?

Segunda Fase

Dedadas no cabeção
A fase é meio hi-tech, com robôs, esteiras e prensas por todo lado, mas, de LONGE, o que mais chama atenção aqui são as mãozinhas que cutucam Alex caso ele não salte à tempo....exame de próstata nos games...


Terceira Fase

Ok, esta fase talvez reúna uns 80% de toda bizarrice no jogo em forma de inimigos: primeiro, encontramos uma caveira azul doidona que anda pra frente pra trás. Ela não atira nem nada, apenas anda feito uma maluca.

Depois, mais adiante, um carinha pelado peida crânios azuis na direção de Alex enquanto rebola. Sim amigos, agradeçam aos japas fumetas que provavelmente fumaram o xaxim dos vasos dos escritórios da Sega para pensar nessas coisas lindas como inimigos.

E o carinha peida um atrás do outro, sendo um colossal combo de crânios azuis. Vale dizer que é complicado pacas desviar do safado com pulos.

Quarta Fase


Tudo agora é debaixo d'água e Alex veste um traje próprio, com uma máscara e aqueles tubos pra crianças, sem um tubo de oxigênio.

Os inimigos aqui são os mais normais do jogo, excentuando um peixe que nada apenas com sua espinha exposta e uns tubos de maionese que despencam na água.



Quinta Fase

O tema agora é jurássico, lembram do cãozinho que cuspia letras ? Pois bem, aqui temos um dinossauro miniatura que faz o mesmo, logo no começo da fase.

Além dele, tem um maldito que fica voando e jogando ovos que chocam e viram dinos menores ainda. Mas é dentro da caverna que moram as loucuras: mãos verdes despencam do teto enquanto paredes verdes descem e tentam esmagá-lo.


Ao sair, mais surpresa: uma bola gigante (que mais parece uma rosquinha) desce atrás de Alex numa ribanceira até que ele pega uma BEXIGA e sai voando...o sprite do Alex muda pra algo surreal...enfim, as imagens acima mostram tudo...


No final da fase ainda temos que descer por um ganchinho que dá de frente com um dinossauro que mais parece de papelão....depois basta pular um fosso de onde pedras saem pra conseguir sair desse inferno.


Sexta Fase

Preparem-se, pois esta é considerada uma das fases mais BIZONHARRAS de todos os tempos ! Estamos num local que mais parece o interior de alguma coisa VIVA !

Alex percorre e o primeiro inimigo parece um grilo verde, laranjas marrons cortadas ao meio caem do teto, junto com barras verticais que sobem e descem tentando pegar o orelhudo à todo custo. Acreditem, é um fase que estimula a criativade, pois para descrevê-la estou fazendo um ESFORÇO TREMENDO !

Mais adiante, bolas de ferro presas ao teto balançam de forma FATAL e, no caminho mais estreito adiante, gotas de água pingam do teto e CABEÇAS DE BEBÊ ROLAM PELO CHÃO E ALGO PARECIDO COM UMA ESPONJA VERDE SAI DAS PAREDES ! OK ! CHAMEM OS PARAMÉDICOS ! VOU INFARTAR !


Ufa, ainda bem que no final só temos TORRADAS que aparecem e somem, mais algumas cabeças de bebê rolando alegremente e um desafio antes do EXIT: passar por 2 rodas de coisas verdes que ficam girando no ar. UFA !



Sétima Fase

A "última" fase é no planeta ZIGURATT ! Não me perguntem O QUÊ a estátua da liberdade faz no símbolo da fase, acho que é mais fácil responder o porquê das cabeças e bebê estarem rolando na fase anterior....Cristo senhor...enfim, Ziguratt é o último desafio não repetente do jogo, a fase toda não tem gravidade, o que ajuda nos pulos. Meteoros caem o tempo todo e os monstros que cospem letras voltaram.


GOARRR !! Mais adiante o chão é gelado e estacas estão prontas pra...hmm...você sabem, espetar a bunda de Alex. Máquinas com estacas que sobem e descem dão duplo sentido na coisa, mas SÃO SOMENTE MÁQUINAS COM ESTACAS QUE SOBEM E DESCEM, SUAS MENTES SUJAS !


O desafio final é um monstro cabeludo que cospe um monte de bolinhas que ficam pulando, complicado pacas se não tiver o SHOT (S), pois o EXIT fica meio longe.


O "final" mostra a Estátua da Liberdade (!?) em meio à planetas bizarros e seis signos que conseguimos. Agora as fases se repetem DENOVO e o final é o mesmo, só que com os outros signos. Fim !

Pois é, apesar de todas essas coisas malucas, o jogo fez um relativo sucesso, principalmente pelo personagem, é claro. Se tivessem colocado qualquer outro aqui, o jogo mal sairia da fábrica...

O pior de tudo (ou melhor de tudo) é que as músicas do jogo são bacanas, se repetem pra cacete, mas são bem legais e quem joga periga sair assobiando-as depois.

Enfim, isso é o que eu queria mostrar de Alex Kidd in the Lost Stars, um jogo estranhíssimo, com uma história praticamente nula, efeitos sonoros mais estranhos ainda e inimigos, bem....acho que já entenderam.

Até o próximo !

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Game Crap - Wayne's World

Estreando nova seção no SHUGAMES, que vai abranger tudo de pútrido, fétido e horrendo que existe no mundo dos games.

Preparem-se para conhecer o oposto da Retro Relics, onde tudo fede e não presta!
Com vocês, GAME CRAP!



Wayne's World (SNES)


Quem cagou isso?
Gray Matter / THQ


Sofra também no: NES e Mega Drive

Número de sofredores:
1





Seção novinha, com cheiro de novo, tudo novo, merece uma estréia de PESO. Aposto que alguns aqui devem conhecer essa OBRA FÉTIDA do passado.

Baseado no filme Wayne's World (Quanto mais Idiota Melhor) de 1992, o jogo tem como protagonistas os dois idiotas do filme, Wayne e Garth.

No jogo, controlamos (ou tentamos fazer isso) Wayne, interpretado pelo Mike Myers no filme. Não vou aqui falar sobre o filme, já que só vi algumas cenas e achei um lixo completo, sem graça, com atores forçando uma comédia tosca, sem sal, podre e novamente, sem graça. Também não vou falar que não curto Mike Myers também, mas enfim, JÁ ESTOU FALANDO DEMAIS DESSES CARAS ! ¬¬ !

O jogo consiste em andar por um cenário baseado em MÚSICA, com tambores, guitarras, fios, cabos, caixas de som e tudo que for relacionado à música. Sei lá se essa porra segue o filme, mas faltou MUITO uma variedade maior de cenários e inimigos, bem como um capricho maior pela direção de ARTE do jogo (se é que ela existiu).

Controlando Wayne, sua única preocupação será sair vivo do labirinto musical: e você só tem PULO e ATAQUE pra fazer isso. O ataque consiste num acorde de guitarra que acerta os inimigos, podendo ser aumentado com itens do cenário. Só não me pergunte QUAIS itens, pois o jogo é tão bagunçado que acho que nunca ninguém parou pra ver o funcionamento de cada item.

Bom, ao apertar start, seus problemas começam. O seu personagem, de tão bizarro, é engraçado. Ele anda bizarramente, pula e ataca mais estranho ainda. Os controles tem um atraso na resposta, mas acho que isso foi feito pra combinar com o atraso mental dos protagonistas.

Após perambular pela fase e morrer algumas vezes, acabas achando el camiño de la victória ! Sim, a próxima fase é IGUAL! E a outra também, seguida da próxima e depois, depois....CHEGA! Não joguei além da segunda fase, pois tive que sair catando pelo chão meu cérebro que escorreu pelo ouvido de tanto ouvir as vozes digitalizadas dos caras BERRANDO o tempo todo.

Wayne choraminga algo INAUDÍVEL quando morre, algo como "ISNÓ ORTII, ISNÓ ORTIII....", mas fui procurar no Google e descobri que é "WE'RE NOT WORTHY" o que o filho da puta berra quando morre ¬¬ !

Descobri inclusive que existe um segundo filme dessa porra, ainda bem que não virou jogo, senão ia ter post fétido duplo hoje !


WE'RE NOT WORTHYYY e o item especial sendo usado...sim, tem item especial ¬¬

Na net dizem que existem mais duas versões dessa porcaria, uma pra NES e outra pra Mega. Como podem cagar em 3 direções diferentes a mesma merda ? Duvidam ? Pois vejam a porcaria da versão NES aí embaixo:


lindo demais tudo isso, não acham ?

A versão Mega Drive é idêntica à esta do SNES, o que dispensa apresentações ¬¬ !

Se Wayne's World tivesse sido melhor adapt......bom, se o jogo tivesse.......AHH, PRO CARALHO! Isso não tem salvação! Nem se tivesse sido feito pela SEGA ou NINTENDO na época, ia sair a mesma merda, pois é baseado numa merda.

Mas, se quiseres arriscar, que a sorte esteja com você !